A ciência da confiança

Você está no ar. O homem a pegou, rodopiou e a jogou pra cima. A gravidade para por poucos décimos de segundo, e você está livre no ar, como os pássaros. As forças gravitacionais param de agir por instantes, porque as forças que a impulsionaram para cima compensaram. Você está livre! O homem embaixo ri e você se delicia, olhando para o mundo do alto; e ainda que esteja prestes a despencar de volta, podendo cair no chão e virar um amontoado de ossinhos quebrados, não teme mal algum, pois nenhum pai deixaria sua filha cair no chão e a criança tem plena confiança naquele adulto risonho.

O mundo é maravilhoso pela óptica de uma criança. Somos levados a crer que o mundo não é o que é, e isso garante que sobrevivamos, pois eu teria vontade de entrar no ventre de minha mãe de novo! O que nos faz levar a vida adiante é a confiança nos maníacos que chamamos de família e amigos (nossos maníacos são melhores que os outros). Mas de onde vem este sentimento de confiar nos outros?

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Morcegos vampiros podem captar radiação infra-vermelha em busca de sangue

Convenhamos, ninguém gosta de morcegos. Aquilo que parece ser o anjo da guarda dos ratos mete medo até em criminoso de Gotham (salvo algumas espécies que proliferaram nos anos 1960). Os filhotes de Lúcifer são tudo o que não queremos ter por perto, ainda mais os pertencentes à família Phyllostomidae, subfamília Desmodontinae. Como qualquer um dos seus primos quirópteros, morcegos-vampiros despertam medo, aversão e sói serve de tira-gosto para roqueiros mais radicais.

Mas o que é feio para Narciso, posto que não é espelho, pode ser a chave para muitas informações. Pesquisadores da Universidade da Califórnia estudam o modo que os tão odiados morcegos vampiros captam o calor do sangue de suas vítimas, de forma a se orientar até seu alvo e poderem fazer o seu banquete. Mantenham as estacas e os crucifixos a postos, pois Nospheratu esta na sua cola, mortal idiota.

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O ataque da Lula Zumbi

Eu, sinceramente, nunca fui atraído por cozinha japonesa. Não vou com a cara de sushi, fico longe de sashimi e detesto o cheiro de yakisoba. Sem falar que eu odeio miojo; Nihil que coma aquilo. Eu sou um maldito gaijim que prefere um bom bife e danem-se as vaquinhas. Não satisfeito ainda tenho que ver que depois de anos jogando lixo de qualquer jeito pelo mundo afora, os japoneses agora são vítimas do dr. Gori. Chegou a hora do poder dos seres das profundezas tomarem o lugar e exterminarem a humanidade, onde lulas mortíferas voltarão à vida e seus tentáculos… bem, você não vai querer saber o que acontecerá.

Este é o levante das Lulas Zumbis. É mais um capítulo do Livro dos Porquês.

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Da beleza que nós conseguimos ver

A plateia está em silêncio, exceto alguns comentários sussurrados aqui e ali. A atenção é voltada para o homem de casaca que acaba de subir ao palco, trazendo seu instrumento. O pianista está esperando e se levanta para cumprimentá-lo. O músico retribui seu cumprimento e vai para o centro do palco com seu violino. Silêncio. As notas começam a fluir de seu violino, acompanhado pelo piano bem afinado. As notas fazem parte da música Sad Romance, composta pelo músico vietnamita Thao? Nguyen Xanh.

Uma vez vi uma pichação que dizia "Somente o ser humano é capaz de fazer arte!". Isso é profundamente irônico, se levarmos em questão que era uma pichação feia e com erros de português (Somente o ser umanu é capaz de faser arte). Eu altero um pouquinho a frase e digo "Somente o ser humano é capaz de reconhecer arte". Para qualquer abelha, uma flor é apenas um supermercado e o belíssimo trinado dos pássaros é apenas um modo de eles chamarem outro pra porrada enquanto chamam a fêmea de gostosa (creio que foi o Átila, do Rainha Vermelha, quem falou isso. Não lembro).

A beleza das coisas está apenas nos nossos processos cerebrais; elas não existem enquanto coisas belas. Elas são o que são. Mas como isso acontece?

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JPEG mental: Como nosso cérebro compacta informações visuais

Quem trabalha com imagens digitais sabe o que significa JPEG. É o acrônimo de Joint Photographic Experts Group, nome do grupo que criou um algoritmo empregado para comprimir imagens obtidas por meios digitais (scanner, máquina fotográfica digital etc). Com este algoritmo, é possível determinar graus de compressão, de forma que sua imagem fique menos "pesada". Como nada é perfeito na vida, ao fazer isso, você perde qualidade e é o tipo de coisa para usar com moderação.

