Paleoecologistas estudam como alterações climáticas afetarão organismos no futuro

Um artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, em setembro dete ano, escrito por uma equipe de ecologistas, incluindo Robert Booth, professor adjunto de Ciências Ambientais na Universidade de Lehigh, examina alguns dos possíveis problemas com os métodos de previsão atual, e solicita a utilização de uma vasta gama de abordagens para predizer o impacto da mudança climática sobre os organismos.

Segundo Booth e seus colegas, um dos maiores desafios que os ecologistas possuem hoje é tentar prever como a mudança climática terá impacto sobre a distribuição dos organismos no futuro.

O método comumente usado para determinar se espécies biológicas podem existir numa determinada condição climática leva em consideração como estas espécies existem mediante o estado atual do clima, afim de traçar uma perspectiva do que poderá ocorrer no futuro. No entanto, segundo os autores, há alguns problemas potenciais com a abordagem correlacional que os ecologistas têm tradicionalmente utilizado.

“Esta abordagem tradicional de previsão por si só é insuficiente”, disse Booth. “Ele precisa ser integrado com modelagens ecológicas estáticas e dinâmicas, além de observações sistemáticas dos padrões do passado e presente”.

O documento usa exemplos de recentes estudos paleoclimáticos para destacar como a variabilidade do clima do passado afetou a distribuição de espécies arbóreas, e até mesmo como os eventos que ocorreram há muitos séculos atrás, ainda a forma distribuições padrões atuais. Por exemplo, os autores observam que algumas populações de uma espécie arbórea do oeste dos EUA devem sua existência a breves períodos de condições climáticas favoráveis, propiciando a colonização no passado, como um intervalo particularmente úmido durante o século XIV. Assim, a seleção natural agiu, de forma a selecionar qual espécie estava apta a sobreviver naquelas condições.

“O sistema climático varia em todas as escalas de tempo ecologicamente relevantes”, disse Booth. “Vemos as diferenças ano a ano, década a década, de século em século e de milênios em milênios. Ao tentar compreender como as espécies e populações irão responder às mudanças climáticas, não é apenas a evolução do estado do clima que precisa ser considerada, mas também mudanças na variabilidade”.

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