FIM DA PRIVACIDADE: Até baleias são espionadas de longe


– Jim…
– Eu sei, Spock, eu sei!

Imaginem que, no atual ritmo, baleias estão caminhando para extinção. Um exemplo seriam as baleias jubarte. Essas gigantes do gênero Megaptera (o mesmo gênero da baleia azul, o maior de todos os seres vivos ainda dando um rolê por aí) são… bem… grandes, né? Além de serem famosas pelo seu canto e sua capacidade de migrar por uma distância de 25 mil quilômetros por ano. A caça comercial de baleias reduziu drasticamente os números de baleias. Os Estados Unidos listaram todas as baleias jubarte como ameaçadas de extinção sob o Ato de Conservação de Espécies Ameaçadas em 1970, e depois sob o Ato de Espécies Ameaçadas em 1973. Atualmente, a população estimada é de cerca de 80.000 espécimes.

Não seria legal poder dar uma olhadinha nelas lá, lá do alto? Tipo, uma nave klingon? Não? Bem, não importa, senhores. Nós temos a tecnologia.

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Astronauta deixa todo mundo feliz ao enfiar o dedo no buraco

Há uma clássica história holandesa que fala de como o menino Peter se tornou um dos maiores heróis da Holanda. Ao ir visitar o amigo, Peter viu que havia um furo por onde começou a jorrar água. A Holanda (que não é um país propriamente dito) é uma região abaixo do nível do mar e o que mantém seu território seco são os diques. Peter sabia que tinha que fazer algo. Tampou o furo com o dedo e assim que viu passar alguém, gritou para pedir ajuda. A ajuda veio e Peter foi celebrado de acordo com a sua posição de herói (sim, está resumido).

Se ter toneladas de água prontos para ir lhe dar alô em casa não lhe parece uma opção muito legal, imagine se você estiver a mais de 300 km da Terra, rodeado por (quase) vácuo, fora aqueles micrometeoritos que podem fazer um buraco na sua nave e fazer seu dia pior ainda. Bem, foi o que aconteceu com a Estação Espacial Internacional.

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Mude a posição do herói que chega todo ano, fruto de uma chuva de ouro¹

Ó Perseu, filho de Dânae e Zeus, Senhor do Olimpo. Forte e poderoso, valente e destemido. Aquele que enfrentou a górgona chamada Medusa, aquele que brandiu a espada decepando-lhe, sem lhe olhar nos olhos, matando o monstro e cavalgou Pégaso. Ó Perseu, vindo ao mundo graças a uma chuva dourada de Zeus sobre Dânae, que a fecundou e ela condenada foi pelo pai Acrísio. Ó Perseu, guerreiro que as musas cantam, que os poetas declamam, por quem Andrômeda se apaixona. Elevado ao céu foi e de tempos em tempos visita a humanidade!

No último dia 12, veio mais um espetáculo anual. A chuva e meteoros Perseidas. A origem desses meteoros é bem, mas bem longe daqui, na constelação de Perseu, a 1475 anos-luz. Os meteoros que fazem um espetáculo magnífico no céu, formados por pequenos fragmentos de meteoróides expulsos do Cometa Swift-Tuttle e continuam a seguir a órbita deste cometa à medida que se dispersam lentamente.

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Cometa fidamãe quase passa o cerol em todo mundo na Terra há 12 mil anos

Imagine-se você, num dia qualquer, sem maiores preocupações além de não morrer de fome, doenças ou algum predador da mega-fauna vir te pegar. Bem, a sua sorte é que os dinossauros foram pro saco muitos milhões de anos antes, então, você está lá na sua patética vidinha com expectativa de vida de uns 18 anos, e aos 14 já estava pedindo pra morrer. Você estava pensando onde iria arrumar a próxima raiz com sabor horrível para poder comer, antes que Gronk, aquele fidamãe, roubasse sua comida. De repente, um barulho ensurdecedor! Bolas de fogo cruzam os céus e caem bem longe de você, a terra treme e algum tempo depois vem outro som mais ensurdecedor ainda. Imensas labaredas irrompem, tudo ao seu redor está em chamas… gigantescas chamas. O lance é sair correndo o mais rápido possível, pois hoje Darwin não está de bom humor e vai selecionar geral.