A gambiarra evolutiva que temos no alto da cabeça opera de modo semelhante (mas não igual). Nossos cérebros também têm que lidar com as imagens projetadas na retina, processadas pelos nervos ópticos e enviadas até nossa massa cinzenta. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins descobriram que o cérebro também é capaz de compactar as informações visuais que recebe, oque reduziria consideravelmente o tempo de processamento para "entender" o que aquela imagem significa.

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Decodificado processo que controla o crescimento de células nervosas

O funcionamento do cérebro sempre teve seus mistérios. Até agora não se sabia o que permitia que as células nervosas no cérebro crescessem, nem como elas podia estabelecer redes complexas. Entretanto, a pesquisa do dr. Hiroshi Kawabe, do Instituto Max Plank para Medicina Experimental, promete elucidar estas dúvidas.

O estudo, publicado no periódico Neuron, mostra que uma enzima que normalmente controla a destruição de componentes proteicos tem uma função inesperada nas células nervosas: controla a estrutura do citoesqueleto (estrutura composta por proteínas bastante estáveis, responsáveis por manter a forma da célula e as junções celulares) e, assim, garante que as células nervosas podem formar uma espécie de “árvore”, com ramificações necessárias para a transmissão de sinais no cérebro.

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Desenvolvimento cognitivo à luz da Teoria das Categorias

Crianças de cinco anos de idade podem raciocinar sobre o mundo ao seu redor, por meio de múltiplas perspectivas, e simultaneamente! Em outras palavras, seria como se as informações fossem processadas ao mesmo tempo, com (quase) todas as infinitas possibilidades.

A nova teoria não poderia ter surgido em outro lugar que não fosse o Japão, se bem que pesquisadores australianos também colaboraram. Eles fizeram uso de um ramo da matemática chamado “Teoria das categorias”, para explicar o porque das habilidades de raciocínio específico das crianças idades, especialmente em cinco anos. Continuar lendo “Desenvolvimento cognitivo à luz da Teoria das Categorias”

A vida moderna traz sobrecarga de informações ao cérebro

O mundo antigamente era menos complicado. Acordava-se de manhã cedinho, ia pra labuta (eu disse “labuta”), parava-se um pouco para comer, voltava-se ao batente e ia pra casa de noite, onde uma refeição quentinha (ou não) estava esperando, junto com uma esposa quentinha (ou não). Pelo visto, não se mudou muita coisa ao longo da história.

O homem não sabia grandes coisas, não tinha acesso à informação, não sabia nada. Outra coisa semelhante aos nossos dias, com a diferença que hoje somos bombardeados com todos os tipos de informação, como TV, rádio, jornais, revistas da Avon, propagandas, outdoors, galhardetes, placas, carros de som, celulares, fax, homens-sanduche, animadores de lojas etc. Com o tempo, chegou a Internet, com e-mail, websites, vídeos pornô de amadoras educativos, documentários, TV do restante do mundo, conteúdo pirateado e até um vídeo com a vergonha que você passou na formatura, quando bebeu todas e quase morre afogado na privada, devidamente postado no Youtube por algum “amigo seu”. É muita informação. Mas quanto dela é realmente útil? O quanto dela é realmente conhecimento (informação NÃO É conhecimento). Continuar lendo “A vida moderna traz sobrecarga de informações ao cérebro”

O impacto do álcool na adolescência

Uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Washington trouxe mais uma comprovação do que todo mundo já sabe – ou, pelo menos, deveria saber: excesso de álcool na adolescência acarreta em adultos idiotas. Bem, não necessariamente nessas palavras, mas o resultado foi bem claro ao afirmar que o abuso de bebidas alcoólicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta.

Para horror do Robson, a pesquisa foi realizada com ratos adolescentes; mesmo porque, ninguém quis servir de cobaia, como sempre. Até acredito que quiseram usar aqueles adolescentes imundos que perambulam perto de sarjetas, ao Deus dará, mas ainda temos certas normas de civilização e os ratos… bem, são ratos. Reproduzem rapidamente e crescem numa velocidade maior que seres humanos, demorando menos empo para termos resultados. Merda acontece, Robson. Continuar lendo “O impacto do álcool na adolescência”

Pesquisa comprova: Homens ficam bobos na presença de mulheres bonitas

Você, meu caro amigo, é daqueles que quando vai falar com alguma gostosa moça de belos atributos físicos fica paradão, sem saber direito o que dizer? Não se acanhe, isso é facilmente explicado por uma pesquisa que comprovou que nós, manés homens que passam alguns minutos a mais na companhia de mulheres atraentes, acabamos tendo um desempenho cerebral inferior do que aqueles azarados que estão sozinhos ou acompanhados de uma mocréia moça não tão bonita assim. Continuar lendo “Pesquisa comprova: Homens ficam bobos na presença de mulheres bonitas”