Escola de travestis segue linha de Paulo Freire e é piada mais que pronta

Antes de começarmos, uma promessa: eu farei de tudo para me contar nas piadinhas, já que vivemos no mundo politicamente retardado, e os imbecis se ofendem com tudo, o que eu acho muito ofensivo.

Uma escola na Argentina não é uma escola qualquer. Não que ela tenha algo de especial por usar a metodologia do tosco do Paulo Freire (defendem luta armada lá?). Ela é diferentona porque é voltada para travestis, transexuais e moços alegres em geral.Isso me lembra muito as lutas pelos direitos civis nos EUA da década de 1960.

O famoso EL HAJJ Malik El Shabazz sempre foi conhecido pela luta pelos direitos civis dos negros. Talvez você esteja estranhando este nome, mas com certeza deve saber o nome pelo qual ficou conhecido, antes de se converter para o islã: Malcolm Little, para depois se autodenominar Malcolm X. Imagino que vocês pensem que eu esteja pressupondo que Malcolm X era travesti, o que não é verdade e não haveria nada demais se fosse, já que ele estava ferrado por ser negro num país racista em plena década de 60 e anteriores.

Diferente do pastor Martin Luther King, com quem eu gostaria muito de trocar umas ideias, Malcolm X era sua imagem no espelho. Tio Luther King era um pacifista, enquanto Malcolm X dizia publicamente que homens brancos eram o demo e que ele odiava uma parte de si mesmo por um dos seus ancestrais ser branco. Martinho Lutero Rei defendia a total igualdade entre pessoas de diversas etnias (ok, na verdade, ele só falava entre brancos e negros. Parece que ele não ligava muito para chineses, japoneses ou latinos). De qualquer forma, Martin Luther King achava que os negros eram tão bons quanto brancos e vice-versa e pregou uma oposição de não-violência. Ele seria muito parecido com Gandhi,e  só não era mais parecido porque o dr. King não tinha o hábito de dormir com adolescentes desnudas ao que se sabe.

Malcolm X não achava que brancos e negros estavam no mesmo patamar de igualdade. ele achava que negros eram superiores, e convocou os negros a se rebelarem, a se mostrarem superiores. Foi graças aos pensamentos de Malcolm X que surgiram os movimentos Black Power e dos Panteras Negras. Só depois de fazer uma peregrinação à Meca, e conviver com negros, brancos, latinos etc, é que Malcolm X desenvolveu uma atitude mais amena, onde achava que o caráter de um branco era determinado sobre como ele tratava um negro (homossexuais, judeus, latinos e asiáticos não estavam na sua lista de prioridades).

Hoje, vemos algo semelhante acontecendo. Na Argentina, agora, tem colégio só para homossexuais, transexuais e coisas semelhantes por causa da discriminação que estes sofrem. Estranho perceber isso, pois é nitidamente um processo de separação que Malcolm X pregava; e, convenhamos, isso não é lá muito inteligente. No mínimo é combater a discriminação ao discriminar os outros. Soa estranho, não?

Na escola de travestis Mocha Celis, em Buenos Aires (que não é a capital do Brasil), as aulas não são exatamente sobre como usar maquiagem pra ficar fashion (pronto, boa parte desistiu de ler aqui). É uma escola normal, mas que se especializou em acolher quem não teve oportunidade de cursar até o Ensino Médio, isto é, é um supletivo (ou art. 99, se você for tão velhinho quanto eu). Os alunos são, em maioria, homossexuais, excluídos da educação regular. Ponto para o colégio, certo?

Errado! Isso não resolve o problema. Ao invés de promover ações em que as pessoas deixem de ser imbecis e parem de discriminar os outros, reforça-se uma atmosfera de "nós e eles".. Isso realmente não deu certo nos lugares com este tipo de separação.

A cereja (podre) do bolo é levar Paulo Freire (o CÂNCER do Paulo Freire) em conta. Já que ele "preconiza" a educação como um processo de transformação social. Ele até incentivava revolta armada, mas parece que a pseudoeducadora dona do colégio não estudou essa parte. Aliás, nenhuma… desculpem a má palavra… pedagoga menciona isso. Fico até imaginando uma revolta de travestis e transexuais que nem no filme do Planeta dos Macacos (pronto, além de me chamarem de homofóbico, ainda me chamarão de racista e leitor da Veja que vota no Alckmin, sem sequer morar em São Paulo, além de ouvir música do Alexandre Pires. Sim, eu tenho cara de mamão!).

