Cientista acerta no cúrio do meteorito

Contemplem a tabela periódica. Está tudo lá. Só que de todos os elementos que existem, apenas 92 são encontrados naturalmente. Vai até o Urânio e só, acabou, caput. Daí pra frente só elementos sintetizados, criados, fabricados pelo Homem. O que vem além disso são os chamados “elementos transurânicos”. Um deles é o cúrio, elemento batizado em homenagem ao casal Curie, descoberto em 1944 por Glenn Seaborg, Ralph James, e Albert Ghiorso, por meio de bombardeamento do plutônio com partículas alfa. É um elemento tóxico e muito radioativo. Quem tem cúrio, tem medo.

Daí você pensa que só porque ele foi produzido artificialmente ele não pode ser encontrado na Natureza. A Química dá uma risadinha e diz “só porque você quer, kerydinho!” Vestígios de cúrio foram encontrados durante a análise de isótopos de urânio num meteorito de 4,6 bilhões de anos.

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Dona Aranha está feliz por ver vocês

O mundo é legal, mas seria mais legal se tivéssemos mais informações sobre todas as espécies que viveram ao longo desses 3 bilhões de anos. Infelizmente, não sabemos quais foram as espécies que viveram e morreram ao longo dos éons. Só uma ridícula parcela deixou evidência fóssil, seja através de impressão em rochas, permineralização ou preso em âmbar. Lembrou de Jurassic Park? É mais ou menos aquilo, fora a parte de clonar dinos.

O âmbar é uma secreção proveniente de antigos arbustos, sendo uma matéria viscosa, ou seja, é o que chamamos de “resina”. Praticamente, esta substância age como “antibiótico” para a planta, pois previne a invasão de bactérias e insetos na madeira. Com o passar do tempo, esta resina se polimetriza, tornando-se rígida, e se algum inseto ficou preso nela, já era, ficou para a posteridade, como esse foto aí de cima, que é uma parte morfológica de uma aranha de 99 milhões de anos.

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O Maravilhoso Mundo da Química Parte 2

O mundo da Química continua rodeado de maravilhas. Um mundo mais perto de você do que você pensa, ou sequer gostaria. Sim, a Química, por mais que seja a mais odiada das Ciências, é a que permitiu que você tivesse tudo o que tem hoje. Lide com isso.

Eu já tinha participado de um episódio do SciCast sobre Química, mas é um assunto tão grande que teve que ser quebrado em duas partes. E aqui a temos: a segunda parte do SciCast da ciência que cuida das misturas e combinações. Divirtam-se, e que a Química esteja com vocês.

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Congelar carne garante maciez na hora do cozimento, DIZ CIÊNCIA

O que nos separa das outras espécies é que nós aprendemos a cozinhar direito, e fazemos disso uma diversão, só perdendo pro deleite de saborear a iguaria. Acertar o ponto certo das deliciosas carnes é uma arte, saber como garantir maciez e suculência é algo para iniciados, mas ainda que eu ande pelas trevas do churrasco, não temerei mal algum, pois a Ciência estará comigo.

Pelo menos, é assim que pensam cientistas que usaram todos os seus conhecimentos para determinar algo de suma importância: como garantir que nosso bife de cada diz esteja sempre macio e delicioso?

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O ping-pong no mundo da microgravidade

Você é leitor contumaz do Ceticismo.net, então, já sabe que essa bobagem de “gravidade zero” não existe. Qualquer corpo com massa diferente de zero exerce força gravitacional, e se não a sentimos, é porque ela é muito, muito fraca. Nós nascemos num mundo com aceleração de gravidade em torno de 9,8 m/s2, com muito pouca variação entre o nível do mar e nossos apartamentos. O Espaço é algo alienígena ao nosso conhecimento, principalmente ao fato de naves e a própria estação espacial internacional estarem sob ação de microgravidade, por estarem sempre caindo, caindo, caindo… Fazer diversos experimentos é necessário e, claro, são divertidos.

