O mundo moderno trouxe muitas coisas, e para cada coisa, trouxe vários problemas. Celular em colégio é um problema. Se por um lado pais precisam falar com os filhos (os colégios podem ter telefones, mas quando a última vez que você viu um orelhão na rua?), pelo outro esta DESGRAÇA faz de qualquer aula um inferno, com alunos enchendo o saco com estas porcarias enfiadas no ouvido, quando poderiam muito bem enfiar em outro orifício. Eu mesmo já cheguei a tomar uns 10 aparelhos, formando uma pilha na mesa e ameaçando vender numa banquinha de camelô.
Um professor de Recife, Pernambuco, teve a mesma atitude. O molecão teve ataque de piti, chamou mamãezinha e ela processou o professor. O resultado foi um pouquinho diferente do esperado.
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Eu, particularmente, sempre achei que Curitiba, terra dos coxas brancas, era uma espécie de mitocôndria: está no Brasil apenas por estar, por alguma obra e graça da Evolução Biológica, tendo seu próprio DNA. Dá até vergonha imaginar uma comparação com o Rio de Janeiro, cidade onde o prefeitosco inaugura passarelas sem que elas estejam prontas para copa, tiram os semáforos da rua e vagabundo que se dane ao atravessar as pistas, que nem no jogo do Frogger.
Eu nunca vi um Google Glass, mas eu quero um. Quero colocar pendurado no meu óculos, principalmente quando for pegar meu contra-cheque e ver que meu salário teve um aumento pra mais de 9000. Como a probabilidade disso acontecer está no limite em que X tende a Zero, só me resta noticiar que um grupo de universitários surdos (não os do Show do Milhão, que só produzem vergonha) e sua professora desenvolveram um sistema para exibir vídeos de apresentações em planetários narrados para alunos surdos.
Muitas vezes me fazem a mesma pergunta, mas com algumas variações: "Como criar meu filho para não acreditar nas religiões?", "Como fazer meu filho um pensador?", "Como troco esta maldita de fralda quando minha mulher não está em casa?"
Eu creio que a parte mais emocionante do primeiro episódio da nova série Cosmos, apresentada por Neil deGrasse Tyson, é o relato dele quando conheceu Carl Sagan. Os olhos de Neil faiscaram ao se lembrar do homem que Carl Sagan era, a ponto de oferecer sua casa para o jovem Neil, com então 17 anos, passar a noite, caso não houvesse ônibus por causa da nevasca.
No estranho Brasil, localizado no Planeta Bizarro, o absurdo é algo corriqueiro e a tosqueira é ordem do dia. Quando vemos todas as maluquices que eu já postei aqui que acontece em termos de Educação Brasileira (que já juraram para mim estar melhorando, apesar dos "magníficos" índices educacionais), mas o descaso é tanto que o pessoal resolveu chutar logo o pau da barraca, onde nem mesmo os uniformes escapam do analfabetismo galopante.
Quando eu era professor de estadualzão, eu tive a estúpida ideia que seria legal ensinar um pouco a mais. O que pode ser melhor, numa aula de Química, do que experimentos? Bem, estadualzão que se preze não tem laboratório, não tem instalações minimamente decentes e nem direito competente. E não, não existe coordenador em colégios estaduais do RJ. Eu implorei para poder usar o refeitório para aulas experimentais, com coisas que tinha na própria cozinha. Seria legal, né? Mas se isso fosse fácil, não seria inerente ao setor público. O diretor disse que que não, porque eu estava tendo ideias demais (como ensinar, por exemplo).
Eu sou professor à moda antiga. Do tipo que ainda manda zero. Apesar do velho tênis e da calça desbotada, ainda chamo de "querida" a desgraçada que inventou esta palhaçada de aprovação automática, a fim de mascarar resultados e mostrar pro FMI: "Cara, olha que maneiro! Reduzimos o índice de reprovação".
O comitê organizador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) podia estar roubando. O comitê, coordenado pelo
O Special Air Service (SAS) da Inglaterra tem um lema: Quem ousa, vence. Mas, claro, não depende só de ousadia. É preciso planejamento e investimento, ou seu lindo projeto corre o risco de virar míssil balístico para assustar pinguim. Nisso, hobbistas adoram criar trecos inusitados, como