Pais de rapaz morto querem usar seu sêmen para gerar neto

Onde começa o sofrimento de um pai e onde termina o amor por um filho? Ohad Ben-Yaakov talvez seja um bom exemplo de como conceitos como amor e ética acabam tropeçando um no outro. No caso, o israelense Ohad não teve muita sorte, pois ele foi morto antes dos 30 anos por causa de um acidente de trabalho. Inconformados com a morte dos filhos, os pais resolveram tomar uma decisão radical: entraram na Justiça pedindo autorização para usar o sêmen do filho morto para fazerem uma inseminação artificial e terem um neto de alguém que já não caminha pela Terra.

Que nome podemos dar a isso? Esta é sua SEXTA INSANA!

Entendo que o sentimento de perda nos faz cometer, muitas vezes, atos insanos, mas isso está mais para egoísmo. O que os pais, Dudi e Mali Ben-Yaakov, querem é continuar a linhagem de sua família e não apenas uma recordação do filho morto. O segundo é algo questionável e soa muito com a tendência humana a prolongar certos sofrimentos, mas a primeira é claramente pura preocupação idiota para com a linhagem, como se ainda vivêssemos na Idade do Bronze.

A complicação amplia-se pois Ohad não deixou nenhuma instrução a esse respeito. Os pais, então, têm este direito de dispor dos restos do filho sem mais nem menos? Não é apenas uma questão religiosa, e muitos acreditam que o sujeito não passa agora de um punhado de carne em decomposição. O ponto é saber até quando temos o direito de dispor de restos mortais dos outros para nosso bel-prazer?

Os pais doaram os órgãos do filho e, por causa disso, sentem-se no direito de serem donos de seu sêmen. Ah, eu ia me esquecendo: não há nenhuma mãe em vista. Não há namorada ou noiva e muito menos esposa. Simplesmente vão catar alguém para ceder os óvulos, fazer a inseminação e criar uma criança de forma que ela saiba que seu pai é um zumbi, pois estava morto quando o filho foi gerado.

A advogada do casal, Irit Rosemblum, não vê problema nenhum ao usar o sêmen congelado, mesmo por uma mulher solteira ou por um casal de lésbicas. Mãe não importa, o que importa é que o filho nasça, receba o nome da família e, claro, os avós ficarão com a criança e a mãe que se dane. Ohad se oporia a isso? Não sabemos. Jamais saberemos.

Muitos pais desesperados querem ofertar suas filhas para servirem de muleta psicológica, pois seus filhos morreram a serviço do exército. O que está havendo com as pessoas de Israel? Não estou pensando na alma imortal de Ohad ou em dilemas religiosos. A questão é saber quem dá o direito de praticamente prostituírem partes do seu corpo depois de morto, afim de fazer desejos particulares sejam atendidos. A perda é uma característica mais patente nos humanos e sentimos isso muito mais que os outros animais. Isso nos dá direitos maiores?


Fonte BBC Brasil

47 comentários em “Pais de rapaz morto querem usar seu sêmen para gerar neto

  1. Caro André,

    Li duas vezes seu post e, se eu vir a ler mais vezes, o que provavelmente farei, terei uma sensação cada vez maior de sensacionalismo temperado com sentimentalismo cristão. Um drama. Creio ser única e absolutamente cultural aquilo que temos por valores, ou pelo menos a esmagadora maioria deles. Qual o valor dado ao sêmen? Mero aglomerado de células reprodutivas ou parte de alguém que merece ser considerado como se estivesse vivo? Ademais, vale ressaltar que não convém julgar a cultura e as mentes do Oriente segundo um pensamento ocidental.

    Particularmente, não encontro problema algum na utilização do sêmen, desde que a criança gerada tenha uma boa criação, dentro dos parâmetros de sua cultura, claro. Pedir mais que isso seria começar a fantasiar.

    “[…] criar uma criança de forma que ela saiba que seu pai é um zumbi, pois estava morto quando o filho foi gerado.”
    Não necessariamente. E devo dizer que a utilização da palavra “zumbi” foi o ápice do post. Existem problemas maiores e piores. Se a criança for bem criada, crescerá com uma mente forte e não terá problemas com o tão famoso e temido “De onde vim?”. Crianças adotadas, por exemplo, tendem a ter mais problemas com sua origem, não? Os filhos de pais homossexuais? O que a criança questionará no futuro se deve à pedagogia a que foi submetida, você pode, inclusive, criar uma criança de forma que ela jamais venha a questionar coisa alguma. Não é assim que, por exemplo, algumas religiões “criam” seus fiéis?

