Pesquisadores transformam células epiteliais em neurônios. A Química diz “de nada”

Lá pelas tantas, você já sabe o que são células-tronco, como vivem, como se alimentam e se voam para o sul no inverno, bem que tenha visto no Globo Repórter. O potencial de se transformarem em qualquer célula faz delas uma arma para o combate de vários tipos de doenças.

Como conseguir células-tronco envolve discussões idiotas, há pesquisas para se fabricar nossas próprias células-tronco a partir de células especializadas. Mas e se pudéssemos pegar uma determinada célula especializada e a transformarmos em outra célula? É o que vários grupos de pesquisa estão tentando, e agora, os resultados apresentados são excelentes.

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Máquinas de DNA como termômetros em nanoescala

Existe dois tipos de Ciências. Existe a Química, que mudou o mundo, nos deu capacidade de sobrevivermos em ambiente hostil, possibilitou que pudéssemos criar ferramentas, ligas metálicas, combustíveis, motores, ar-condicionados, venceu doenças, nos deu medicamentos e a capacidade de criarmos toda a sorte de apetrechos tecnológicos. E existem as outras.

Enquanto o pessoal reclama sem nenhuma justificativa da assertiva acima, químicos – com eles a oração e a paz – criaram um termômetro DNA programável, 20 mil vezes menor do que um cabelo humano. Agora, fale-me da sua pesquisa sobre gente defecando em retrato de políticos na rua.

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As chaves para a regeneração de tecidos escondidas em nosso DNA

Você não é o melhor que a Seleção Natural pôde fazer, porque Seleção Natural não está nem aí para “perfeições”. Tudo bem que humanos constroem cidades, países, civilizações, armas atômicas capazes de mandar todos os anteriores pelos ares. Ainda assim nosso corpo é cheio de problemas, como sermos incapazes de enxergar em ultravioleta e infra-vermelho, não respiramos debaixo d’água e nossos sistema de cicatrização é bem legal, mas perder um braço não deixa ninguém feliz.

Há muitos, muitos, muuuuuuuuuuuuuitos anos, nossos ancestrais não tinham esse problema. Eles eram capazes de regeneração, ou seja, se cortassem um membro fora (esse inclusive), nascia outro no lugar. Hoje, só alguns animais, como os platelmintos (bem inferiores, por sinal) salamandras e axolotle possuem capacidade de regeneraçao. Mas por quê? Onde nossos ancestrais perderam esta capacidade?

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No início, nossas avós pré-históricas eram safadinhas e tiveram vários namorados

A Eva Genética (ou Eva Mitocondrial) é o mais recente de nossos ancestrais comuns. Praticamente, foi ali quie começou a humanidade. Ela tem esse nome porque nossas mitocôndrias vieram dela, pois a mitocôndria, este bacteriazinha que veio viver em simbiose com nossas células, é passada sempre de mãe para filhos (e filhas, claro). As mitocôndrias têm o seu próprio DNA, e esse DNA mitocondrial está agora presente em todas as pessoas. Claro, o pessoal que tem problemas mentais acha que isso significa que a historinha pra boi dormir de Eva & Adão é verdade, mas esqueceram a parte do Adão Genético, ou Adão-Y, o mais antigo ancestral de origem patrilinear. E, segundo a hipótese científica mais aceita, tem origem na África.

Agora, pesquisadores estudam cromossomos Y, herdado de pais, e o DNA mitocondrial de chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos, de forma a contruir  árvores genealógicas para cada espécie. Essa pesquisa identificou o ancestral mais antigo do chimpanzé com cromossomo Y que viveu há mais de um milhão de anos atrás. Mas o que isso significa?

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O mistério da carne de mamute servida no jantar

Passatempo é algo que os seres humanos cultivam desde que são seres humanos. Jantar também, mas arrumar comida era mais difícil do que arrumar algo pra se divertir (mesmo porque, entretenimento ajudava a distrair da fome). Além de explorarmos os ambientes em busca de comida, aprendemos a nos divertir caçando. Também aprendemos a caçar outros indivíduos em atividades como guerras, por exemplo; afinal, guerras são o divertimento dos homens, como diria o capitão Rodrigo Cambará. Passou-se alguns séculos até que formássemos grupinhos de exploradores (normalmente, gente rica, pois pobres estavam muito ocupados explorando 16 horas de jornada de trabalho, sem contar com as horas-extra.