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O ranço contra um carro voador e um Homem das Estrelas

Ontem a SpaceX fez algo maravilindo. Mandou um carro para o Espaço. Quer, dizer, não como Brasil fez com seus profissionais na base de lançamento em Alcântara. Ela realmente mandou um Tesla Roadster para a Fronteira Final no num Falcon Heavy, um foguetão modafóca que só perde para o Saturno V, o foguetão ultramegablastermodafóca que levou o Homem à Lua. Foi a vitória da persistência e sagacidade humana. Finalmente pode-se dizer: Em 1980 achávamos que no século XXI teríamos carros voadores. Hoje, nós temos:

Antes de continuar. Dê o play na música:

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Voyager 1 liga o turbo e vai pra mais longe, mais rápido

A Voyager 1 é uma sonda fantástica. Lançada em 5 de setembro de 1977, está a absurdos 21 bilhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 141 vezes a distância entre a Terra e o Sol, viajando a uma velocidade de mais de 60.000 km/h. Alguns dizem que ela já saiu do Sistema Solar e já está no Espaço interestelar, mas isso ainda é discutível. Não se sabe ainda os limites de nossos Sistema. No entanto, ainda podemos comunicar com a Voyager através dessa distância.

Só que os cientistas do projeto fizeram algo um tanto especial (mas muito amado): Eles deram instruções para a Voyager disparar um conjunto de quatro propulsores de trajetória pela primeira vez em 37 anos para determinar sua capacidade de orientação.

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O russo que resolveu ir pra Encelado

Mecenato sempre foi algo legal. Os ricaços pagavam a pintores, escultores e faz-tudos em geral para produzir obras monumentais. Depois, os mecenas viram que Ciência era legal e arte virou muito mainstream. Daí passaram a financiar cientistas. Hoje, os ricaços como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson olham pro Espaço e pulam de contentamento. Sim, o Espaço, a Fronteira Final virou playground de gênios, bilionários, playboys e filantropos. Agora, temos outro na jogada: Um russo, o que estava demorando, afinal, eles conquistaram o espaço primeiro. No caso, a figura atende pelo nome de Yuri Milner e sua ambição é a lua. Não a nossa, mas o satélite saturniano Encelado.

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Calibrando os espelhos do Telescópio James Webb

Ajeitar a lente de um óculos é chatinho. polir o espelho do seu banheiro é fácil ou difícil, dependendo da tranqueira que você tenha comprado. Calibrar um microscópio também dá trabalho. Agora, calibrar e focalizar um monstro gigantesco com a mais linda tecnologia óptica para vasculhar o Espaço como o telescópio espacial James Webb realmente é chato, demorado, trabalhoso e tudo com a precisão de algo que faria um fio do seu cabelo algo enorme.

Que tal saber mais um pouco?

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Time Lapse da limpeza de um gigantesco telescópio

O Very Large Telescope array (VLT) é um dos mais avançados sistemas astronômicos do mundo, baseado num sistema óptico que é uma estupidez. Os telescópios possuem pouco mais de 8 metros de diâmetro e quatro telescópios auxiliares móveis com 1,8 metros de diâmetro, podendo ser usados indivualmente ou em grupo, captando uma imensa área do céu, com as imagens processadas e montadas como se fossem uma única, obtida por um aparelho só, formando um “interferômetro” gigante, permitindo que os astrônomos vejam detalhes até 25 vezes mais finos que os telescópios individuais.

Todas as noites, os grandes espelhos do Very Large Telescope estão expostos aos caprichos da atmosfera, clima e cercanias. Seus imensos espelhos gradualmente acumulam poeira e outras sujeiras, emporcalhando o equipamento e fazendo com que seu trabalho fique mais difícil.

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Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana

Várias missões de exploração e observações sugeriram que Marte, um dia, já teve um clima quente, capaz de ter oceanos de água líquida em sua superfície. Para manter Marte quente seria preciso uma atmosfera densa com um efeito estufa suficiente; o problema é que sua baixa gravidade tem probleminhas para manter uma atmosfera lá. Seu núcleo morto não é capaz de gerar uma magnetosfera como a da Terra e o açoite por partículas de alta energia provenientes do Sol contribuiu para mandar uma atmosfera que ele tinha e era “mal presa” embora. Pobre Marte. Continuar lendo “Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana”