Eu adoro cometas. Aquele astro lá, dando altos rolês pela galáxia enquanto todo mundo fica nas suas órbitas elípticas. Não que cometas não tenham órbitas elípticas, mas é muito mais maneiro você passar por vários planetas, alguns sistemas solares, talvez galáxias? Não, aí já é querer demais. A trajetória do cometa C/2018Y1 foi descoberta em 20 de dezembro de 2018 pelo astrônomo amador japonês Masayuki Iwamoto, e, por isso, é chamado Cometa Iwamoto, mas segundo indícios, ele foi observado no ano 648 EC. Em 6 de fevereiro de 2019, o cometa Iwamoto cometa atingiu o seu ponto mais próximo do Sol, entre a Terra e Marte, e no dia 13 desse mês, chegou o mais próximo da Terra, passando bem na frente de uma galáxia espiral com aproximadamente o mesmo brilho: a galáxia NGC 2903.
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Doce Juno, esposa de Júpiter, amada rainha dos deuses. Odiada por Calisto, a quem Juno transformou em ursa e Júpiter a transformara em constelação. Amada e terrível. Gravitando em volta do seu amado, adorando-o, protegendo-o, beijando-lhe a fronte, desvendando seus segredos.

Você já ouviu falar do corpo nomeado (486958) 2014 MU69? Ah, tá. Não, né? Você conhece mais pela forma (486958) 2014 MU69, não é mesmo? Também não? Oh, bem, talvez pelo antigo nome: PT1 e 1110113Y? Tá tudo bem, provavelmente você deve ter ouvido falar pelo apelido Ultima Thule, dado pela equipe da New Horizons. Ok, você não sabe nada, João das Neves. Ele é um objeto transnetuniano, pra lá pras bandas do Cinturão de Kuiper, a região do Sistema Solar que se estende desde a órbita de Netuno – a 30 UA do Sol até 50 UA do Sol (1 UA é a distância média entre a Terra e o Sol, aproximadamente 150 milhões de km). Os corpos lá pra depois de Netuno são, então, chamados corpos Transnetunianos, mas também são chamados de KBO (Kuiper belt object).
Olhe pra cima, veja o céu. As brancas nuvens passando pelo tapete azul, o entardecer e a miríade de estrelas pontilhando cada centímetro quadrado da abóbada celeste. Você pode até se cansar logo. As coisas não são muito rápidas, sabe? Nossa escala de percepção de tempo não acompanha fenômenos que parecem demorar por horas com poucas mudanças. Nosso planeta também é bem grande, não permitindo que possamos ver tudo em volta. Chega-se a ficar com inveja do solitário morador do asteroide B-612.

Ó Perseu, filho de Dânae e Zeus, Senhor do Olimpo. Forte e poderoso, valente e destemido. Aquele que enfrentou a górgona chamada Medusa, aquele que brandiu a espada decepando-lhe, sem lhe olhar nos olhos, matando o monstro e cavalgou Pégaso. Ó Perseu, vindo ao mundo graças a uma chuva dourada de Zeus sobre Dânae, que a fecundou e ela condenada foi pelo pai Acrísio. Ó Perseu, guerreiro que as musas cantam, que os poetas declamam, por quem Andrômeda se apaixona. Elevado ao céu foi e de tempos em tempos visita a humanidade!
Estando na gloriosa República Florentina, aos 31 dias do mês de julho do ano de Nosso Senhor de 1490*, escrevo ao digníssimo excelso senhor Lorenzo, O Magnífico estas poucas letras, pedindo permissão para dirigir-me à Vossa Magnificência.