Corpo Humano: Este lugar perigoso [again]

Eu conheço, você conhece, todo mundo conhece pessoas que têm próteses implantadas em seu corpo. Desde pinos, parafusos e até juntas protéticas, a fim de corrigir problemas médios, graves e “putzgrila, que bosta” (para mim, ao ponto que você precisa implantar algo, é coisa séria, nem que seja a dentadura da minha sogra).

O corpo humano não é um lugar inerte, onde as coisas ficam imutáveis. Arrisco dizer que nenhum lugar no universo é assim; e ao contrário do que você possa pensar, o corpo humano é, sim, um lugar bem corrosivo, e podemos ver isso através de uma serie de fotos de algumas articulações artificiais.

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Uma pequena história de membros cortados e substituídos

Ser um primata é ótimo, ainda mais simiiforme, com polegar opositor e o escambau. Poder usar ferramentas e nossas mãos SEREM as ferramentas é algo incomparável. Entretanto, tem um pequeno probleminha: ter membros alongados implica em eles estarem expostos a todo tipo de dano. Alguns desses danos são irreparáveis e visando mal menor, bem maior, eles acabam tendo que ser removidos. Chamamos este processo de “amputação”. A necessidade de substituir estas partes do corpo levou a uma corrida de como poder criar algo que possa ser útil e eficiente. Foi uma corrida atrás do que chamamos próteses. Continuar lendo “Uma pequena história de membros cortados e substituídos”

Como exoesqueletos realmente funcionam quando presos às pernas

Eu não preciso falar de exoesqueletos. Além de ser eugenia, como alguns idiotas falam, eles são um passo para o futuro, em busca de um mundo melhor. Estou falando de exoesqueletos, não de inúteis formados em Filosofia. Claro, nada é tão bom que não possa ser melhorado e, convenhamos, exoesqueletos ainda têm muito o que melhorar, mas cientistas estão fazendo a sua parte.

Uma recente pesquisa mostra como um sistema de rastreamento óptico (OTS, na sigla em inglês) – similar aos equipamentos empregado nas técnicas de captura de movimento usadas no cinema – ajuda a fazer modelagem computacional com o os procedimentos e forças envolvidas no uso de um exoesqueleto.

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Sinta na pele, mesmo usando uma prótese

Vocês já devem ter notado que eu adoro noticiar coisas que envolvam novas tecnologias para a fabricação de próteses mais eficientes, mais baratas e, raramente, mais eficientes e mais baratas no mesmo pacote. Bem, toda tecnologia em seu estado inicial é cara, cujo preço só vai barateando ao longo do tempo. Ainda assim, é legal acompanhar o que se anda pesquisando por aí.

Por exemplo, uma recente pesquisa partiu do princípio que próteses são legais, ótimas, mas falta uma coisinha: a sensação de tato. Sim, muitas pesquisas enveredam para isso, ainda mais que o tato é um dos nossos principais sentidos. A que eu trago hoje é uma pesquisa sobre pele artificial que traz sensores eletrônicos.

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Cientistas criam pele para toque mais eficiente e à distância

Ontem, eu postei sobre como o cérebro recebe as informações do tato. Daí, fica-se a dúvida: mas amputados que usam próteses não têm tato, fora aquela sensação de membro fantasma chato. Muitas próteses estão ótimas (sim, eu sei que elas são caras. Toda tecnologia inovadora é cara), mas ainda falta alguns detalhes ainda para serem perfeitas (ou quase). Uma delas e o tato, mas isso não será pra sempre. Pesquisadores desenvolvem uma pele artificial capaz de fornecer ao cérebro sensação de tato.

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Terror da Filosofia: Amputados ensinam braços robóticos a serem mais eficientes

O mundo é estranho. Enquanto Deus do Impossível, em sua bondosa e misericordiosa presença odeia amputados a ponto de não fazer crescer membros de volta (“é impossível”, disse Deus), pessoal felózofo não só adora amputados, como acham que não nenhum amputado deve ficar nas mãos de eugenistas que tentam criar próteses e exoesqueletos. Se é amputado, tem que ficar largado num canto como qualquer amputado.