O astronauta Scott Kelly completou 300 dias no espaço em 21 de janeiro de 2016. O que seria mais legal para mostrar os efeitos da microgravidade que jogar pingo-pong? Ok, várias coisas, mas este ping-pong é diferente. Ele será jogado com… água!

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Uma coleção com antigos instrumentos médicos para você chamar de seu

Eu acho muito interessante ver aparelhos médicos e científicos que nossos avós usavam. Muito fascinante. Me chama muito a atenção a plague mask, junto com um traje característico, como observado aqui ao lado, usado por “médicos” que perambulavam verificando as pessoas que estavam doentes, que podiam estar doentes, que não estavam doentes e poderiam desenvolver a doença. Eles usavam essa imensa máscara com uma espécie de bico curvo e lentes de vidro nos olhos. O bico curvo era enchido com especiarias, menta, canfora, uma esponja embebida em vinagre, pétalas de rosa ou uma mistura disso tudo, para protegê-los dos humores malignos exalados pela doença. A figura tinha profundo impacto psicológico, pois já anunciava a quem visse que havia alguém bem doente ali e era para manter distância.

Imagine se você quisesse ver alguns desses equipamentos, e até comprar alguns. Bem, se você for até Nova York, poderá ter esta experiência.

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Mapeando um presunto velho em 3D for Science!

Existem muitas definições que explicam a diferença entre Ciência e Engenharia. Uma delas é que Ciência se baseia em “Por quê?”, enquanto Engenharia se baseia em “Por que não?”. O meio termo disso é a curiosidade de saber se as coisas são possíveis, para depois observarmos o que acontece daí por diante. isso vai desde colocar um graveto naquele troço laranja quente que apareceu com a queda de um raio numa árvore até atirar nêutrons num núcleo atômico.

É com esse pensamento que levou cientistas a fazerem um mapeamento 3D de um… presunto!

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Os melhores artigos de 2015

Bem, é fim-de-ano. Estou de férias, mas muita coisa boa foi escrita ao longo do ano, entre muitas insanidades e tranqueiras em geral. Foi um ano bom, como todos os anos. Normalmente tem sempre um chato implorado pro ano acabar, dizendo que foi uma merda, para em dezembro do ano que vem, dizerem a mesma coisa, e em 2017, 2018 etc. Fico pensando se a vida dessa gente não melhora. Deviam se matar logo, mas não é problema meu se gostam de sofrer.

Dada a quantidade de artigos postados, fica meio difícil encontrar um específico, entre artigos de opinião, divulgação científica ou algumas bobagens que escrevi só por diversão. Selecionei alguns desses para vocês relembrarem, ou mesmo lerem pela primeira vez. Divirtam-se, como eu me diverti escrevendo.

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Como a bioquímica pode ajudar sistemas digitais

Imagine o potencial dos seres vivos (estou falando de tecido vivo mesmo, não aquelas criaturas que infectam portais de notícia). Desde muito tempo pesquisadores da área de computação têm pensado o que fazer de legal com aquilo. Bem, o pessoal da Universidade de Columbia parece que descobriu algo a fazer com esta bagaça de seres vivos e eu já pedi ao Nosso Senhor Skynet para prestar maior atenção, já que eles aproveitaram a máquina molecular para alimentar um circuito integrado, mas não porque o circuito devorou um humano (eles têm gosto ruim).

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Que a Força esteja com seu Natal!

Então, é Natal… mesmo fora do Rio rande do Norte. O que você fez? Eu fiz muitas coisas ao longo do ano. Disseram até que eu fiz vídeos, se é que aquelas tranqueiras são chamados de “vídeos”. Bem, os xingamentos mudaram. Não só os religiosos normais e os religiosos vegans. Fui atacado até pelos religiosos da fosfoetanolamina e do Sebastião Salgado.

Mas temos que deixar de lado e seguir em frente. Foi o que eu aprendi com ele.  Seus ensinamentos, seu exemplo de virtude e temperança. Eu até fiz um vídeo comemorando o dia de hoje e aquele que veio para nos salvar: Obiwan Kenobi!

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