Eppur si muove: A Terra que não está parada

Vocês sempre podem contar com vídeos em Time Lapse. Eu os adoro e sempre que possível postarei aqui. Ele mostra lugares que muitos de nos não iremos, numa faixa de tempo que escapa a nossa percepção. Não estamos preparados para o muito lento e o muito rápido.

Normalmente, as fotos são com um plano fixo, com o céu se desvelando por cima, num imenso balé cósmico, embora saibamos que não é bem assim. Nós que estamos bailando pelo Cosmos. Então, não seria mais lógico que nos time lapse a Terra é que estivesse se movendo?

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A história do vulcanismo de Mercúrio

Mercúrio não é um planeta tão famosão quanto Júpiter ou Saturno. O menor dos planetas do Sistema Solar é por vezes esquecido da mídia, o que é uma injustiça. Tendo uma geologia interessante, que se assemelha a muito meteorito, Mercúrio tem muito a nos contar sobre nossos sistema, ainda mais levando em conta que ele apresenta vestígios de vulcões.

Uma pesquisa analisa dados do que parecem ser vestígios de uma grande atividade vulcânica em todo o planeta, mas que parece ter terminado há cerca de 3,5 bilhões de anos atrás. O que isso nos ensina?

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As condições prebióticas de Titã

Todos estão de olho nas informações sobre a sonda Juno, que está orbitando os Céus Amigos de Júpiter, sendo bombardeada por radiação num limite entre o "boçal" e "caraca, que absurdo". Eu até ia escrever algo, mas o Cardoso fez algo bem completo. Mas tem Saturno e suas grandiosas luas (eu sei, eu sei que são "satélites naturais".

E em Titã, o maior dos satélites naturais do nosso Sistema Solar, rastros químicos indicam que se nunca houve vida lá, foi por bem pouco, pois as condições eram bem favoráveis, criando ambientes pré-bióticos.

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De onde vieram os satélites de Marte?

E eis que ele, Senhor da Guerra resolveu que seus inimigos jamais teriam paz. Dois de seus mais severos soldados nos observam, instilando os sentimentos inspirados em seus próprios nomes: o medo e o terror: Fobos e Deimos.

– Das crônicas mitológicas que foram inventadas agora.

Nós temos boas explicações sobre como nosso satélite natural (Lua, para os íntimos) foi criado. Mas não devemos esquecer que Natureza não segue livro de receitas. Será que o processo se repetiu para os satélites de Marte? Afinal, como eles apareceram?

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Mercúrio tem geologia similar a meteorito raro

No início era o verbo. Ele vinha correndo com o camafeu para entregar as mensagens de Zeus, o Senhor Supremo do Olimpo. Pulando entre as imensas e incandescentes bolas rochosas, o Mensageiro dos Deuses, The Fash Mercúrio corre por todo o Sistema Solar para entregar suas mensagens, muitas delas secretas.

Assim como as mensagens de Zeus, o próprio Mercúrio tem segredos; mas, nesse caso, estamos falando do planeta, não do mensageiro. Hoje, pesquisadores desvendo um pouco mais sobre a grande história dele, o Planeta-Mensageiro.

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Vênus como você nunca viu

Vênus, como eu sempre digo, é o eterno planeta de TPM. Longe da deusa do Amor, Vênus é um sacripanta, o planeta mais quente do sistema solar. 45ºC de temperatura, excesso de gás carbono e emanações venenosas. Alta umidade e ácidos em suspensão em sua atmosfera. Vênus é o Rio de Janeiro do Sistema Solar.

Para estudar Vênus, o pessoal do Sol Nascente mandou pra lá  a sonda Akatsuki . E as imagens que têm vindo são fantásticas.

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Curiosity identifica vestígios da existência de oxigênio gasoso em Marte antigamente

Oxigênio, enquanto elemento, não é bem uma raridade no universo. Tê-lo em forma gasosa é. O problema do oxigênio é ser o elemento com a segunda maior eletronegatividade (o maior é o flúor, como você não se lembra das aulas de Química no colégio). Isso faz com que ele seja muito reativo e oxidante; e aliás, o termo oxidação veio dele, até descobrirem que várias substâncias oxidam as outras, isto é, roubam elétrons.

Uma das grandes dúvidas era saber se Marte teve atmosfera com oxigênio. Sempre se imaginou que sim, através de evidências indiretas, como os tons avermelhados das rochas e solo marciano, devido à presença de óxido de ferro. Aquelas rochas vieram de algum lugar, claro. Ação do ferro com o oxigênio gasoso? Ou a formação dessas rochas se deu durante a acreção do planeta? Bem, uma recente pesquisa mostra que, sim, há evidências diretas que o Planeta-Guerreiro já teve oxigênio em sua atmosfera.

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Os vulcões que modificaram os polos da Lua

O Universo não é o lugar mais lindinho de se morar, mas é o único lugar… ao menos, por enquanto. Ou não. Sei lá. Só sei que este belo universo ordenado e criado por um projetista inteligente está a cada segundo pronto para nos mandar pra vala sideral. A Lua é um belo exemplo disso. O que antes era conhecida como uma imensa esfera maciça e lisa, Galileu provou que não é bem assim que a banda toca.

Se já não bastava ter sido criada por uma porrada que a Terra tomou de Theia, a Lua vem sendo bombardeada há bilhões de anos por meteoros e fustigada por emanações eletromagnéticas, partículas de alta energia e teve até gente pisando nela. É muito sofrimento.

Então, você pensa. Bem, pelo menos, nos pólos deve ser mais seguro, né? Bem, não é o que diz uma pesquisa, a qual diz que atividades vulcânicas intensas fez os pólos da Lua mudarem de lugar. Só falta ela ser arrolada nas denúncias do Lava-Jato!

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As maravilhosas auroras jupiterianas

Os melhores blogs sobre Astronomia em língua portuguesa, com certeza, é o Space Today e o Astro PT. Mas, de vez em quando, eu gosto de noticiar também. Não sempre, mas não custa nada compartilhar algo de interessante, apesar da abordagem mais técnica ficar a cargo desses dois supracitados. Eu ainda prefiro as coisas que fedem e fazem KABUM.

De qualquer forma, eu achei interessante sobre como tempestades solares desencadearam auroras em Júpiter. As intensas “Luzes do Norte” do Senhor dos Planetas vistas no espectro de raios-X  são oito vezes mais brilhantes do que quaisquer outras por aqui, e centenas de vezes mais energéticas do que auroras aqui na Terra.

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Cientista acerta no cúrio do meteorito

Contemplem a tabela periódica. Está tudo lá. Só que de todos os elementos que existem, apenas 92 são encontrados naturalmente. Vai até o Urânio e só, acabou, caput. Daí pra frente só elementos sintetizados, criados, fabricados pelo Homem. O que vem além disso são os chamados “elementos transurânicos”. Um deles é o cúrio, elemento batizado em homenagem ao casal Curie, descoberto em 1944 por Glenn Seaborg, Ralph James, e Albert Ghiorso, por meio de bombardeamento do plutônio com partículas alfa. É um elemento tóxico e muito radioativo. Quem tem cúrio, tem medo.

Daí você pensa que só porque ele foi produzido artificialmente ele não pode ser encontrado na Natureza. A Química dá uma risadinha e diz “só porque você quer, kerydinho!” Vestígios de cúrio foram encontrados durante a análise de isótopos de urânio num meteorito de 4,6 bilhões de anos.

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