Pedagogos acham lindo aquela baboseira que alunos não são folhas em branco. São. A questão é que saber coisa errada não é saber algo. Mas a questão gira em torno de adultos, o que traz outra perspectiva. Quero ver pegar uma criança de 7 anos e ela trouxer alguma coisa de ciência. Se ela traz algo que viu na TV, então ela já foi ensinada de alguma forma, o que inutiliza a assertativa que os alunos não são folhas em branco. Elas são, mas simplesmente têm acesso a outros professores, mas isso vai até quando se diz pra elas "seres humanos são animais assim como cães, gatos e uma baleia azul".

Voltando ao assunto, de início pode parecer legal uma escola que acolha pessoas vítimas de discriminação, mas isso não implica que o problema foi resolvido, foi apenas contornado. O problema existe, mas isso acarreta que devemos fazer uma escola para negros, uma escola para gays, uma escola para prostitutas, uma escola para pessoas que não têm o dedo mindinho e até uma escola ara quem quer realmente aprender algo.

Toda boa ideia é uma ideia boa no começo, mas depois vemos que de boa não tem nada com o passar do tempo. Só faz ressaltar o preconceito e não há medida em que tente diminuir, fazendo as pessoas se esconderem ainda mais. Isso ainda por cima é aplaudido por muita gente que nem foquinha adestrada, mas não passa disso. Medidas paliativas, apenas, que daqui a pouco serão esquecidas e largadas num canto obscuro da realidade.


Fonte: BOL Notícias

20 comentários em “Escola de travestis segue linha de Paulo Freire e é piada mais que pronta

  1. Pronto!

    Estão Institucionalizando o racismo e o sexismo!

    Tenho ascendência italiana, alemã, portuguesa e africana (bisavô). Resumindo: Sou um vira-lata geneticamente falando…

    À quais cotas terei direito?

    P.S.: Sei que o fato foi na Argentina, mas é que estamos caminhando para um mundo tão “politicamente correto”, que me dá medo.

    Lembrei agora de um conto que li (não lembro o autor), onde a censura do pensamento foi avançando até que a Bíblia foi resumida á uma única frase…

  2. olá!

    uma coisa engraçada que notei: “Martinho Lutero Rei defendia a total igualdade entre pessoas da mesma etnia”.

    @topic: é complicado… qualquer diferenciação é complicada, seja ela exclusiva como nesta escola citada, ou como as políticas sociais altamente inclusivas do Brazil. não sei qual é o pior modo. em ambas vertentes é clara a idéia fixa do “nós e eles”.

  3. Será que: quando alguém perguntar… ” onde você estuda??” O cara vai ter orgulho ou constrangimento ao falar que estuda na escola pra gays, travestis, transexuais e moços alegres em geral?? Pois se eu estudasse em uma escola onde houvesse esse tipo de diferenciação EU teria vergonha!! Pois assumiria publicamente minha ” limitação ” seja moral ou não!

  4. Concordo contigo. Havia lido sobre esta escola mas parece que eles aceitam os alunos heterossexuais também, apenas é focado nos “TTs”.
    Enfim, claro, obviamente o preconceito é tão grande que provavelmente a escola terá nada de “heteros”, o que realmente o texto preconiza: não adianta nada uma escola somente para um grupo, isto é exclusão, assim com vemos as cotas neste país…
    Se pelo menos o Governo se importasse em garantir – e não criar novas leis – os direitos do artigo 5 de nossa Constituição: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […]”

  5. “Na escola de travestis Mocha Celis, em Buenos Aires (que não é a capital do Brasil), as aulas não são exatamente sobre como usar maquiagem pra ficar fashion (pronto, boa parte desistiu de ler aqui).”