Conta a lenda que em um certo jantar do The Explorers Club, no ano de 1951, foi servida uma incrível iguaria: carne de mamute. Se bem que alguns dizem que foi carne de Megatherium, aquela preguiça gigante. Seria que isso é boato? Será que é verdade? Pode a Ciência do século XXI provar ou desmentir a veracidade dessa história?

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Você é um bebum irresponsável? Culpe seus genes

Você é daqueles pé-de-cana, cachaceiro, bebum, manguaceiro, adora uma birita, tem pé inchado e é apontado como pudim de cachaça? Não fique triste. Ou fique, já que seu estadoé lastimável. Mas isso não implica que a culpa seja inteiramente sua (não que você não tenha uma parcela de culpa, é claro). Sua tendência a se autodestruir por vias alcoólicas esta escondido bem no seu fundinho.

Não na sua bunda, mas nas profundezas do seu DNA, conforme aponta pesquisadores finlandeses.

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Terapia genética apresenta bons resultados contra fibrose cística

Fibrose cística é uma doença genética, hereditária, autossômica e recessiva, em que o gene que deu bug é transmitido pelo pai e pela mãe, já que não estamos falando do Gene X. Esta desgraceira, obra de um projeto inteligentíssimo, é responsável pelo mal funcionamento das glândulas exócrinas que produzem substâncias (muco, suor ou enzimas pancreáticas) mais espessas e de difícil eliminação. Os ductos pancreáticos são inundados pela secreção mais viscosa, o que impede as enzimas digestivas atuarem no intestino, acarretando má absorção de nutrientes, maior número de evacuações diárias e eliminação fezes volumosas, com odor forte e gordurosas. O fígado acaba sofrendo inflamação por causa do acúmulo de bile e se desgraça pouca é bobagem, o aparelho respiratório se ferra de vez, com o pulmão produzindo um muco espesso que pode obstruir as vias aéreas e virar um viveiro de bactérias.

2% da população mundial são portadores assintomáticos de mutações no gene associado à fibrose cística. Muitos indivíduos com fibrose cística morrem jovens, em torno de 25 anos de idade. As crianças são mais afetadas e a expectativa de vida é de, aproximadamente, 15 anos. Mas agora, quem sabe não poderemos ter a chance de resolver isso com terapia genética. Ou termos meta-humanos bem legais.

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O que nos fez humanos pode estar no nosso DNA

Uma das principais perguntas sobre nós mesmos é "o que nos fez humanos?". Há muitas respostas, até mesmo partindo das pseudociências da Sociologia e Psicologia. Também tem o pessoal da Filosofia, mas, coitados, eles precisam se sentir úteis uma vez na vida. A resposta pode estar mais dentro de nós do que havíamos imaginado. Nossas habilidade, nossa capacidade de criar escrita, intelecto, cultura e a potencialidade de criar uma bomba nuclear pode estar muito bem mais enraizado do que imaginávamos. O segredo pode estar bem dentro de nossos genes, comandados pelo DNA.

Mas como chegar a essa conclusão?

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Bactérias matam-se mutuamente para roubar DNA

Eu sei e você sabe que a Natureza não tem nada de boazinha. Sim, eu sei que você viu muito os desenhos da Hanna Barbera e da Disney, mas a verdade é que o mundo é povoado por psicopatas. Agora, vemos que o negócio ainda é pior do que se pensava (e sabemos que sempre irá piorar).; Sabem aquelas lindas bactérias que causam cólera? Elas não só ferram com sua vida como ainda saem na porrada entre si, roubando DNA uma da outra.

Mas não esqueçamos que a Natureza é ética. Seres humanos é que são FDP!

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Primatas x Bactérias: Uma briga de milênios!

Nossa relação com micro-organismos é de longa data, desde quando também éramos micro-organismos. Nessa longa história evolutiva, nós e as bactérias (que eu considero seres melhores que muitos humanos à solta por aí) temos evoluído conjuntamente. Agora, análises de DNA de 21 espécies de primatas mostram pistas dessa briga, com atacante e defensor sendo selecionados mediante suas capacidades de sobrevivência.

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