As pessoas ainda não entenderam para que serve a tecnologia. Não entendem que as ferramentas existem para nos ajudar no trabalho que deve ser nosso, e não substitutos. No mundinho 2.0, querem que nossos computadores, tablets e smartphone façam tudo, que adivinhem tudo, que nos auxiliem em tudo. caímos para uma geração indecisa, com amor próprio em declínio e auto-estima praticamente inexistente.
A prova disso tudo que estou falando é uma pesquisa que diz que nossos tablets devem ser mais que conselheiros, mas guias espirituais, psicólogos, médicos e amigos. Como se isso que está sobre a minha mesa fosse mais que uma máquina.

Brasilzão mostrou a que veio mais uma vez. Tiramos o 58º lugar nos índices educacionais, numa relação de 65 países. As notas estão abaixo da média mundial, e isso pode significar um monte de coisas, mas eu prefiro ser sucinto e dizer o ponto básico: somos um país de ignorantes.
Temos um problema sério com relação à Ciência no Brasil. Alguns argumentam que parte do problema é que o brasileiro odeia Ciência. Outros, dizem que os cientistas têm uma parcela de culpa também, pois poderia se esforçar mais em divulgar o seu trabalho, de forma que as pessoas vissem a importância desse trabalho. Onde está efetivamente o problema? Entre nossa péssima divulgação científica e verbas ridículas (quando existem) do Governo Federal, será que estamos nessa crise toda ou é algo muito pior?
O problema da Seleção Natural é que ela seleciona quem não tem nada com isso, deixando os imbecis realmente idiotas ainda vivendo. Tem uma vasta série “hold my beer” em que mostra imbecis agindo feito completos alienados, prontos para colocar a vida em risco. Não raro, acabam afetando a vida de quem não tem nada com isso.
Acreditar em anjos, demônios, apsaras, deuses, orixás ou que os políticos sabem conduzir os rumos do país parece ser algo meio insano, mas eu defendo que cada um tenha o direito de acreditar no que quiser, desde que esteja em conformidade com as leis,. O problema é esse "em conformidade com as leis", que acaba sendo sempre ignorado. As pessoas acabam fazendo um monte de bobagens, em que levam sua crença pro mundo real, afetando outras pessoas.
FINALMENTE! Depois de termos reclamado, exigido, sacaneado e sermos xingados (links abaixo), o magnífico tratamento com a fosfoetanolamina acabou parando na Nature. E em dois artigos, olha que chique! O único problema é que o artigo não é como vocês possam imaginar. Pelo contrário, a Nature critica como uma coisa dessa e possível. Mas, claro, né? Eles não moram no Brasil.
Anotem a citação a seguir:
A República Federativa de Banânia tem sérios problemas. Esses problemas começaram quando Cabral chegou aqui como emissário do Rei (não, ele não frequentou a Escola de Sagres nem poderia, já que ela não existiu) e Pero Vaz de Caminha pede um emprego pros parentes no final da sua famosa carta que falava das vergonhas de fora das índias. Com o passar do tempo, criamos medo,. aversão, raiva, ódio e caímos no sofrimento para com a Ciência. O Brasil é o país que odeia Ciência, cientistas e qualquer coisa que esteja minimamente ligado ao conhecimento.
Ciência, no Brasil, é uma ópera-bufa. A forma como políticos e a própria sociedade enxergam a ciência mostra o quanto o brasileiro a odeia. Corta-se verba da ciência, reclamam aqui e ali. Se cortarem assistencialismos à igrejas, acontecerá uma hecatombe.
Um monte de gente veio no e-mail encher o saco com esse negócio de “armazenar o vento” por causa do vídeo da Dilma, porque 1) São burras demais para não saberem algo que colégios ensinam; 2) Má vontade de prestar atenção, criando besteiras.