    Quanto o direito à propriedade do sêmen, realmente esse termo soa forte, mas o argumento dos pais parece considerável: ora, uma vez que tiveram autoridade para decidir o destino dos órgãos do filho, porque não ter direito sobre o destino do sêmen também?
    O que vem a separar os avós do neto em potencial não é uma questão ética, mas sim da lei de um estado.

    O que tento dizer, em resumo, é que esse post me pareceu um alarde grande demais para um problema judicial disfarçado de ético e alardeado pela mídia e pelo preconceito (automático) ocidental.

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    1. Vc não entendeu a essência da abordagem. Não é uma questão apenas cultural, posto que este ato não é comum entre judeus. Os pais não querem preservar a memória do filho e sim ter um neto para dar prosseguimento ao nome da família. Enfim, não estão preocupados com a criança e sim com seus nomes, por isso classifiquei como egoísmo.

      A propósito, não entendi a parte do “se eu vir a ler mais vezes (…) terei uma sensação cada vez maior de sensacionalismo temperado com sentimentalismo cristão.”

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          1. @André, Sugiro que você releia seu próprio texto e reflita, não sobre o que você pensa, mas sobre o que você escreveu. Não responderei mais, a não ser que a discussão seja sobre o assunto tratado no post.
            ;-)

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  2. André. Nunca comentei aqui, mas desta vez me vi obrigado.
    Concordo com a Laisa de que seu ponto de vista é totalmente moralista (não necessariamente moralismo cristão).
    Talvez não seja o desejo egoísta de prolongar a própria linhagem. Mas apenas o desejo egoísta de minimizar uma perda (continua sendo egoísmo, mas todos somos egoístas quando se trata de nossa própria dor, né?).

    E vale sim, o debate ético sobre o uso das partes do corpo de pessoas mortas. Para prolongar, ou melhorar a qualidade de vida de outras pessoas, por meio de transplantes, podemos dispôr dos órgãos do falecido. E isso já não choca ninguém como acontecia quando a idéia de transplantes era uma tecnologia nova (vamos ignorar alguns babacas que acham que não se pode usar o órgão e nem o sangue de outras pessoas, ok?). Então porque não se utilizar de sêmen de alguém já morto?

    Não sei exatamente como funciona. Mas imagino que caso eu doe esperma para algum banco de esperma, e morra amanhã, eles não vão jogar meu esperma fora. Não é a mesma coisa, já que neste caso não existe a intenção de o filho seja especificamente meu (no caso da mulher que utilizará meu esperma para engravidar), mas não deixa de ser algo para pensar.

    Você deu sua opinião. Mas acho um tema delicado e que merece discussão. Já que a tecnologia permite, o que impede? Qual o direito de decisão dos familiares do falecido? Se uma mulher quiser ter um filho com esse semen, independente dos desejos dos avós, isso é válido? Ou é errado só pelo fato de eles quererem um neto de um filho morto?

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    1. Concordo com a Laisa de que seu ponto de vista é totalmente moralista (não necessariamente moralismo cristão).

      Defina “moral”.

      Talvez não seja o desejo egoísta de prolongar a própria linhagem. Mas apenas o desejo egoísta de minimizar uma perda (continua sendo egoísmo, mas todos somos egoístas quando se trata de nossa própria dor, né?).

      Não foi isso que os pais disseram. não adianta mudar o foco, se os pais disseram uma coisa, não adianta falar “ah, mas eles queriam outra coisa”. O foco do artigo é sobre o que os pais disseram e especulações podem ser feitas em todas as direções. De repente, eles querem um neto para fazer valer uma maldição abraâmica.

      E vale sim, o debate ético sobre o uso das partes do corpo de pessoas mortas.

      Abrangendo o foco artigo, talvez.

      Para prolongar, ou melhorar a qualidade de vida de outras pessoas, por meio de transplantes, podemos dispôr dos órgãos do falecido.

      Irrelevante ao presente artigo.

      Então porque não se utilizar de sêmen de alguém já morto?

      Porque a PORRA do assunto não é esse. G-zuis, qual é o problema com interpretação de texto?

