Parece um contra-senso, mas todos nós adoramos vulcões. Lembro que nas embalagens do chocolate Surpresa tinha u joguinho sobre as Força da Natureza, nos moldes do Super-Trunfo; e se você sabe do que estou falando, é tão velho quanto eu.
Palweh é um vulcão malvadão, situado na Indonésia, ao norte da Ilha das Flores (8,32°S 121,708°E). Ele também é conhecido como Rokatenda (isso, sim, é nome de vulcão!). Obviamente, sua "beleza" é dada pela distância que estamos dele, apesar de ser um estratovulcão, isto é, ele não é daqueles que explodem, mas mesmo assim fez várias vítimas.

O Universo é uma gigantesca Austrália, onde tudo nele tem a meta de lhe matar e da forma mais horrenda possível. Uma das formas mais eficientes é cair um meteoro perto de você. Com um pouco de azar, nem precisa estar muito perto. Pergunte a qualquer dinossauro. A Lua é um perfeito exemplo de como estes pedregulhos podem estragar o dia de qualquer um e Marte até teria lembranças, mas não tem nada vivo lá para se lembrar de algo, nem mesmo o Gary Sinise.
Desde que o mundo é mundo (literalmente), ele age sobre tudo à sua volta. Seja pequenos corpos, seja corpos maiores, seja corpúsculos bem pequenos. Quando nossa aventura espacial começou (no momento que o pessoal resolveu olhar pra cima e tentar entender o que via) não se imaginava até onde podemos ir. Ainda hoje não sabemos para onde podemos ir, mas temos boa noção do que está acontecendo ao nosso redor, e isso começou a ser elucidado com as primeiras sondas não tripuladas que foram ao Espaço.
A espaçonave está muito longe de casa. Talvez fosse uma boa ideia, lá pelas bandas de Saturno, fazer ela dar uma última olhada para casa. A minha casa, a sua casa, a casa da espaçonave e de quem a projetou. Ninguém esperaria ver grandes detalhes, nem era este o objetivo. Era uma forma de reconhecer a grandiosidade de um humilde pálido pixel azul. Um pixel que conhecemos desde os tempos de Carl Sagan, quem escreveu a primeira versão das linhas que você leu até agora, neste texto.
Além de água, o que se procura em exoplanetas é a presença de oxigênio. Sua quantidade dirá se o lugar pode abrigar seres vivos ou não. De um modo geral, grande maioria dos seres vivos depende do oxigênio, mas em quantidades mais elevadas, o gás, fortemente oxidante (e oxidação não é necessariamente reação com o oxigênio), pode mandar todos os seres vivos irem pra vala.
Nós já tínhamos publicado pesquisas indicando que o RNA possa ter sido o ponto de partido para a origem da vida (
Nosso mundo, como muitos outros mundos, não é estático. Ele não para para nada, nem para parar de se indignar com acordos ortográficos horríveis. Ainda assim, há sempre um recanto perdido, longe de nossas mãos pecaminosas, mantendo-se imutáveis, ou quase isso. Extremófilos mudaram muito pouco nesses longos milhões de anos, mas há algo bem mais antigo, mesmo sem ser espíritos do mal. Uma mina d’água que se acredita ter um bilhão de anos. Se você queria uma visão do passado sem ter um DeLorean, taí a sua chance.
Parece um contra-senso, mas é perfeitamente possível fotografar o invisível. A saber, algo é invisível quando não conseguimos ver a olho nu. Entretanto, corujas conseguem enxergar em infra-vermelho e alguns insetos enxergam em ultra-violeta, duas faixas do espectro que nós não conseguimos ver. Poderia-se fotografar nessas duas bandas do espectro, assim como na faixa do micro-ondas e das ondas de rádio. Mas muitas coisas podem ser invisíveis além dessas situações, como é o caso de acontecimentos fora de nosso campo de visão. Como o que acontece nos limiares entre a Terra e o Espaço.
Já falamos de todas estas baboseiras de fim-do-mundo. Tem mané, inclusive, que estocou alimentos e comprou um carro. Não entendi para que ele vai querer um carro depois que o mundo for pro saco, mas não é problema meu. Ainda hoje escutei que amanhã planetas irão se alinhar e outras bobagens semelhantes., como coisa que mecânica celeste é assim. As pessoas procuram tanto o fantástico aí fora que não têm tempo para ver o que temos de maravilhoso aqui mesmo, na Terra. E muitas dessas maravilhas vêm de fora da Terra, mas não de planetas e sim da tecnologia desenvolvida pelo próprio Homem.
A noite é escura.