Sensores dentro dos olhos ajudam a combater o glaucoma

Não é uma questão de tirar uma foto, mandar para uma benzedeira e ela intermediar junto a Jesus. Mas que tal um sensor dento dos seus olhos para monitorar a pressão intra-ocular e mandar as informações pro seu smartphone? Um simples implante pode ajudar a monitorar pacientes e determinar quando estiverem com pressão ocular subindo. Dr. McCoy? Não, Ciência moderna!

O dr. Yossi Mandel trabalha no Laboratório de Ciências Oftalmológicas da Universidade Bar-Ilan, em Ramat Gan, Israel. Lendo todos estes nomes, eu pensei que algum demônio israelita dos tempos antigos apareceria, mas parece que Jeová está do meu lado hoje! O dr. Mandel e seus colaboradores desenvolveram um sensor de pressão que pode ser inserido no olho do paciente durante uma cirurgia para facilitar a monitorização regular do globo ocular e qualquer troço ou zica que tiver ocorrendo com ele.

Obviamente, o dr. Mandel é um cientista sério e jamais chamaria uma doença oftalmológica de "troço" e muito menos "zica". Ele estuda principalmente catarata (a doença, e não a queda d’água, engraçadinho) e glaucoma. A primeira é causada por uma opalescência do cristalino, impedindo que as imagens cheguem até a retina. O glaucoma não é um só, mas vários tipos de doenças, que basicamente provocam danos no nervo óptico, e tudo começa com pressão intra-ocular elevada. No caso do glaucoma, lesionando o nervo óptico, a pessoa perde a capacidade de enviar as informações captadas até o cérebro. Nas atuais condições, a percentagem de visão perdida não é restaurada, mesmo após a cirurgia. Assim, vem o adágio que é melhor prevenir do que remediar.

Efetuar leituras de pressão com o máximo de precisão não é só algo desejável, mas praticamente obrigatório. Ao menos, tendo em vista nosso atual desenvolvimento tecnológico, é claro. Médicos ainda não fazem bruxaria. Dessa forma, fazer medições esporádicas não parece ser uma solução muito inteligente, mas é o que se podia fazer até agora.

Até agora!

A pesquisa do dr. Mandel se baseia em empregar sensores com alguns milímetros de comprimento, incorporado nos cristalinos artificiais, usados para tratar pessoas de catarata. Este sensor será um medidor de pressão em miniatura, que analisa a pressão interna e enviando os dados para um sistema de monitoração e analisado imediatamente via software, que pode ser até um smartphone adaptado.

A pesquisa, publicada na Nature Medicine, mostra como a auto-monitoração pode levar a um melhor tratamento do glaucoma, reduzindo o sofrimento das pessoas, reduzindo custos no tratamento e dando melhor qualidade de vida.

Ou não. Você sempre pode fazer umas promessas para Santa Luzia.

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