      Não sei exatamente como funciona. Mas imagino que caso eu doe esperma para algum banco de esperma (…) whyskas sachê.

      A hora que vocês entenderem o que eu falei, eu ficarei agradecido.

      Você deu sua opinião. Mas acho um tema delicado e que merece discussão.

      O tema DO ARTIGO vc quer dizer, né?

      Já que a tecnologia permite, o que impede? Qual o direito de decisão dos familiares do falecido? Se uma mulher quiser ter um filho com esse semen, independente dos desejos dos avós, isso é válido? Ou é errado só pelo fato de eles quererem um neto de um filho morto?

      AVISO:

      Caso o próximo comentário não seja referente ao TEMA do artigo, fecharei os comentários. Sim, sou ditador.

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      1. @André,
        Apenas mais um comentário, ok?

        Quando o autor acha que todos os que leram não entenderam o tema proposto, talvez o problema não sejam os leitores. ;)

        Não precisa aceitar esse comentário, já que ele ofende o autor.

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        1. Quando DUAS pessoas não entenderam o texto, sendo que o restante até apontou ONDE estava o foco principal, é sinal de baixa escolaridade.

          É aquele lance: O professor chega na sala de aula, a vagabundada não presta atenção em porra nenhuma e a culpa é do professor. Não é este tipo de comentarista que eu preciso, posso muito bem passar sem vcs. Só escrevo pra quem tem cérebro.

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          1. @André, Então, não sei se você sabia, mas nesse mesmo site, tem um artigo (bem grande, até) que fala sobre vários tipos de argumentos que podem ser usados numa discussão.

            Seria uma boa idéia pensar em usar algum outro, fora atacar pessoalmente qualquer um que discordar de você, ok?

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          2. Classificar uma pessoa que lê, mas não consegue interpretar textos como analfabeto funcional não é xingamento, é apontar uma realidade. É o mesmo que eu ver alguém jogar lixo na sua porta e chamá-lo de porco imundo. Não é xingamento, é constatação. Se o blog não lhe serve, não leia. Não pedi pra vc vir aqui e nem me importo se não voltar mais.

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  3. Já que as pessoas estão com sérios problemas de interpretação de texto, vou dar uma pista com duas perguntas:

    1) Por que não adotar uma criança?

    2) Qual a importância de continuar a linhagem da família?

    ESTE é o assunto, pombas.

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  4. “Dudi e Mali Ben-Yaakov alegam que seu filho Ohad gostaria de dar continuidade à linhagem da família, apesar de ele não ter deixado instruções a esse respeito.”

    Aqui está o trecho que talvez não tenham lido ainda, na fonte citada. Ou seja, o motivo ficou bem claro: continuar a linhagem da família, pura e simplesmente.

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    1. @Thiaguu,
      Qual o problema com as pessoas?
      Isso ficou bem claro.

      Quanto as perguntas:

      1) Por que não adotar uma criança?

      Minha família diz que não é muito seguro adotar porque a criança pode ter herdado caracteristicas indesejaveis, como uma tendência natural a roubar e a matar.Talvez eles tenham o mesmo pensamento.

      2) Qual a importância de continuar a linhagem da família?

      Pessoalmente nenhuma, mas cada um tem seu motivo.

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  5. Primeiramente: Heil, André!

    O assunto não era comigo, mas “defina ‘moral’” foi um esquivo trivial disfarçado de artimanha filosófica. Muito astuto de sua parte.

    André, mein Führer, tente compreender que não se trata apenas da interpretação dos seus leitores, mas também da sua escrita, sua expressão por meio de palavras. A nível didático-pedagógico creio que convém lhe dizer o seguinte: você, escritor (aquele que escreve algo, não necessariamente o autor de um livro) deve escrever de forma que seu texto expresse, com o maior teor possível de fidelidade, aquilo que você deseja transmitir.
    Sinto em lhe informar, mas seu texto transmite uma preocupação maior com o sêmen do que com a questão da linhagem familiar, além de estar repleto de um moralismo ocidental. E antes que você profira mais um clichê argumentativo, devo esclarecer que estou utilizando “moral” no sentido de “conjunto de regras e princípios que regem determinado grupo”, dentro desse nosso contexto, claro.

