Pesquisadores enfrentam o câncer com uma substância (não é essa)

Pesquisadores de verdade pesquisam uma substância química que é encontrada em tumores que pode ajudar a parar o crescimento de células cancerígenas. Você ouviu isso antes? Até ouviu, mas em vlog do YouTube, sem publicações científicas. Eu não posto pseudociência, salvo para cr4iticá-las. Esta pesquisa sim, tem publicação indexada. Mas ela é sobre o que?

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Bactérias sem senso de camaradagem produzem substâncias antibacterianas

Bactérias são uma constante em nossa vida, seja para o bem ou para o mal. Algumas bactérias são patogênicas e isso significa que fazem um mal desgraçado. Vírus não são nada perto de uma bactéria daquelas bem motherfucker. A nossa pele está lá, cheinha de bactérias, sendo que larga maioria pode viver na pele humana sem prejudicar o hospedeiro, mesmo porque isso seria uma atitude burra do parasita, e nós sabemos o quanto tudo foi divinamente planejado, né?

Agora, pesquisadores estão atrás dessas colônias de bactérias que não só não nos prejudica, como ainda produzem substâncias antimicrobianas.

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Pesquisadores estudam as propriedades das teias da aranha-marrom

Nada é tão maneiro quanto teias de aranhas. Com uma resistência superior à do aço, as teias do amigo da vizinhança das aranhas são inigualáveis em termos de resistência e facilidade de trabalhar. Quimicamente, aquilo é um imenso fio de uma proteína (que é um polímero) que é produzido no fiofó das pernudas. Cientistas estão até hoje tentando sintetizar algo semelhante ao que 3 bilhões de tentativa-e-erro deram às filhas de Aracne. Mas uma espécie está chamando um pouco mais de atenção: a aranha-marrom (Loxosceles laeta) e seu modo de fiar suas teias.

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Aroeira é ótima contra bactérias malvadonas

A aroeira é uma árvore bem conhecida no Brasil, sendo algumas espécies conhecidas como aroeira-pimenteira ou Pimenteira do Peru (o país), mas tem muito pouco a ver com as pimentas que colocamos no acarajé bem quente e que ferra com a vida dos desavisados. Ela é rica em tanino, empregada nos curtumes, além de ser usada como forragem, fermentação para se fazer vinagre e bebidas alcoólicas e usada para a limpeza de pele, além de possuir ação bactericida.

Aliás, é exatamente esse o motivo da pesquisa que vou contar pra vocês. Senta aí que titio vai falar de uma espécie invasora.

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Sim, cigarro eletrônico também ferra com seu coração

Toda vez que eu falo de cigarros eletrônicos, sempre aparece um dependente químico para dizer o quanto eles são inofensivos, não fazem mal etc, apesar da quantidade bem maior de nicotina que tem lá. Dizer que respira melhor e tudo é como colocar uma moedinha debaixo do travesseiro e dizer que aquilo é que foi responsável por uma boa noite de sono. Mesmo que tenha pesadelos, ninguém vai pensar na moedinha, só quando tiver sonhos lindos e maravilhosos. E mesmo que o sonho não seja lindo e maravilhoso, a mente crédula fará com que acreditem nisso.

E agora o que nós temos? OUTRO trabalho mostrando que cigarros eletrônicos são uma bosta para a sua saúde. Mas claro que vão ignorar, né?

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Encontradas bactérias velhas, mas imunes a antibióticos modernos

Bactérias são os seres mais estranhos, malévolos e fascinantes da Terra. Não são a forma de vida mais antiga, mas assim que surgiram, antes dos organismos fotossintetizantes, fizeram a diferença no mundo. Ainda hoje bactérias são muito importantes, desde agir como agentes decompositores até lhe dar alguma doença séria (você é apenas um traço em termos de espécie viva. Não se sinta especial).

Agora cientistas descobrem algo bem interessante: o que pode ser a cepa de bactérias mais resistente do mundo, inclusive aos antibióticos mais poderosos. Só coisa pra comemorar, né?

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Nanopartículas e quimioluminescência para a detecção de vírus

Um vírus é uma criaturinha que nem se sabe ainda se é uma criatura ou uma PFDP (proteína fidaputa). Essas desgraças, desde aquele resfriado nojento que te deixa de cama até uma hepatite B, são capazes de ferrar com seu dia de várias maneiras. Junte isso ao fato de necessidades de transfusão de sangue, em muitos casos de forma emergencial, temos o prenúncio do desastre, em que as equipes médicas têm que analisar o sangue de maneira rápida, ou a emenda sairá pior que o soneto.

A quem pediremos ajuda? Ao Olavo de Carvalho? À Marilena Chauí? Ao Tedson? Não, a químicos, mesmo!

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Pesquisa aponta que deficiência de vitamina D pode estar associado com esclerose múltipla

Deficiência de calciferol, também conhecido como vitamina D, causa sérios problemas. Como desgraça pouca é bobagem, uma recente pesquisa mostrou que bebês que nascem com baixos níveis de vitamina D estão mais propensos a desenvolver a esclerose múltipla mais tarde do que os bebês com níveis mais altos de vitamina D.

A pesquisa preliminar ressalta, entretanto, que outras pesquisas são necessárias, pois Ciência não é como a igreja da esquina que diz que só ela está certa e todos estão errados; ainda assim, é algo muito importante para ser descartado.

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Pesquisadores criam técnica para armazenar vacinas em temperatura ambiente

Produzir vacinas nem é muito problema. O problema é pesquisa-las, desenvolvê-las e, uma das piores partes, transportá-las. Sim, porque não basta você ter toneladas de vacinas se não tiver como leva-las até quem precisa. Seguindo o preceito que o artista tem que ir aonde o povo está, com vacinas não é diferente e é preciso achar um meio de leva-las até Piraporinha do Mato Dentro, no interior do Acre, ou para a Miserábia Setentrional, num daqueles rincões perdidos perto de Deusmelivrestão.

O problema básico é que vacinas precisam ser acondicionadas de modo que fiquem entre 2 e 8ºC. Só arrumar um gelinho em volta não rola quando você tem que percorrer grandes distâncias. Então, temos que apelar para geladeiras que funcionem a bateria, gasolina ou mesmo ligadas a geradores. Será que algum químico poderia nos salvar?

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Jornaleira acha que pedras terão vida

Nada pior pro jornalismo científico que jornaleiro pseudocientífico. Esta raça ignorante não entende picas do que se propõe a escrever e, não-raro, sai um monte de besteiras insanas.

O caso de hoje é com a New Scientist, em que a jornaleirinha descolada entrevistou um cientista, não entendeu nada do que ele falou, leu o título a publicação e trocou os cascos dianteiras pelos traseiros achando que qualquer hora teremos vida baseada em silício; ou seja, que qualquer hora teremos pedras vivas.

Atirando pedras bem mortas em jornaleiros idiotas, esta é a sua SEXTA INSANA!

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