Estou aqui, sozinho. Tenho um primo distante, mas não está aqui do meu lado. Estou aqui em cima, vendo o lugar de onde vim, vendo a minha terra natal, imaginando o lugar onde nasci, onde conheci meus amigos. Eu olho pra cima e ao longe sem piscar. Seu eu tivesse lágrimas, choraria de saudade. É tão solitário aqui.
As vozes na minha cabeça dizem que não estou só, que há muitas pessoas pensando em mim, torcendo por mim. Mas não sei se estas vozes são verdadeiras. Só sei que tenho trabalho a fazer. Agora, de noite, está frio, mas me mantenho imóvel, sem sair do meu lugar. É então que eu olho lá longe e a vejo.

Quando começou a vida no Universo? 1 "ano" (usando nosso padrão de contagem de tempo) depois do Big Bang? 100 anos? 25000 anos? Ou há pouco menos de 4 bilhões de anos? Não se sabe ao certo. Não sabemos nem se somos os únicos seres vivos em todo o universo. Não sabemos se fomos os primeiros ou se seremos os últimos.
Muitos de nós mal saem de casa para ver outros lugares. Quando falo "ver outros lugares" não é ir até outro bairro ou até outra cidade. Mas literalmente ver paisagens esquisitas, exóticas e estranhas. Muitos não têm este limite, e suas vidas é caminhar pelo mundo, registrando, filmando, fotografando, vivendo! É triste saber que muito poucos estão pisando em lugares que nunca veremos, vendo coisas, sentido ambientes, olhando para céus sem poluição e coalhados de estrelas. Pelo menos, vivemos num mundo em que a tecnologia nos permite compartilhar tudo o que vivenciamos e estes aventureiros não precisam longos e tediosos anos para publicar um livro. Eles nos levam em sua viagem, trazendo vídeos como este a seguir.
Eu gosto de ficar olhando para o céu. Quando não há uma nuvens, e eu posso ver as pequenas estrelas em quantidade brilhando tenuemente, posto que a iluminação urbana impede que o brilho das outras seja visto também. Não vejo uma coisa daqui: o Solar Dynamics Observatory, um observatório em órbita dinâmica que fica de olho no Sol. O SDO vigia o Imperador do Sistema Solar. Ele nos traz muitas imagens, mas por uma simples ocorrência de geometria e óptica, acontece da órbita da Lua passar na frente das câmeras e aí, o que é captado é isso:
A famosa frase de Yuri Gagarin, dizendo que a Terra é azul (que, na verdade, ele nunca disse. A frase certa é algo como “Através da janela, eu vejo a Terra. O chão é claramente identificável. Eu vejo rios e as dobras do terreno. Tudo é tão claro…”) mostrou como o mundo era maior, mas mais simples, do que o Homem imaginava. Mas a mais icônica foto é aquela que mostra o “nascer da Terra” em plena superfície lunar. Mas, como foi isso?
O Senhor dos Céus contempla o infinito e além. Ainda que não seja tão poderoso quando o mais poderoso dos Deus, Saturno está tranquilo em seu leito etéreo, nas vastidões do Sistema Solar. Em volta dele, seus fiéis vassalos aguardam seu comando e o mais poderoso desses vassalos é o maior satélite de Saturno, mas ainda inferior a Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar, vassalo de Júpiter.
William Sanford Nye pode não ter nada de muito incrível. Para os nossos padrões, ele é feio, alto demais, magro demais e sotaque que soa como gringo e é um motivo para motorista de taxi querer dar uma volta nele na conta da corrida. Nos EUA ele é bem conhecido. Não como ex-engenheiro mecânico da Boeing, filho de uma decifradora de códigos. Ele é conhecido coo Bill Nye, the Science Guy, responsável pela educação científica de milhões de crianças, juntamente com o Mundo de Beakman.
Às vezes, eu gosto de olhar para a janela, ver o mundo passar, mesmo sabendo que quem está passando sou eu. Aliás, sim, o mundo está passando: num movimento de rotação, translação e precessão. Podemos ver outros lugares quando viajamos e são dois movimentos distintos: nosso movimento em relação à Terra e o movimento da Terra no espaço sideral. Mais fantástico que isso, são as visões que os astronautas da Estação Espacial Internacional veem. Desde nosso planeta até sondas de outros países, brilhos de tempestades e nossas luzes noturnas.
Craig Venter não o tipo que causa unanimidade. Alguns o veem como brilhantes. Outros, alguém que usa a Ciência em proveito próprio. Não sei qual dos dois tem razão, já que William Perkin foi o primeiro a criar os corantes sintéticos e pioneiro da indústria química, e não era amor à Ciência. Venter e sua equipe foram