Uma coisa que sempre causou problemas ao Estado foi certos indivíduos com a mania de pensar por si mesmos, e isso desde os tempos de Sócrates (o filósofo, não o jogador de futebol, que nem pênalti sabia bater). Se analisarmos que não é muito legal estar certo num ambiente com todo mundo errado (a bênção, François Marie), ser aquele indivíduo que fala umas verdades acaba não dando muito certo e os membros constituídos do Poder estabelecido não veem isso com bons olhos, a ponto de dar uma forcinha para impedir isso.
Liberdade de pensamento é muito legal, mas só quando você guarda para si, como qualquer garçom pode atestar. Não é mesmo, sr. Lindomar? Continuar lendo “Lei profissionaliza blogueiros. Ferro quente em breve”

Medicina Alternativa é aquela coisa que dizem que funciona, mas você precisa de duas coisas: fé e estar sob tratamento da medicina convencional (aka: a que funciona). Tem várias receitas e procedimentos para todos os tipos de tratamentos para todos os tipos de doenças. Claro, não poderia faltar câncer, a perigosíssima doença que tem 80% de chance de cura se descoberta a tempo, mas ir periodicamente a médicos não faz parte do ideal das pessoas, já que muitas dizem que médico não sabe de nada. E ainda deve-se levar em conta que no Brasil, o SUS paga pelo tratamento, mas é tudo conluio das indústrias farmacêuticas.
Em 2015, aconteceu uma das maiores catástrofes ambientais. Toneladas de barro, térrea e lixo tóxico desmoronaram com uma tromba d’água e aquela nojeira foi levada pela enxurrada, destruindo a cidade de Mariana e matando o rio Doce. O Sebastião Salgado, depois de muito pressionado, já que sua fundação recebe uma verba gordinha da companhia Vale do Rio Doce, de quem a Samarco é subsidiária, soltou um migué dizendo que ia ajudar a resolver. Quando eu apontei a estupidez disso, me xingaram, como sempre. O tempo passou e as mudinhas e matinhas ciliares do Tião resolveu algo? Lino, eu acho que não.
O artigo está longo. Está enorme. Leia por sua conta e risco. Mimimi no comentário sequer será aprovado e comentarista espertão será banido. Este é meu espaço e escrevo o que eu quiser.
Era uma vez dois manés. Eles queriam gravar vídeos e compartilhar com os amigos. Assim, criaram um site que você poderia subir vídeos em uma resolução que seria risível hoje, mas na época 480p era excelente para qualquer monitor da época, e mandar isso pela Internet dessa mesma época era ótimo, cala a boca. O serviço era gratuito e muito legal. O ano era 2005 e foi assim que foi criado o YouTube, Broadcast Yourself. Eu adorava o YouTube nessa época. A sua página principal era uma rede social, que você via o RSS dos vídeos que você curtia/assinava, via os seus comentários, as pessoas entravam diretamente em contato com você. Um sonho!
FUD é acrônimo para Fear, Uncertainty and Doubt (Medo, Incerteza e Dúvida). É algo que é usado desde séculos atrás, como veículo de propaganda, que não foi inventada no século XX. Ramsés II já usava propaganda para dizer o quanto ele foi um general fodástico na Batalha de Kadesh. Tudo bem que os Hititas fizeram a mesma coisa, e como naquela época não tinha Google, ficava difícil dizer o que acontecia fora do vilarejo.
Vida eclesiástica é dureza. Se não se busca a Chave dos Céus tem que meter a boca no Apito de Chamar Anjo. Infelizmente, certas práticas não são lá muito bem vistas pela Gestapo de Jesus, também conhecida como Congregação para a Doutrina da Fé ou não muito legal o nome Tribunal do Santo Ofício ou, melhor ainda Inquisição. Ainda mais quando estas práticas são realizadas num apartamento DO PRÓPRIO Santo Ofício.
O Brasil é um país esquisito. Mais do que o Japão… ok, tudo bem. Nada é mais esquisito que o Japão. O problema é que aqui o bizarro é corriqueiro com sanção estatal, com “parcerias” com entidades que dizem controlar o tempo, mas nunca conseguem essa proeza direito, e mesmo assim continuam fechando “parcerias”.
Num dos episódios da série The Knick, o dr. John Thackery recebe a visita de um propagandista de indústria farmacêutica convidando-o para ser garoto propaganda de um novo remédio. Nessa época (início do século XX), era comum médicos emprestarem seu nome e retrato (desenhado, claro) para remédios e “remédios”, como endosso. A fórmula antiga de colocar um cara de jaleco branco na sua frente para você tomar um ad verecundiam (apelo à autoridade) pela fuça e você acreditar que aquilo realmente tem alguma eficácia. Se o doutor emprestava a sua cara, é porque era bom, né? Bem, o dr. Thackery disse que não aceitava aquilo, pois aquela bosta não curava ninguém.