    Você é um comédia André, mas eu consegui ir até o final, não tive um “desinteresse precoce” :lol:

    O mais interessante no artigo, é que você começou mostrando na história que isso não dá certo nem na Argentina, nem na China.Por isso que eu gosto de História. Quem estuda (grande minoria), evita cometer os mesmos erros do passado.Eu não tenho nenhum tipo de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e ateus :lol: , contanto que não venham se esfregar em mim, (desculpe-me, mais hoje eu tô Hilário). Trabalho com rapazes alegres, lésbicas, muitos deles excelentes profissionais. Não coaduno com suas práticas, devido a minha concepção Bíblica, que você sabe.Sou contra a prática, não contra a pessoa.
    O que eles fazem entre quatro paredes, é problema deles, desde que não me envolvam…

    1. @SAULO NOGUEIRA, eu odeio os judeus, mas não tenho nada contra Israel, e também não tenho nada contra os africanos e chineses, só odeio as peles negras e amareladas… Inclusive, eu odeio a Bíblia e o Cristianismo, mas não tenho nada contra os cristãos, contanto que não venham se evangelizar em mim – desculpe estou sendo hilário hoje!

      1. Eu acho que a religião é um câncer sociológico, mas nem por isso serei grosseiro com cristãos como Saulo. Faça o favor de ser mais civilizado nas suas críticas.

        1. @André, desculpe. apenas quis demonstrar que os mesmo argumentos que ele usou são falácias, usadas para reprimir os judeus, africanos e, nos tempos romanos, os cristãos várias vezes. Não odeio os cristãos, apenas usei o que ele escreveu.

          1. Vc não entendeu o que ele falou. Ele disse “Não coaduno com suas práticas, devido a minha concepção Bíblica, que você sabe.Sou contra a prática, não contra a pessoa.”

            Ele não disse que homossexuais devem ser presos, queimados etc, como vi muito crentosco falar.

          2. @sylverfalls, Realmente você não entendeu o que eu quis dizer. Desculpe-me , pois eu esqueci de ligar o sensor de sarcasmo.
            O que eu disse, e o André já me conhece (não no sentido Bíblico) a mais tempo, entendeu, é que eles podem fazer o que quiserem da vidas deles. Isso é um problema pessoal de cada um. Se eu abrir uma empresa futuramente e um cara ou mulher, assumidamente homossexual, me pedir emprego eu JAMAIS o discriminaria simplesmente pelo fato dele ou dela não ser hétero. “Bicha e sapatão não trabalham na minha empresa”. Eu nunca diria isso. Respeito o ser humano acima de tudo. Desde que ele respeite os outros funcionários e trabalhe com dignidade, ele sempre será bem-vindo. Simplesmente acredito que a segregação não trará nenhum benefício perene pra eles, mas justamente fará o contrário, como diz no artigo:

            “boa ideia é uma ideia boa no começo, mas depois vemos que de boa não tem nada com o passar do tempo. Só faz ressaltar o preconceito e não há medida em que tente diminuir, fazendo as pessoas se esconderem ainda mais. Isso ainda por cima é aplaudido por muita gente que nem foquinha adestrada, mas não passa disso. Medidas paliativas, apenas, que daqui a pouco serão esquecidas e largadas num canto obscuro da realidade.”

            Daqui a pouco, este problema será o inverso: Nós é que teremos que nos esconder, não poderemos mais defender nossa idéias “retrógradas e medievais à respeito de família”, seremos censurados numa sociedade que se transformará numa ditadura contra a livre expressão e seremos amordaçados, ou seja, nos consideram homofóbicos (cristãos verdadeiros não espancam as pessoas, a não ser o Vítor Belfort), mas na realidade, eles é que querem tirar nosso direito de expressão. No final das contas, como Malcom X, eles é que estão sendo preconceituosos.

  6. (pronto, além de me chamarem de homofóbico, ainda me chamarão de racista e leitor da Veja que vota no Alckmin, sem sequer morar em São Paulo, além de ouvir música do Alexandre Pires. Sim, eu tenho cara de mamão!).
    André vc ou música do Alexandre Pires?

  7. Não disse? Esse cara já está virando praga mundial e esse CÂNCER começará se alastrando pelos vizinhos. Mas confesso que isso já me rendeu gargalhadas só pelo título. :lol:

    (se bem que é muito improvável pegar aqui no Extremo-Oriente. Afinal, compaixão não é o forte dos orientais.)

