Um passeio pelo vulcão Barðarbunga

Os martelos de Hefestos ressoam. O ribombar de suas forjas enchem de medo a paisagem circundante. O fumo sobe do topo da montanha, cujas nuvens de cinzas e gás se iluminam pelas entranhas da Terra. Um grito de vitória vem das profundezas. Mais uma armadura está pronta, com a qualidade de que só o deus das armas seria capaz de fazer. Hefestos, filho de Zeus e Hera, caído em desgraça por ser feio, tornou-se o deus dos ferreiros, artesãos, escultores, metais e da própria metalurgia. O deus da  tecnologia, capaz de mil proezas com suas poderosas ferramentas. E no âmago da Terra, Hefestos trabalha em um calor inclemente, com um poder tão grande e antigo quanto o próprio mundo. Hefestos, deus dos Vulcões.

Com os poderes das profundezas da Terra, vulcões esmigalham nossa arrogância em achar que o mundo foi feito para nós, ridículas amebas de 2 pernas, muito boas para serem cozidas por uma nuvem piroclástica. Nossa tecnologia é incapaz de detê-los, mas não tão inferior que não possamos ver o que acontece dentro deles. Foi o que uma empresa que comercializa drones resolveu experimentar.

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Instagram pré-histórico registra erupção vulcânica

O Homem sempre gostou de fofocar registrar tudo à sua volta. Usa-se Facebook, Twitter, Instagram e Forsquare para compartilhar coisas que acontecem em suas vidas, mesmo que você não esteja interessado nela. Antigamente (e põe antigamente nisso), o Homem registrava através de murais, com as famosas pinturas rupestres. Eram registros do seus dias, o cotidiano de caça, coleta, morte ou mesmo impressões de mãos, como uma mensagem numa cápsula do tempo. Eles chegaram ate mesmo a registrar um acontecimento inusitado, do tipo que ninguém para muito tempo para fiar analisando muito, ainda mais se você estiver perto: uma erupção vulcânica.

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O poder ininterrupto do Klyuchevskaya Sopka

Um fumo negro sobe das montanhas do Leste. Nas terras de Mordor, onde as sombras se deitam, o horror é forjado a ferro e fogo. Orcs dançam nas profundas cavernas, enquanto balrogs não ousam sequer a chegar perto. Um troll das montanhas olha pro céu, seguro que o raiar do sol não o transformará em pedra, pois está tudo escuro. Longe dali, os Homens do Oeste esperam pelo que pode vir de maligno, pois o Senhor do Escuro trabalha. E quando ele termina, ele diz: Ash nazg durbatuluk, Ash nazg gimbatul, Ash nazg thrakatuluk, Ugh burzum-ishi krimpatul, Uzg-Mordor-ishi amal fauthut burguuli.

As terras tremem e as forças nefastas se espalham… Ou pelo menos seria assim se o mundo fosse mais divertido. Como este planetinha é meio sem graça, estou apenas falando de um vulcão, mesmo.

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Quando Hefestos se muda para a Indonésia

Parece um contra-senso, mas todos nós adoramos vulcões. Lembro que nas embalagens do chocolate Surpresa tinha u joguinho sobre as Força da Natureza, nos moldes do Super-Trunfo; e se você sabe do que estou falando, é tão velho quanto eu.

Palweh é um vulcão malvadão, situado na Indonésia, ao norte da Ilha das Flores (8,32°S 121,708°E). Ele também é conhecido como Rokatenda (isso, sim, é nome de vulcão!). Obviamente, sua "beleza" é dada pela distância que estamos dele, apesar de ser um estratovulcão, isto é, ele não é daqueles que explodem, mas mesmo assim fez várias vítimas.

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Como prever quando um vulcão vai explodir?

Vulcão é uma coisa tão violenta e abrasadora que só um deus do vulcão teria a ideia maquiavélica, sacana e pérfida de criar um vulcão. Vulcões são feios, vulcões abalam geral, vulcões são muito maneiros, admita! O problema com aquela 4risteza é que, bem, quando ele está meio irritado, não sobra muita coisa. Pergunte ao pessoal de Pompeia. A questão que fica, então, é: Será que poderemos prever com boa antecedência quando um vulcão ficará de TPM e explodir?

