O Universo é uma gigantesca Austrália, onde tudo nele tem a meta de lhe matar e da forma mais horrenda possível. Uma das formas mais eficientes é cair um meteoro perto de você. Com um pouco de azar, nem precisa estar muito perto. Pergunte a qualquer dinossauro. A Lua é um perfeito exemplo de como estes pedregulhos podem estragar o dia de qualquer um e Marte até teria lembranças, mas não tem nada vivo lá para se lembrar de algo, nem mesmo o Gary Sinise.
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Terra: este imenso acelerador de partículas
Desde que o mundo é mundo (literalmente), ele age sobre tudo à sua volta. Seja pequenos corpos, seja corpos maiores, seja corpúsculos bem pequenos. Quando nossa aventura espacial começou (no momento que o pessoal resolveu olhar pra cima e tentar entender o que via) não se imaginava até onde podemos ir. Ainda hoje não sabemos para onde podemos ir, mas temos boa noção do que está acontecendo ao nosso redor, e isso começou a ser elucidado com as primeiras sondas não tripuladas que foram ao Espaço.
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O pálido ponto azul revisitado
A espaçonave está muito longe de casa. Talvez fosse uma boa ideia, lá pelas bandas de Saturno, fazer ela dar uma última olhada para casa. A minha casa, a sua casa, a casa da espaçonave e de quem a projetou. Ninguém esperaria ver grandes detalhes, nem era este o objetivo. Era uma forma de reconhecer a grandiosidade de um humilde pálido pixel azul. Um pixel que conhecemos desde os tempos de Carl Sagan, quem escreveu a primeira versão das linhas que você leu até agora, neste texto.
Dos dias em que havia vida antes de haver oxigênio
Além de água, o que se procura em exoplanetas é a presença de oxigênio. Sua quantidade dirá se o lugar pode abrigar seres vivos ou não. De um modo geral, grande maioria dos seres vivos depende do oxigênio, mas em quantidades mais elevadas, o gás, fortemente oxidante (e oxidação não é necessariamente reação com o oxigênio), pode mandar todos os seres vivos irem pra vala.
O início da vida na Terra era praticamente o início de tudo. Nem mesmo oxigênio tinha na atmosfera em quantidades respeitáveis. Foi a Vida que nos deu o oxigênio para que possamos sobreviver. Até agora, acreditava-se que cianobactérias eram os primeiros organismos fotossintetizantes, mas pesquisadores da Caltech estão trabalhando no que pode ser um antecessor das cianobactérias, enquanto organismos fotossistemáticos.
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Origem da vida via RNA é reforçada a ferro, mas não a fogo
Nós já tínhamos publicado pesquisas indicando que o RNA possa ter sido o ponto de partido para a origem da vida (veja aqui tudo o que já foi publicado envolvendo RNA). Entendemos hoje o RNA como um catalisador, isto é, uma substância que propicia e promove reações químicas. Mas uma pesquisa mostra agora que não é só isso. Ele era bem mais fortemente ativo há alguns bilhões de anos, quando a vida ainda nem era o que se podia chamar de vida.
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Uma caixa d’água de um bilhão de anos
Nosso mundo, como muitos outros mundos, não é estático. Ele não para para nada, nem para parar de se indignar com acordos ortográficos horríveis. Ainda assim, há sempre um recanto perdido, longe de nossas mãos pecaminosas, mantendo-se imutáveis, ou quase isso. Extremófilos mudaram muito pouco nesses longos milhões de anos, mas há algo bem mais antigo, mesmo sem ser espíritos do mal. Uma mina d’água que se acredita ter um bilhão de anos. Se você queria uma visão do passado sem ter um DeLorean, taí a sua chance.
A belas fotografias do invisível
Parece um contra-senso, mas é perfeitamente possível fotografar o invisível. A saber, algo é invisível quando não conseguimos ver a olho nu. Entretanto, corujas conseguem enxergar em infra-vermelho e alguns insetos enxergam em ultra-violeta, duas faixas do espectro que nós não conseguimos ver. Poderia-se fotografar nessas duas bandas do espectro, assim como na faixa do micro-ondas e das ondas de rádio. Mas muitas coisas podem ser invisíveis além dessas situações, como é o caso de acontecimentos fora de nosso campo de visão. Como o que acontece nos limiares entre a Terra e o Espaço.
Time Lapse da Semana: Apenas veja, apenas escute
Já falamos de todas estas baboseiras de fim-do-mundo. Tem mané, inclusive, que estocou alimentos e comprou um carro. Não entendi para que ele vai querer um carro depois que o mundo for pro saco, mas não é problema meu. Ainda hoje escutei que amanhã planetas irão se alinhar e outras bobagens semelhantes., como coisa que mecânica celeste é assim. As pessoas procuram tanto o fantástico aí fora que não têm tempo para ver o que temos de maravilhoso aqui mesmo, na Terra. E muitas dessas maravilhas vêm de fora da Terra, mas não de planetas e sim da tecnologia desenvolvida pelo próprio Homem.
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Brilho de nossas noites escuras
A noite é escura. Eu já até expliquei o motivo. Todos os seres vivos deixam a sua marca onde vivem, não importa o quão pequena seja; entretanto, além das algas azuis, somente o Homem deixa sua marca visível no planeta, visto do Espaço. Durante a noite, só a presença humana é facilmente identificável, graças aos zilhões de watts-hora gastos para iluminar as cidades. Nossa presença é marcante e é o símbolo de nosso desenvolvimento tecnológico.
Bem-vindos ao Antropoceno
Qualquer postagem sobre mudanças climáticas acarretam sempre em algum mané perguntando como seria possível nós mudarmos o clima, que o Homem não é isso tudo e blábláblá Molion blábláblá Felício diz que não existe camada de ozônio blábláblá Jô Soares é melhor fonte de pesquisa que a Nature blábláblá. A verdade é que não só temos essa capacidade como já a fizemos com a invenção da agricultura, onde já no tempo do Império Romano a humanidade já vinha causando impacto ambiental e climático. Mas eu é que tenho fé, mesmo postando trezentas milhões de fontes, enquanto que a verdade é dita em programas de entrevista na TV.
As pessoas estudam muito, mas parecem nunca ter estudado que nossa marca no planeta é tão grande que nos tornamos um marco. Fomos o início de uma nova era geológica: o Período Antropoceno.