    Agora, as questões:
    “Qual a importância de continuar a linhagem da família?”
    Oras! É uma questão cultural! Da mesma forma que você se preocupar com a questão e perguntar isso, é uma questão cultural. Pura e simplesmente isso.
    “Por que não adotar uma criança?”
    Releia o texto da BBC a faça uma interpretação de texto.

    “Sim, sou ditador.”
    Isso foi uma forma excêntrica de dizer “VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!”?

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    1. Primeiramente: Heil, André!

      Dhia duit. Sou irlandês, não alemão. Todo alemão é nazista?

      O assunto não era comigo, mas “defina ‘moral’” foi um esquivo trivial disfarçado de artimanha filosófica. Muito astuto de sua parte.

      É assim que se pega falacioso. Vcs não seguem o assunto, então terão que demonstrar em que pé está a concepção de vcs.

      André, mein Führer, tente compreender que não se trata apenas da interpretação dos seus leitores, mas também da sua escrita, sua expressão por meio de palavras.

      Só duas pessoas entenderam errado. Não tenho culpa, não fui eu que os alfabetizei.

      A nível didático-pedagógico creio que convém lhe dizer o seguinte:

      O correto é “em nível” e não “a nível”. No máximo seria “ao nível”. Claro que quem não sabe ler, mal saberá escrever.

      você, escritor (aquele que escreve algo, não necessariamente o autor de um livro) deve escrever de forma que seu texto expresse, com o maior teor possível de fidelidade, aquilo que você deseja transmitir.

      Conversa de quem não sabe ler. Ninguém mais questionou isso. Só DUAS pessoas. Estatisticamente irrelevante (como irrelevantes foram seus pontos de abordagem).

      Sinto em lhe informar, mas seu texto transmite uma preocupação maior com o sêmen do que com a questão da linhagem familiar, além de estar repleto de um moralismo ocidental.

      https://ceticismo.net/2011/02/11/pais-de-rapaz-morto-querem-usar-seu-smen-para-gerar-neto/comment-page-1/#comment-29898

      E antes que você profira mais um clichê argumentativo, devo esclarecer que estou utilizando “moral” no sentido de “conjunto de regras e princípios que regem determinado grupo”, dentro desse nosso contexto, claro.

      Vc poderá definir moral o quanto quiser. O ponto é: não estou criticando o que farão com o sêmen do cara. Mas, claro, isso só quem não é analfabeto entendeu.

      “Qual a importância de continuar a linhagem da família?”
      Oras! É uma questão cultural! Da mesma forma que você se preocupar com a questão e perguntar isso, é uma questão cultural. Pura e simplesmente isso.

      Entendi. Matar crianças e albinos pra fazer feitiçaria é algo cultural tb. Por que acharíamos ruim? Maldita cultura ocidental que quer se meter na vida dos outros!

      “Por que não adotar uma criança?”
      Releia o texto da BBC a faça uma interpretação de texto.

      Eu sei, vc não. Porque pra judeus, filhos não co-sanguíneos não são filhos legítimos. Vc sabe, uma coisa inventada no tempo da Idade do Bronze antiga.

      “Sim, sou ditador.”
      Isso foi uma forma excêntrica de dizer “VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!”?

      Vc tem tanto direito a expressão que eu magnanimamente estou permitindo escrever seu monte de besteiras. Se não achou apropriado, vá num congresso sobre agricultura e no momento das perguntas, pergunte sobre a novela das 8. Se começarem a rir, diga que vc tem liberdade de expressão.

      A propósito, isso aqui é um blog pessoal. Posso falar sobre o que EU quiser, mas vc não. Se acha ruim, crie um blog pra vc. Enquanto estiver aqui, vai se ater ao ASSUNTO do artigo sim. Não gostou? Alt+F4.

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  6. Laisa Trojaike
    laisatrojaike.blogspot.com/
    laisatrojaike@gmail.com
    189.124.253.192

    Ora, ora, ora… um ser sem rosto, por trás de um nome sem sobrenome, conhecido meramente como “André do Ceticismo.net”. Não faz parte da minha conduta discutir pormenores com pessoas que não sabem dialogar através de argumentos válidos.
    Vou ignorar toda e qualquer demonstração de ignorância de sua parte, tais como “Meu bem, faz o seguinte. Pinta o cabelo de preto e volta aqui pra conversar depois”.