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O vulcão de gelo em Titã

Eu sempre reforço a ideia que nosso senso comum vota e meia apronta das suas, e normalmente ele nos dá indicações e conclusões errôneas. Uma delas é o conceito de "deserto", como eu expliquei no artigo sobre o Dasht-e Lut, o lugar mais quente da Terra. Nesse artigo, eu expliquei que não basta ser quente para ser um deserto e que o Saara, apesar de mais famoso, não é o deserto mais quente nem o mais seco. Da mesma forma, pensamos que vulcões são aquelas montanhonas, prestes a mandar todo mundo pro saco que nem o Vesúvio fez e se bobearem o supervulcão de Yellowstone que está a caminho.

Podemos pensar que a Terra é o único planeta a ter vulcões, mas há um outro lugar também: o satélite natural ("lua", se você for jornalista que está fazendo parada na seção de Ciência dos portais de notícia) Titã, que orbita Saturno. Enquanto os vulcões aqui expelem lava, cinzas destruição, o vulcão de Titã expele gelo, hidrocarbonetos e várias outras substâncias. Para entender mais sobre isso, verbete TITÃ, seção SATURNO, capítulo  ASTRONOMIA do LIVRO DOS PORQUÊS.

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Cristais podem ser sentinelas de aviso contra vulcões

Uma das maiores dissipações de energia da Natureza, e muitas vezes de forma violenta, são os vulcões. Se você estudou uma quinta série (6º ano) decente, você sabe que vulcões agem como verdadeiras válvulas de pressão, recobrando o equilíbrio isostático do manto. Essas "válvulas", muitas vezes, explodem de maneira fantasticamente destrutiva, levando consigo tudo oque tiver no seu raio de ação, lançando rochas derretidas a altíssimas temperaturas, fluxos piroclásticos, cinzas e toneladas de dor, morte e destruição.

Será que a Ciência poderia prever tais erupções com o máximo de antecedência, a fim de evitar perdas de vidas? Difícil responder, mas pesquisas apontam que a chave para isso talvez esteja nos cristais. Simples, belos e puros cristais. mas antes é necessário rever o capítulo de vulcanismo no Livro dos Porquês.

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Onda de calor pode ter sido a responsável pela morte dos moradores de Pompeia

pompeia.jpgPompeia é o que pode se dizer de emblemático. Como uma ação natural violenta pode liquidar de uma vez só todos nós, pobres macaquinhos pelados, sem aviso nem nada. A erupção do vulcão Vesúvio, ocorrida no ano 79 E.C., matou tudo o que estava ao seu redor. A Natureza nunca teve nada de boazinha. Toneladas de pedras, cinzas e morte caíram do céu, soterrando a cidade por 1600 anos, até que as ruínas foram descobertas e o horror do que aconteceu naquele fatídico dia 24 de agosto veio à tona.

Pompeia vem sendo estudada ao longo desses séculos e nunca houve consenso direito sobre o que aconteceu que matou todos os moradores… até agora!

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As ondas de choque de uma erupção vulcânica

eyjafjallajökull.jpgO vulcão Eyjafjallajökull já é mau só pelo nome. A tradução seria algo como Euvoucomersuamaesemky. Em março ele começou sua atividade e em abril teve a graça de fazer o favor de expelir uma quantidade tão grande de cinzas que fechou vários aeroportos, isolando grande parte da Europa.

A Islândia, onde fica o pérfido Eyja (eu me recuso a escrever aquilo tudo de novo, mesmo com Cópia/Cola), é um país insular, isto é, é uma ilhota, muito o da xexelenta, com uma população de pouco mais de 300 mil habitantes. Qualquer favela grande tem muito mais pessoas, mas imagino o que é morar num buraco no fim do mundo, com um vulcão ativo. Qualquer um de nós ficaria feliz da vida!

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Submarino-robô filma erupção vulcânica no fundo do mar

Jasão é um herói grego que, com a ajuda dos tripulantes do navio Argos – os Argonautas – envolve-se em muitas aventuras em busca do velocino de ouro.

Não foi à toa que batizaram o nome de um submarino não-tripulado, cuja missão é explorar o fundo do mar. Um vídeo filmado por Jason no fundo do Oceano Pacífico mostra a mais profunda erupção de um vulcão submarino já registrada. As imagens mostram incríveis quantidades de lava explodindo ao entrarem em contato com a água do mar, ocorrido no vulcão submarino de West Mata, a uma profundidade de cerca 1.200 m, localizado cerca de 200 quilômetros ao sudoeste do arquipélago de Samoa. Continuar lendo “Submarino-robô filma erupção vulcânica no fundo do mar”