Todo mundo sabe que americanos têm altas taxas de obesidade. Como comer feito um porco e se entupir com aquelas deliciosas e gordurentas porcarias sozinho não é divertido, o lance é descolar uma companhia para comer feito um porco e se entupir com aquelas deliciosas e gordurentas porcarias. Como nem sempre se tem um vizinho disponível, o lance é comer feito um celenterado junto com os pets. O resultado disso? Gatos domésticos nos EUA também estão apresentando altíssimos casos de obesidade. Um Garfield por casa, mais ou menos.
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Bandido religioso não é novidade desde que Cirilo destruiu a Biblioteca de Alexandria e martirizou Hipátia (que não foi canonizada e nem ganhou pedidinho de desculpas póstumo, mas Cirilo é santo. Amém, graças a Deus). Também não é novidade que evangélicos odeiam religiões de matiz africana. Coisa do Diabo ou algo assim. Nunca entendi direito, mas também nunca entendi como tem gente que acredita em cobras falantes. Outra coisa que não é novidade é traficante de jesus indo em templos espíritas e destruindo tudo.
Em tempos de problematização, uma das formas que pessoal lacrador implica é quando alguém diz que outra etnia é composta por indivíduos todos iguais. Eu tive um colega de trabalho japa (na verdade, era descendente, mas é japa. Que se dane se você não gostou) nos sacaneava dizendo, com sotaque, que “ocidental é tudo igual, né?” (o miserável nunca tinha ido ao Japão). Hoje isso é mal-visto, tido como racismo. Bem, até poderíamos aceitar como racismo, mas isso porque somos programados para identificar gente como nós. “Pessoas como nós” é garantia que não seremos atacados pela tribo vizinha, o que faz sentido num mundo com alguns milhares de seres humanos totalmente espalhados, mas é o tipo de informação gravada em nosso cérebro.
O que vende? Vende a notícia espalhafatosa, terrível, mundo cão e, melhor de tudo, o mundo vai acabar de forma horrível, numa catástrofe saem precedentes (mentira, tem precedentes), em que toda a vida na Terra será varrida do mapa, da Terra e de tudo mais, pois a própria Terra vai pro saco numa explosão cósmica quando um pedregulhão maior que a minha pilha de boletos acerta um porradão bem no meio de nossa fuça.
O primeiro livro de Reis, capítulo 18 é uma preciosidade. Mostra-nos a mentalidade cética em ação. Elias desafia os profetas de Ba’al a mostrar o poder de seu deus. Manda colocar dois holocaustos e cada um invoca o seu deus: Elias, chama pelo Deus de Israel, os profetas de Ba’al chamam, bem, Ba’al, né? Ba’al deu o perdido e não fez nada, mas Javé manda um linguão de fogo e consome tudo. Depois, Elias placidamente mostra quem é o verdadeiro deus, para em seguida mandar matar os profetas de Ba’al.
Chegou a Internet. Você pode ler de tudo, aprender sobre tudo, estudar sobre tudo. Mas o que fazem? Opinar sem estudar, ou mesmo ler poucas linhas a respeito de um assunto e já querem sair dando palpites, querendo que você a convença, quando você nem sabe quem é a criatura.
Agora, há uma guerra pelos plásticos. Todo mundo se preocupa com plásticos. Plásticos são o mal do mundo. Plásticos vão dar cárie nas pessoas, fazer você ter impotência, trará sua sogra pra morar consigo e matará as tartaruguinhas. De acordo com um relatório ainda não publicado pela WWF (a ONG do pandinha), cada pessoa ingere cerca de 5 gramas de plástico por semana, e jornaleiros correram para estabelecer a ligação com cartões de crédito (o meu pesa 5,85g).
A Diretiva da União Europeia sobre o Direito de Autor foi aprovada, inclusive o famigerado artigo 13, aquele artigo que fará com que a Internet acabe, porque não poderá ter um bonequinho no fundo. O problema é que o artigo 13 não dizia isso, mas o bando de imbecis que são contra ele sequer leram a normativa, e saíram vociferando, pois o youtubeiro amado disse que é ruim, e as pessoas são burras demais para procurar saber (isso vale pros youtubeiros retardados também).
Faz tempo que não falamos nada dos nossos amiguinhos jóqueis de camelos. Um lugar maravilhoso por aquelas bandas é o Irã, uma teocracia como todas as teocracias (idiota), baseada numa maluquice qualquer que nem eles entendem direito. Isso leva a coisas esquisitas, como a polícia religiosa sair e dar uma de fiscalzinho brasileiro para fechar 547 restaurantes.