    Irei me ater pura e simplesmente a assuntos relacionados ao texto. Se não se importar…
    Eu tenho um blog e vou utilizar um texto dele para falar de cultura:
    http://laisatrojaike.blogspot.com/2010/10/objecoes-ao-sistema-moral-sugerido-por.html
    Gostaria de saber em que ideia você está apoiado, seja sua ou de outrem, para dizer que podemos interferir na cultura alheia.
    Vários filósofos (Schopenhauer, Hegel…) tentaram criar sistemas universais. Obviamente não tiveram sucesso. Kant chegou perto de alguma coisa e mesmo assim é repleto de falhas. Tugendhat sugere que cada grupo cultural tenha sua própria moral. Leia minhas objeções ao sistema dele no link acima.
    Não acho que “matar crianças e albinos pra fazer feitiçaria” é legal, mas é cultural e isso não depende da nossa vontade, sinto em dizer.
    Minha posição geral é de que não há possibilidade alguma de construir códigos morais absolutos, sejam eles universais ou restritos a um grupo cultural.
    Nesse caso particular, sinto-me inclinada a concordar com os consequencialistas (vide texto do Paulo Ghiraldelli Jr.).

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    1. Não faz parte da minha conduta discutir pormenores com pessoas que não sabem dialogar através de argumentos válidos.

      Mesmo pq, ficar conversando consigo mesma seria estranho. :mrgreen:

      Vou ignorar toda e qualquer demonstração de ignorância de sua parte, tais como “Meu bem, faz o seguinte. Pinta o cabelo de preto e volta aqui pra conversar depois”.

      Eu ignoro como alguém como vc pode ignorar as coisas. Bem, ignorar como se escreve e mais iainda como interpretar textos lhe caiu bem.

      Irei me ater pura e simplesmente a assuntos relacionados ao texto. Se não se importar…

      FINALMENTE!

      Eu tenho um blog e vou utilizar um texto dele para falar de cultura:
      http://laisatrojaike.blogspot.com/2010/10/objecoes-ao-sistema-moral-sugerido-por.html

      Faça isso. Lá vc pode escrever sobre até mesmo as calçolas da Dilma, não me importo.

      Gostaria de saber em que ideia você está apoiado, seja sua ou de outrem, para dizer que podemos interferir na cultura alheia.
      Vários filósofos (Schopenhauer, Hegel…) tentaram criar sistemas universais. Obviamente não tiveram sucesso.

      Isso significa, CLARO, que devemos deixar indígenas sacrificarem crianças em seus rituais mágicos.

      Kant chegou perto de alguma coisa e mesmo assim é repleto de falhas. Tugendhat sugere que cada grupo cultural tenha sua própria moral. Leia minhas objeções ao sistema dele no link acima.

      Meu avô diz que quem cita os outros é idiota.

      Não acho que “matar crianças e albinos pra fazer feitiçaria” é legal, mas é cultural e isso não depende da nossa vontade, sinto em dizer.

      Mas é crime. “Cultura” seria um bom atenuante, não é?

      – Meritíssimo, meu cliente matou seu próprio filho, pois sua religião permite.
      – Ok, absolvido.

      Minha posição geral é de que não há possibilidade alguma de construir códigos morais absolutos, sejam eles universais ou restritos a um grupo cultural.

      SUA opinião. Escreva isso NO SEU blog. No meu, escrevo o que quiser.

      Nesse caso particular, sinto-me inclinada a concordar com os consequencialistas (vide texto do Paulo Ghiraldelli Jr.).

      Vc pode concordar com quem quiser. Agora, criar perfil fake (vide endereço IP) para tentar dar força à sua frágil argumentação só mostra o caráter que vc não tem. Coisa feia, viu? Isso desmonta qq outra coisa que vc fale, pois vc não tem coragem de se autossustentar. É apenas uma pobre coitada incapaz de pensar por si só, ficando citando este ou aquele filósofo. Citar Voltaire, que disse para as pessoas não acreditarem em palavras e pensarem por si próprias, ninguém como vc cita. Hasta la vista.

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      1. @André, Sugiro que, antes de me indicar como perfil fake, procure na internet sobre mim (Sihan Felix), meu endereço de e-mail e, claro, sobre redes sem fio.
        No mais, não achei que a carapuça ia ser pega tão rápido.

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        1. Hummm, rede sem fio daquelas usadas com roteador tipo D-link em uma conexão como o da Supercabo? Tô sabendo. Então namoradinhos resolveram me dar atenção. Show de bola, mas não refuta uma linha do que escrevi.

