O que é um fóssil vivo?

Boa parte das publicações de divulgação científica ou aquilo que costumam chamar de jornalismo científico brasileiro (e cada vez que eu leio isso tenho vontade de rir) se refere ao termo "fóssil vivo", quando falam de espécies que ainda vivem hoje, sem nenhum parente direto, mantendo as mesmas características genéticas de milhões de anos.

Isso, dizem pessoas de extrema baixa cultura e totalmente ignorantes em Ciência (doravante chamadas de "Criacionistas"), seria prova que Evolução não existe, pois espécies teriam que evoluir sempre. Teriam mesmo? Peguem o volume referente a Biologia Evolutiva do LIVRO DOS PORQUÊS.

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Tenha um bichinho de estimação: salamandras gigantes japonesas

Todo mundo quer um bichinho de estimação. Quando eu era criança, pedi pro meu pai um animalzinho para eu brincar e fazer companhia. Ele me perguntou se eu queria um cachorro, um gato ou um periquito (aquário eu tinha e ainda tenho até hoje). Eu disse que não, que queria um escorpião daqueles pretões do deserto. Bem, meu pai não me deu meu bichinho querido, perguntou se eu era maluco e fiquei traumatizado pelo resto da vida.

Japoneses acham que isso é meio Meh! Em um tanque de exposição japonês, um casal feliz está com sua mais recente cria. Não é bem um escorpião modafóca. É um anfíbio: uma salamandra gigante mais feia que a necessidade, mas cheia de amor pra dar.

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Encontrado mais um fóssil de um ancestral dos pássaros. Não disseram que isso não existia?

O Archaeopteryx é o mais famoso dos ancestrais das aves, apesar de não ser "O" ancestral definitivo, já que não existe "O" ancestral, e sim vários, a não ser que tenhamos que reconhecer que "O" ancestral é a estrela que explodiu de forma catastroficamente magnífica, de forma a espalhar todos os elementos pelo Espaço. Se bvem que eu poderia considerar como o Big Bang ou as partículas subatômicas originais. Como isso não é tão importante agora, deixemos de lado. O importante é um novo capítulo na história evolutiva da Terra e isso por causa de mais um ancestral dos pássaros, descoberto por uma equipe belga.

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Cientistas examinam cavidade auditiva de dinossauro e não é por causa de dor de ouvido

Ontogenia é o estudo das origens e desenvolvimento de um ser vivo. Saber como ele apareceu e no que ele resultou. Um dos bichos que mais despertam interesse nesse campo é, claro, dinossauros. A saber, são os únicos monstros que realmente tivemos (os outros estão guardados na Área Pitu, digo, Praianinha, quero dizer, Área 51).

Agora, uma equipe de pesquisadores resolveram estudar não apenas um dinossauro, mas especificamente seu crânio e mais especificamente ainda seu ouvido interno, e como ambos se tornaram o que eram.

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Os traços biológicos de uma catástrofe estelar

Quando uma estrela já não aguenta mais, está totalmente de saco cheio e vê seu contra-cheque as forças internas são tão grandes que a gravidade não consegue mais segurá-las, ela explode de forma violenta e avassaladora. Claro, isso vai depender do seu tamanho, já que o nosso Sol "apenas" se transformará numa gigante vermelha, devorando todos os planetas rochosos, para depois encolher, não restando vestígios de Mercúrio, Vênus, Terra e nem Marte. Se ela fosse mais massiva, se transformaria numa supernova e durante sua explosão, toda a sua massa estelar seria expulsa, espalhando sua poeira, de quem somos filhos.

Agora, cientistas alemães estudam a origem do Cosmos por uma outra frente: por vias biológicas, onde fósseis dão indícios da magnífica e temerosa explosão de uma supernova.

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Pelve de macaco é mais uma prova que Evolução é fato, mas será ignorada mesmo assim

Já tive muito desgosto na vida. Uma delas foi uma pedarretardada que dá aula de Ciências dizer que ela não é um primata. Eu particularmente acho que é um Tapiridae. Ainda insistem que Evolução não tem nenhuma prova e continuará assim, mesmo que  eu mostre uma pelve de macaco recém-descoberta, cujo dono provavelmente viveu lá pelos idos do início da grande evolução dos macacos.

(contagem regressiva pros idiotas ficarem de mimimi dizendo que não vieram dos macacos.)

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Impressoras 3D ajudando no estudo de fósseis

Fósseis são muito importantes. Eles nos ensinam mais sobre o passado da Terra e sobre os seres que viveram. A saber, todas as espécies fossilizadas que foram descobertas até hoje é uma ridícula fração de tudo o que já viveu. O processo de fossilização é demorado e difícil, e muitas das espécies do passado não tiveram a sorte de serem fossilizadas para que cientistas pudessem estudar. Por isso, cada fóssil é tratado como o tesouro que ele realmente é, e muitas vezes não se pode nem movê-lo para não destruí-lo.

Levando isso em conta, como cientistas poderiam estudar fósseis e compartilhá-los com seus colaboradores ao redor do mundo? Como um estudante da Nova Zelândia estudaria fósseis encontrados no Chile? A resposta vem através de impressoras em 3D, que literalmente imprimem uma cópia do fóssil para que possa ser compartilhado.

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Encontrado o mais velho fóssil com cérebro

Fósseis são algo difícil de obter. Quanto mais velho, mais problemático de termos algo completo sobre um ser vivo que pisou por aqui há milhares de anos. Cacos são aproveitados para tirar o máximo de informação e mesmo assim muito se perde, mas o que se encontra é algo maravilhoso. Outra coisa difícil é encontrar vestígios de órgãos internos e muito, mas muito raro encontrar um cérebro, mas os pesquisadores conseguiram algo melhor: o mais antigo fóssil com cérebro já encontrado.

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O mistério das múmias inglesas

Normalmente, quando falamos em "múmias" logo lembramos do Egito e seu querido rei Tutancâmon (Tut, para os íntimos). Entretanto, várias civilizações mumificavam seus mortos, ou deixavam no tempo mesmo, onde as múmias acabavam se formando por vias naturais, como é o caso das múmias em Atacama, no Chile, da cultura dos Chinchorros. Agora, 2 esqueletos de cerca de 3 mil anos de idade foram achados nas Hébridas Exteriores, feitos de ossos de, pelo menos, 6 pessoas diferentes.

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O avô do avô do seu avô pode não ser bem o seu avô

Bom, pelo menos pode não ser seu único avô, já que uma nova espécie humana foi achada na África, e se eu disser que você tem um pézinho no continente negro, não vá me processar por racismo, hein? Se bem que já vi gente reclamando que era racismo se referir à África como Continente Negro. Mesmo porque, se nas Américas temos pessoas de pele vermelha, na Oceania temos marcianinhos.

Evidências fósseis (daquelas que gente inculta ignora para poder justificar suas crenças) apontam que os seres humanos têm um outro ancestral, contemporâneo ao Homo erectus. Saber que temos um tio perdido em nossa árvore genealógica é importante? Mudará a sua vida?

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