
Esta imagem que vocês estão vendo ao lado é um coração, com veias e artérias. É a tecnologia do século XXI em ação, ajudando profissionais e estudantes. É uma forma moderna e não-invasiva de estudar anatomia. Antes, os estudantes de Medicina, há um século, dispunham de cadáveres e livros apenas. Alguns desses livros tinham uma folha de acetato impressa que se sobrepunha a várias outras e o aluno ia “dissecando” página por página. Que maravilha, não é mesmo? Então, fica a pergunta: como os médicos da Idade Média estudavam?
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Câncer não é legal, todo mundo sabe disso. O tratamento, ainda que cure 80% dos casos de câncer (que envolve quase 200 tipos de doenças), acaba debilitando muito a pessoa, já que acaba afetando outras células não-cancerosas. Claro, você pode acreditar que a Big Pharma quer que todo mundo se ferre, impedindo a pesquisa de novos medicamentos. Ou pode viver no mundo real e saber que uma equipe de pesquisa da Universidade da Califórnia descobriu uma maneira para que um remédio usado em quimioterapia bata direto em células de câncer migratórias ou circulantes.
O dependente químico chega no Hospital. Ele precisa da substância. Ele está em crise e é questão de tempo; médicos e enfermeiras precisam agir rápido. Primeiro, avaliam se basta dar um pouco da droga da qual o paciente depende, seguido de hidratação. Mas o paciente parece estar em estado mais grave: metabolismo anaeróbio, aumento de cetoácicos, queda de pH, alteração de eletrólitos como sódio e potássio… é preciso agir mais rápido ainda! Correção das alterações dos eletrólitos, reestabelecimento do pH, verificar se tem alguma infecção associada… isso tudo entre outros procedimentos, para, no fim, administrar mais um tanto da substância química da qual aquele paciente diabético tanto necessita: insulina.
E aqui estamos de novo. Ontem foi a parte 1 dos melhores artigos do ano de 2017. Aqui vai a minha segunda relação. Tem horas que eu penso se não exagero. Outras vezes eu queria colocar mais artigos. Muitos desses links relembrando os artigos não são clicados, eu bem sei disso. Mas e uma forma de eu me lembrar. Muitos deles eu sequer lembrava que escrevi e passar por cada um deles me faz querer reler tudo… e eu releio (mas não todos).
Todos nós sabemos (sabemos, né?) que o coração é formado por tecido muscular, chamado “músculo cardíaco”. Ele não é como o músculo do seu braço, apesar das muitas peculiaridades semelhantes, como você ficar com braço bombadão depois de puxar ferro e seu coração aumentar de tamanho devido a esforços desnecessários, em que muitas vezes é preciso operar, removendo parte desse tecido num procedimento conhecido como Procedimento Batista para os casos de cardiomiopatia dilatada. Só que, diferente dos demais músculos, o músculo cardíaco não se regenera como os outros tecidos musculares, o que é um sério problema quando se tem um atraque cardíaco. Você espera que na recuperação ele voltasse ao que era antes. Lamento, não vai acontecer.
Eu fico feliz de haver gente feito o Tedson e o Victor. Com eles, nós pudemos alcançar coisas incríveis na Ciência. Eles são o que temos de melhores (ainda mais porque os cientistas de verdade fugiram daqui). Coo não apreciar toda a Ciência envolvida em sua magnitude? Aí vem um italiano já coroa que não vê importância neste laborioso e importante trabalho desses briosos pesquisadores brasileiros. O que este cientista carcamano fez?
Para vocês que ficam olhando para um passado que não viveram e suspiram murmurando “antigamente era melhor” não fazem a menor ideia do que era esse “antigamente”. No início do século XX, a expectativa de vida era menos de 50 anos, graças à média que era influenciada pela altíssima mortalidade infantil. Hoje, reduzimos muito disso. As vacinas nos deram capacidade de erradicar doenças (que estão ressurgindo graças aos miseráveis anti-vaxxers). Acabamos com muitas doenças e estamos garantindo viver mais e melhor.
Pode ser possível perturbar os coágulos sanguíneos prejudiciais em pessoas com risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral sem aumentar o risco de sangramento, de acordo com um novo estudo publicado na Nature Communications .
Estamos com problemas sérios. Você pode achar besteira, mas estamos com falta de gás hélio; sim, o mesmo hélio dos balões. Em 2006 e 2007 o setor de produção de hélio entrou em crise. Em 2013, isso voltou a se repetir e estamos correndo o mesmo risco de novo. Isso não só nos EUA, mas na Europa, também. Vários fornecedores disseram que estavam incapazes de fornecer o gás. Mas por quê? E que diferença faz, se eu não como hélio (somos apenas bons amigos)?