Eu sempre digo que religião é um câncer sociológico. Ele se alastra fundo, causa metástase e acaba sendo mais do que maléfico. E mortal! Eu aceito que a pessoa resolva se conectar com uma esfera que ele não compreende, passe a acreditar que haja seres supranaturais ou, pelo menos, sobrenaturais, mas tenho verdadeiro asco por institucionalização da fé, em que um líder diz o que você tem que fazer, pensar e agir ou um Deus bom, justo e misericordioso vai destruir a sua vida de forma selvagem.
Muitos pesquisadores têm uma religião, mas sabem diferenciar as coisas. Aí, as pessoas ignorantes (por não saberem) depositam sua esperança em alguém que fala bem e isso é sua ruína (na verdade, isso vale para religiões, política, vendedores de “bilhetes premiados” e o cara que usa, abusa e lambuza e não liga no dia seguinte).
Nisso acaba o triste caso de uma pessoa que estava com vírus da AIDS, estava se tratando, o tratamento estava fazendo efeito e acabou numa religião, na qual foi levada a testemunhar como Jesus a curou. Parou o tratamento e o resto você já sabe. A igreja você pode adivinhar qual é.

Kauã e Joaquim eram irmãos. Tinham seis e três anos, respectivamente. Tinham! Suas longevidades não foram longas, já que eles morreram carbonizados em um incêndio em 21 de abril deste ano. Trágico? É pior do que você pensa. Tão pior que os pais estão sendo investigados. Motivo? Se beneficiarem da morte dos filhos para ascender socialmente dentro da igreja.
Essa é uma história de amor, mas de tragédia. Um amor impossível. Um amor que não poderia acontecer. Um amor proibido por duas famílias rivais. Um amor entre uma adolescente e um homem mais velho, que gerou uma criança que virou palco de discórdia e uma quase tragédia. Não, não foi Sófocles, Shakespeare ou mesmo Nelson Rodrigues. É a história da menina indígena que teve filho indígena de outro indígena, mas um indígena da tribo errada. O bebê, fruto deste enlace, foi enterrado vivo pela avó e bisavó da criança.
Não, não é brincadeira. Pelo menos acho que não é. Pelo menos não deveria ser. Eu não sei se é, estou em sérias dúvidas, mas é isso mesmo. Uma pesquisa aponta que os polvos e lulas são criaturas “extraterrestres”. Sim, ET Lula Home. Não apenas isso, esses seres filhotes de Cthulhu evoluíram em outro planeta antes de chegar à Terra, há centenas de milhões de anos, caindo aqui sob a forma de ovos congelados.
O Ministério da Saúde devia trocar de nome para Ministério da Pseudociência. Ao invés de investir em hospitais e postos de saúde, em melhoria de equipamentos e treinamento de pessoal, o que fazem? Enganam a população com bobagens de constelação familiar e toques mágicos.
Algumas histórias são incríveis, no sentido de realmente serem difíceis de acreditar. Coisas que escapam qualquer capacidade de encarar como verdadeiras, de tão fantásticas, mas tendo passado décadas em ambiente acadêmico e como professor, eu tenho certeza que esta, pelo menos, é verdadeira. A história de como um homem analfabeto foi sendo aprovado ano após ano, até se formar numa universidade e trabalhar 17 anos como professor.
Políticos têm alta tendência a agir como idiotas. Vide o Lindbergh Farias mudando seu nome parlamentar para Lindbergh Lula Farias. Gleisi Hoffman, também. Sim, eles representam bem parte de uma população retardada e ignorante. Mas bom mesmo é a doce hipocrisia dos chamados “pro-life” (pró-vida), como é o caso do ilustre senador Robert Nonini (ou Bob Nonini), candidato a vice-governo do estado de Idaho, EUA. Segundo ele, um republicano católico pró-vida rígido, mulheres que sejam acusadas de aborto, deveriam ser condenadas à pena de morte.
Eu adoro as aparições de Jesus e Maria (José que se lasque!). Todo mundo vê aparições. Elas são a mostra de como Nosso Senhor e Nossa Senhora estão preocupados com o mundo e vêm dar uns conselhos aparecendo em vidraças de prédios para uma mensagem que não falam, apenas estão lá. Curiosamente, só cristãos católicos os veem. Deve ser mensagem particular, uma espécie de DM do Twitter Celestial.
A trapaça começou no mundo quando dois caras cismaram que iam se dar bem, mas só um deles conseguiu. Deram um upgrade e a sentença virou “quando o primeiro esperto encontrou o primeiro otário, nasceu a primeira religião”. Quem deve estar sendo lembrado disso a todo instante é um Zé Ruela de Maringá, no Paraná. Mesmo sendo um comerciante, ele achou que estava fazendo um bom negócio ao contratar uma mãe de santo para fazer ele ficar rico, ter prosperidade etc etc