Cientista culpa James Bond por aversão a energia nuclear

Nos meus memoráveis anos da infância/adolescência, eu sempre adorei os filmes do James Bond. Carros de luxo, cassinos, tiroteio, violência não muito violenta e 007 pegando tudo que era rabo-de-saia que aparecesse, enquanto tomava uma vodka-martini (batida e não misturada) e fumava um cigarro. Em anos politicamente corretos, o James Bond de Sean Connery não teria lugar. Tempo foi passando e eu preferi filmes mais dramaticamente profundos e com linguagem própria (Rambo, Comando para Matar, Braddock e etc). Outra coisa que eu apreciava muito eram os imensos cenários, rodados nos estúdios da Pinewood, onde o vilão parecia sempre viver num imenso hangar, armazém decoradíssimo ou coisa que o valha.

Uma das aventuras era contra Goldfinger, cujo plano diabólico (sim, vem um tenebroso spoiler) era explodir uma bomba atômica em Fort Knox, deixando toda a reserva em ouro dos EUA radioativo, fazendo o preço do metal ir às alturas (Nixon ainda nem sonhava em ser eleito presidente, se me compreendem). Enquanto vivíamos o pesadelo da 3ª Guerra Mundial ali na esquina, com uma chuva de ICBM caindo em nossas cabeças, James Bond lançou o medo do poder do átomo. Começou com a disseminação do cagaço e das críticas negativas no tocante da energia atômica. Bom, pelo menos é o que a Royal Society of Chemistry acha.

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Wszystkiego Najlepszego, Maria!

A mulher cujo destino foi traçado pela sua pesquisa enfrenta seus últimos momentos de vida. Ela foi e ainda é um dos maiores ícones da Química e da Física. Seu nome é conhecido em todos os países e não foi por ser atleta, pois o tecido que ela mais utilizou não foi o tecido muscular, mas o nervoso. Seu rosto está estampado mesmo no mais ridículo livro de ciências e sua efígie adorna o papel moeda de um país. Num mundo onde até mesmo o meio científico era dominado pelo machismo, seu andar ereto fez-lhe ser uma das mulheres mais respeitadas no mundo acadêmico de sua época.

Os olhos dessa mulher abriram-se para o mundo no dia de hoje e a maior de todas as representantes femininas no mundo da Ciência soltou seu primeiro choro no dia 7 de novembro de 1867 e recebeu o nome de Maria Salomea Sklodowska.

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A polêmica sobre o urânio empobrecido

Por Marcus Fernandes de Oliveira
Instituto de Bioquímica Médica, Universidade Federal do Rio de Janeiro

O urânio empobrecido é um subproduto do processo do enriquecimento da forma natural desse elemento químico. Pelo fato de esse metal ser extremamente denso, resistente e inflamável, ele vem sendo amplamente empregado na área civil e militar. Seu uso crescente vem aumentando a dispersão de partículas de urânio empobrecido na natureza, expondo principalmente as populações civis a potenciais riscos cujo real impacto para a saúde humana e o meio ambiente ainda é obscuro e polêmico.

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