Eu estava lendo o Astro PT, o segundo melhor site de astronomia em português, perdendo pro Space Today. O problema é que ele deu uma derrapada em alguns conceitos de Biologia. Em um artigo, o Astro PT traz sobre uma pesquisa apontando a possibilidade da Explosão do Cambriano ter tido origem extraterrestre. Só que percebi umas coisas ainda consideradas desde a década de 70, que ainda acham ser um mistério, mas é um pensamento atrasado.
Então: a explosão do cambriano teve origem extraterrestre? Não e vou dizer o motivo.
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O Brasil é um país tão tosco de ridículo que aceita cartas que alegam serem psicografadas como evidência em tribunais. Funciona assim: você precisa tirar o vagabundo assassino que é seu cliente de detrás das grades. Você aparece com uma carta tirada do reto alegando que foi psicografada por um médium com pão e manteiga, no qual o defunto relata que o seu cliente é inocente e quem o matou foi outra pessoa. Todo mundo saca que é falso, exceto o júri, que é composto pelo populacho que acredita que um biscoito de farinha sem graça vira Jesus e um prato de barro com pipoca tem poderes mágicos. Há grande chance do seu cliente se safar.
Saúde não é levada a sério no Brasil, como quase todas as outras coisas. Não estamos falando apenas de ações governamentais, mas o próprio brasileiro médio é tosco, burro e idiota. Com o crescimento de gente iletrada achando que vacinas fazem mais mal que bem, acaba-se não levando as crianças para serem vacinadas e isso acabou num dos piores índices e pessoas vacinadas na campanha de vacinação deste ano.
Ser dependente químico é uma tristeza. Não é legal para a saúde e tem que fazer de tudo para tentar não sucumbir. Sendo assim, alguns diabéticos passam por transtornos por depender da substância química chamada insulina. Basicamente, ainda se depende das injeções, mas daí eu me lembro da cena do doutor McCoy em Star Trek 4 (o das baleias) quando ele passa por uma velhinha no corredor do hospital e ela lhe diz que precisa de diálise. Ele, com seu jeitinho alegre e atencioso solta um “Meu Deus, isso aqui é a Era das Trevas?” (que foi dublado como “Isso aqui é um açougue medieval?”) e dá uma pilulinha para ela e sai alegremente. Sim, a velhinha não precisou mais de diálise. Tudo bem que isso era em 1987 e nem mesmo plutônio se comprava em farmácias mais. Aquilo era ficção científica pura, certo?
No mundinho mágico millenial, você não pode apontar nada errado, que eles acham que tudo é preconceito. Esta gentinha mimizenta, tola, superficial e fútil acha que eles estão sozinhos e que o mundo é malvado e está contra eles. Que o mundo é malvado, é fato; mas ninguém está contra eles. O mundo é contra todo mundo. Agora, a bola da vez é se acharem pobres perseguidos, principalmente os que alegam sofrerem preconceitos por gordofobia, porque o médico passou uma dieta e falou para pararem de se encher de fast food, de preferência fazendo uns exercícios junto. Olha que audácia! O problema é uma coisinha chamada “Realidade” que está pouco se lixando se você vive ótima com seus 180 quilos, se entupindo de salgadinhos e Big Mac. Uma pesquisa mostra que essa normalização de corpos “plus size” (plus size é um gordo hipster. Pobre é rolha de poço, mesmo!) pode estar levando a um número crescente de pessoas subestimando seu peso, o que futuramente irão (não tem nenhum “se” aqui) irá reverter em sérios problemas de saúde
De um modo geral, há uma concepção que apenas registros históricos de grandes personalidades devem ser conservados. Alguns acham que a verdadeira história é escrita por anônimos. Sendo assim, o máximo de informação e registros de todo mundo, seja um grande político ou imperador ou mesmo um zé ruela que se mantenha é não deixar que nossa memória se apague. Conservar estas informações, entretanto, é um problema. Hoje conseguimos por meio de fotos digitais (e nem isso é garantia), mas e quando do início da fotografia se tinha apenas daguerreótipos?
A Lua vem nascendo e se pondo desde que depois do porradão que Theia deu na Terra e os detritos se arranjaram formando nosso satélite natural. Tem sido um dos passatempos humanos desde que os humanos passaram a se dar conta da maravilha deste espetáculo. Hoje, mesmo com nossa vida agitada, sempre nos maravilhamos com este tipo de cena; mas nunca de uma forma como Daniel López captou nas Ilhas Canárias.
Kauã e Joaquim eram irmãos. Tinham seis e três anos, respectivamente. Tinham! Suas longevidades não foram longas, já que eles morreram carbonizados em um incêndio em 21 de abril deste ano. Trágico? É pior do que você pensa. Tão pior que os pais estão sendo investigados. Motivo? Se beneficiarem da morte dos filhos para ascender socialmente dentro da igreja.
Tem muita coisa insana neste mundo de Hades. Ainda mais quando envolve alguma coisa com relação à burocracia estatal. Qualquer um que já teve que ir num cartório ou qualquer repartição pública sabe o inferno que é quando começam a pedir o CPF do seu avô irlandês que nunca pousou os pés no Brasil e tenho dúvidas se vovô Seamus sabia em que continente o Brasil ficava (sim, isso aconteceu comigo num cartório. Foi duro fazer um zé ruela entender que meu avô não só nunca veio aqui, como falecera em 1953, tendo o CPF sido criado em 1965, ainda com o nome de Cartão de Identificação do Contribuinte).