Cientistas desenvolvem jogos usando microorganismos

Eu sou do tempo do bom e velho Atari. Ganhei corridas no Enduro e detonei geral no River Raid. Nenhum invasor do espaço passava pelas minhas defesas. Com o tempo, os video-games evoluíram, mas não a ponto de sua vontade se sobrepujar à dos seres vivos inferiores, como bactérias, protozoários e aborrecentes orkutianos… até agora.

Uma equipe da Universidade de Stanford criou um vídeo-game interativo, onde você muda parâmetros que possam interferir fisicamente num meio de cultura, fazendo com que paramécios possam se movimentar em todas as direções. É, talvez, o melhor exemplo de como se sentir um deus.

O dr. Ingmar Riedel-Kruse é professor assistente do departamento de Bioengenharia da Universidade de Stanford. Ele e sua equipe fizeram o que somente a ficção científica e as religiões diziam ser possível: controlar outros seres vivos à distância. Claro que não usaram seres humanos ou postadores de perguntas no Yahoo Resposta!, preferiram usar algo mais evoluído: paramécios.

Paramécios são protozoários possuidores de cílios (ou tentáculos, mas creio que estes são exemplares japoneses) que ajudam na alimentação. Com base nessas criaturinhas que vivem em água doce, os cientistas criaram o que chamaram de PAC mecium, o que demonstra mais uma vez que cientistas possuem senso de humor. Este jogo, basicamente, é uma espécie de "controle seu microorganismo à distância", onde você, meu caro Deus dos Protozoa, controla o meio envolvente com um console para mudar a polaridade do campo elétrico, fazendo com que o meio se mexa, acarretando numa espécie de "corrente marítima" , levando os paramécios consigo.

Uma câmera envia imagens em tempo real para um computador, onde são sobrepostos um tabuleiro de jogo. No vídeo abaixo, vemos o jogo em ação, onde as linhas brancas são seus paramécios gladiadores. Dá até pra jogar Pong ou mesmo futebol com paramécios, o que deve ser muito mais divertido (o QI dos jogadores de futebol reais não é muito diferente do dos paramécios)

O estudo foi publicado no periódico Lab on a Chip. Para os autores, o estudo é importante por não apenas estimular os estudantes como pode ser ponto de partida para outras pesquisas em biomedicina e biotecnologia, por exemplo.


Fonte: New Scientist

10 comentários em “Cientistas desenvolvem jogos usando microorganismos

  1. Está um substituto a altura do Winning Eleven. Falta agora um jogo a altura do Super Mario Bros.

    E aí, quando sairá esses jogos para o Wii?

  2. Legal se eles pudessem interagir com outros microorganismos, tipo devorando e sendo devorados por outros q nao sao sensiveis ao campo eletrico. Tipo un jogo 100% biologico.

      1. @André, Congressistas, pseudo-cientistas, pedagogos, pastores neo-pentecostais, apresentadores de TV, locutores de futebol, emos, funkeiros… A lista de agentes patológicos é grande…

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