Enquanto isso, pesquisadores acham que quanto mais membros robóticos melhor (não necessariamente esse aí que você pensou, mas… por que não? Um dia, que sabe?). Um exemplo disso é o pessoal da Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça. Você é amputado e quer uma mão robótica? Pois segura essa aí!

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Pesquisadores estudam mutantes para melhorar a vida do Homo sapiens

A vida de mutantes não é fácil. Os Homo sapiens estão de frente para pessoas (podemos dizer que mutante é gente?) com diferentes características, capacidades e habilidades. Muitos deles só querem viver em paz com os chamados “normais”, mas quando seus genes mutantes se apresentam, e fica evidente a sua diferença, muitas pessoas chegam a ficar com medo. Alguns acham que uma simples cirurgia resolve a parte diferente. Será mesmo? Eu acho que podemos aprender muito com nossos irmãos mutantes.

Como os que possuem polidactilia.

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Teia de aranha, leite e dentes: a receita para dar um jeito na sua perna quebrada

É uma droga quando se quebra um osso, por menor que seja. Pior ainda quando é num dos grandes ossos que têm que suportar carga, como os da perna. A cicatrização pode ser um processo longo e desconfortável. Só tem uma espécie de maluco que quer usar gesso numa perna ou braço: o irmãozinho de quem realmente precisa de usar gesso na perna ou braço. Aquilo é uma bela porcaria e… Ei, tem alguém aí de gesso lendo este teto? Pois é, né? Imagine quando eu disser que gesso, tcharããããã, COÇA! COÇA MUITO!

De nada.

Muitas vezes o gesso não é suficiente; daí, o paciente vai para uma ci8rurgia, onde é colocado lindas pecinhas de metal para sustentar o osso ao se fundir e se curar. O problema disso? Já falei aqui. Será que a Ciência pode fazer algo para resolver isso?

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Pesquisa faz cérebro achar que as próteses são tao naturais quanto o membro natural

ESTE ARTIGO É CONTRA-INDICADO A FILÓSOFOS QUE ACHAM QUE PRÓTESES SÃO EUGENIA

Nossos corpos são fantásticos mesmo nos menores movimentos. Se nosso cérebro fosse um computador, ele teria vários loops e sistemas recursivos para fazer movimentos simples, como o de uma pinça usando os dedos. Não apenas isso, mesmo no escuro, seu cérebro sabe onde cada membro está. Se você estiver num quarto escuro e fechar os olhos, se lhe disserem para juntar a ponta dos indicadores de cada mão sobre a cabeça, seu célbo se encontra lindamente. Se você, meu amigo, quiser ir urinar de noite, no escuro, não vai precisar ficar procurando o seu “amiguinho” (achar o vaso é outra história, o que fará a sua devotada cônjuge ter arroubos de loucura pelo chão todo molhado). O problema é que isso, apesar de parecer simples, é um problema para quem projeta próteses. O cérebro não as encontra direito. Mas isso parece mudar com uma nova tecnologia da Cleveland Clinic

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ONG “veste” estátuas com próteses pros seus membros amputados

Eu não sou de Humanas, sabe? Eu não consigo ter a evolução mental e filosófica para entender certos vieses neoclássistas e como intelectuais austríacos viam o mundo, refletindo sobre as condições birguesas e o avanço da sociedade eugenista. Eu não consigo, portanto, ver nada de ruim em próteses, apesar de alguns acharem que isso é apenas externar eugenia e preconceito. Próteses são uma forma de fazer pessoas que perderam membros terem uma vida melhor, e viverem melhor consigo mesmas.

Assim, um ONG de caridade chamada Handicap International fez uma campanha para conscientizar pessoas, equipando uma série de estátuas de Paris com próteses para os membros. E ficou muito legal.

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