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  7. “Ceticismo, Ciência & Tecnologia é um site formado por professores de diversas áreas, cientistas e estudiosos da história das religiões.”
    Nota-se que nenhum dos Andrés entende de lógica.

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    1. E felózofos não sabem interpretação de texto. banimento duplo acionado. Trolls não são aceitos e cansei de brincar com meus camundonguinhos em minha caixa de Skinner.

      Não esqueça de me xingar por aí. É a única coisa que vcs sabem fazer.

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    2. @Laisa Trojaike,
      Wtf?
      Então um casal com problemas de auto-afirmação resolve se utilizar da porra do filho para imortalizar o nome da família, e isso atrai felósofos de boteco que não tem o que fazer?

      Quem se importa se isso é “cultural” ou não? É só mais uma manifestação do egoísmo e egocentrismo tão característicos do ser humano.
      Ficar divagando sobre o relativismo cultural não vai tornar o ato menos egoísta, apenas vai ressaltar o prazer que felósofos têm em ficar se masturbando mentalmente.

      Já vi textos mais merecedores de uma sexta insana que esse (tá com falta de esquisitices, André?) mas felósofos “melhoram” qualquer bizarrice que precise de uns retoques.

      É preciso um tipo especial de cegueira para não entender um texto tão curto.
      É preciso um tipo especial de fixação por sêmen para não ver que os fluídos corpóreos não são o assunto central do artigo, exceto em mentes deturpadas por algum tipo de tara.

      Defensores de relativismo cultural e papagaiadores sem argumentos, incapazes de ver o que está escrito, só enxergam o que acham que querem que exista.

      Nota-se que nenhum dos Andrés entende de lógica.
      Nota-se que nenhum dos pombinhos entende sêmen “nenhuma” de interpretação de textos.

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  8. Minha opinião é que esse caso judicial é uma trollagem das grandes que esses pais planejam. Trazer à vida uma criança que não terá pais eu julgo traumatico para a mesma. Vai dizer o que na escola? Porque crianças são demônios e todos sabemos. Que pai ou mãe estará presente em suas conquistas e dificuldades? Se os avós desejam apenas para continuidade da família, o valor é puramente monetário, não há tanto sentimento assim. Não há o desejo de um neto. Um abuso absurdo :/ sério, a que ponto a ganância chega!

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  9. No meu ponto de vista, a análise sempre foi simples. Isso pq ter um filho sempre é uma atitude egoísta na sua essência. Natural, ter um filho é, antes de mais nada, satisfazer alguma necessidade pessoal. Nosso passado genético explica boa parte dessa necessidade. E com razão, caso contrário, não estaríamos aqui.

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      1. @André, Hahaha! O único jeito de saber é visitando-a. Mas como sou casado e nem sei como ela é não faria essa experiência. Fora que minha mulher me devoraria vivo…

        E filósofos que só trabalham com filosofia são assim. Sempre arrumam um problema para cada solução.

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      2. @André, Os Romanos tinham como costume estuprar mulheres de povos conquistados, se a troll fosse uma delas será que iria defender ” culturas independentes”? Fora isso , o ponto central do artigo ficou de lado…!

        Aviso: Não alimente o troll.

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        1. @cesarcesc, “Fora isso , o ponto central do artigo ficou de lado…!”

          Pelo ao contrário. Isso tem a ver sim. O que os pais do finado querem é manter a linhagem judia e isso faz parte de sua cultura. Uma tradição inútil e de certo modo preconceituosa e retrógrada que escancara o egoísmo da família.

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  10. A solução é simples: os pais adotam uma criança. Mas as pessoas são egoístas e gostam de complicar as situações, com palhaçadas como linhagem, sangue da família, etc. E esse papinho de respeitar as outras culturas é pura merda. Eu não respeito sacrifício animal (com fins religiosos), por exemplo. Em geral, todo comentário que vem precedido de um psico, peda alguma coisa, tem a tendência de apresentar sérios problemas de interpretação de texto, e extrema alienação mental.

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  11. Pra falar a verdade, alguém que não tem amor pra dar a uma criança desconhecida, não tem amor pra dar a criança nenhuma. Só um povo miserável, violento e egoísta como Israel pra pensar que adoção não é opção de paternidade.

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