  8. Desculpe meu comentário tão simplório sobre o tema, mas o que anda acontecendo no ocidente que essa censura branca esta se alastrando? Parece que um vírus de idiotice anda em transmissão. E pelo jeito eh PG e não PA. Serio, chega a dar medo.

  9. “homossexuais, transexuais e COISAS semelhantes” <– E depois não quer ser chamado de homofóbico / transfóbico.

    Enfim, como mulher transexual, eu gostaria muito de ter estudado num ambiente acolhedor que respeitasse minha identidade de gênero, e acredito que as muitas travestis e mulheres transexuais que fugiram da escola por sofrerem bullying e serem completamente desrespeitadas (se não tiverem sido vítimas de violência) também se sentem assim.

    Duas barreiras para pessoas transexuais frequentarem a escola são 1) a recusa de muitos professores em chamá-los pelos seus nomes sociais, com os quais se identificam (de forma opressora, insistentemente preferem chamá-los pelos seus nomes de registro, pisando completamente na identidade dos alunos), e 2) impedirem essas pessoas de usarem os banheiros adequados para seu gênero (isto é, forçarem mulheres transexuais a usar o banheiro masculino, sob a desculpa de "não causar constrangimento às mulheres", e expondo elas ao risco de sofrerem até mesmo violência sexual).

    Uma escola com profissionais capacitados e especializados para atender esse público pode contribuir muito para o bem-estar dessa população. E sinceramente, não acho, com base no que li, que uma escola dessas promoveria uma "separação". Tenho certeza que pessoas héteras não são barradas de estudar nessa escola. Ela apenas aceita e acolhe aqueles que normalmente são marginalizados ao extremo.

    1. “homossexuais, transexuais e COISAS semelhantes” <– E depois não quer ser chamado de homofóbico / transfóbico.

      Transfóbico é quem tem aversão a soja transgênica?

      Enfim, como mulher transexual, eu gostaria muito de ter estudado num ambiente acolhedor que respeitasse minha identidade de gênero, e acredito que as muitas travestis e mulheres transexuais que fugiram da escola por sofrerem bullying e serem completamente desrespeitadas (se não tiverem sido vítimas de violência) também se sentem assim.

      Porque héteros não sofrem bullying nos colégios…

      Duas barreiras para pessoas transexuais frequentarem a escola são 1) a recusa de muitos professores em chamá-los pelos seus nomes sociais, com os quais se identificam

      Eu me identifico com o nome de Belzebu. Nem por isso seria chamado assim em alguma sala de aula. Se você não gosta do seu nome, peça para trocar. Nome que serve para os dois gêneros não faltam: Darci, Irani, Ivanir e até Feliciano (quer dizer… este último, não).

      (de forma opressora, insistentemente preferem chamá-los pelos seus nomes de registro, pisando completamente na identidade dos alunos

      Que absurdo este negócio de ser chamado pelo seu próprio nome! Ao invés de vir no D.O.U. “Marcos André Batista Santos”, deveria vir apenas “Vampeta”.

      impedirem essas pessoas de usarem os banheiros adequados para seu gênero

      Ué. Se o distinto ser humano parece uma mulher, anda feito mulher e fala feito mulher, quem é que vai pedir pra ver documentos (o sentido da palavra fica ao seu critério) na porta?

      Uma escola com profissionais capacitados e especializados para atender esse público pode contribuir muito para o bem-estar dessa população.

      Função de professor é ensinar a quem quer que seja de maneira igual. Se vc quer atendimento especial, então, vc não quer direitos iguais, filhota.

      Tenho certeza que pessoas héteras não são barradas de estudar nessa escola. Ela apenas aceita e acolhe aqueles que normalmente são marginalizados ao extremo.

      Não conheço nenhuma escola que barre homossexuais e coisas afins de se matricularem.

  10. Para mim, a melhor parte foi:

    e até uma escola ara quem quer realmente aprender algo

    se bem que quem quer REALMENTE aprender algo nem precisa de escola, eu mesmo, só aprendi a estrutura na escola, o resto, por volta de 75% sou autodidata

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