O mau comportamento que visa ensinar bom comportamento

Religiosos turcos morrem de medo de Darwin
Das Leis Antiblasfêmia

Algumas coisas acontecem e vemos o lado bom, ruim e péssimo de algumas pessoas. E, às vezes (ou quase sempre) nunca foi intenção desmascarar pessoas ou sistemas. Isso é muito preocupante às vezes, pois vemos as pessoas se revelando na sua frente e de certa forma elas são culpadas por um mal bem maior, ainda que estejam inconscientes disso, o que mesmo assim não é desculpa.

Este experimento do arroz soltinho, digo, arroz sensível tem me mostrado como as pessoas têm concepções erradas, distraídas e absurdamente desonestas. Erradas porque parecem não entender o que eu fiz. Distraídas pois muitas delas se pareceram mais preocupadas que o arroz que eu mesmo fiz estava soltinho e show de bola, ao invés de focar no próprio experimento. Já a questão da desonestidade… bem, acompanhem o screenshot a seguir.

Este comentário está no vídeo em que eu estou explicando o experimento do Massaru Emoto. Sim, isso mesmo que você leu. A pedagoga (desculpem a má palavra) quer uma forma que o experimento “dê certo” (isto é, o arroz malvado fique com aspecto nojento) de forma a ensinar às crianças bons valores. Bem, falar a verdade parece não ser um desses valores.

É isso o que você, pai e/ou mãe, quer? Que uma professora minta, divulgando pseudociência, em prol de ensinar “valores”? Estamos validando o princípio que Maquiavel apontou, em que os fins justificam os meios? Posso mentir, mas em prol de conseguir uma vantagem? Poderei usar este mesmo argumento do tipo “rouba mas faz” ou “eu menti mas foi por uma boa causa, mesmo ensinando errado”?

Eu não sei vocês, mas eu jamais iria querer que meus filhos estudassem num lugar que contrata este tipo de profissional, porque acho pouco provável que coordenador e diretora vejam isso com bons olhos, mas se virem, aí mesmo é que é hora de matricular as crianças em qualquer outra escola.

E depois, quando vocês perguntarem “por que o Brasil não ganhou nenhum prêmio Nobel?”, já sabem a resposta.


PS. Já que pediram. Taqui a receita do arroz:

  1. Pegue uma determinada quantidade de arroz quanto você queira.
  2. Lave bem numa peneira, até a água parar de sair esbranquiçada. reserve.
  3. Pegue uma panela e refogue um pouco de alho e cebola com pouquíssimo óleo. Pode ser só com agua que fica bom e zera a gordura. Uma pequeníssima quantidade de azeite dá um cheiro bom.
  4. Refogue o arroz até fritá-lo bem, mas não muito.
  5. Sabe a medida que você usou de arroz? Use uma medida e meia de água e despeje na panela. Mexa bem e espere ferver.
  6. Quando estiver fervendo, abaixe o fogo. Fogo alto não fará cozinhar mais rápido, já que a temperatura não aumentará enquanto todo a água não passar para o estado de vapor (sim, ciência!). Deixe a panela semi-tampada.
  7. Quando estiver QUASE seco, destampe a panela e apague o fogo. O calor da panela será suficiente para secar todo o arroz.
  8. Mexa com uma escumadeira de forma a soltar bem e transfira seu lindo arroz soltinho para uma travessa.
  9. Bom apetite!
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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Um comentário aleatório: Eu prefiro arroz mais empapadinho.

    E sobre a experiência com base numa mentira para ensinar crianças a serem boazinhas… Isso já existe e se chama “Papai Noel”. 😉

  • Lucas Monteiro

    Para ser sincero não me surpreendi com a resposta da tal pedagoga, já que até mesmo muito antes de Machiavelli expressar esta ideia de que os fins justificam os meios, as pessoas já acreditavam em que fazer o mal para o bem seria portanto correto.
    Ideia tola em pensar de que as pessoas mudariam conforme o tempo, se pensarmos em equivalência da teoria do caos, um mal gera muito mais mal, então não adianta você querer justificar seus fins, pois seus meios serão ainda errados do mesmo jeito e criarão um ciclo.

  • Henrique Rodrigues

    Já falaram para vc q precisa acreditar para q a experiência funcione?

    Pryderi respondeu:

    Pior que já.