Quando o Ceticismo.net fala sobre Método Científico

O SciCast, um podcast sobre Ciência. É um projeto legal que se propõe a levar a Ciência, discutindo temas que vão desde fabricação de cerveja até viagens interestelares. Eles convidaram grandes luminares para participar (ah, sim! Também chamaram um cara que está começando na Internet agora: o Gilmar do E-Farsas, e acabou que eu recebi um convite especial (mas muito amado) de participar dele.

Minha participação de estreia foi sobre o Método Científico e você poderá ouvi-lo aqui em baixo, ou baixando no seu xing-lingzão de 10 merréis:

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Pedaço de pau é usado como filtro de água

Leitores do Ceticismo.net são pessoas cultas e frequentaram colégio (salvo aqueles que acham que Sociologia e outras "ciências humanas" servem para algo). Assim, eles sabem o que são xilemas e floemas. Se não sabem, veremos um pouco mais abaixo.

Para as plantas, os dois tecidos condutores de seiva são primordiais na sua nutrição. Mas agora estão estudando um outro uso para elas: filtrar água!

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Pesquisa australiana diz o que todo mundo já sabe: homeopatia é engodo

A Austrália já tem muitos problemas. Um deles é SER a Austrália, o lugar onde 95% dos seres vivos tentam ferozmente matar de forma bárbara os outros 5%. Só isso já é um bom motivo para se afastar de lá, mas quem agora tomou uma na ideia foram os defensores do tratamento água-com-açúcar, também conhecido como "Homeopatia". De acordo com o Australian National Health and Medical Research Council (NHMRC), tratamentos com remedinhos homeopáticos são pura bobagem, charlatanice, falta de vergonha e totalmente inúteis. Claro, não esperamos decisão semelhante por aqui, a terra da Pseudociência.

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Ideia Idiota da Semana: saco plástico como embalagem de água

Então, meu amigo, você está aí, bebendo sua água mineral pura da montanha (que pode ter uns coliformes fecais), e poluindo o ambiente com a malvadíssima garrafa PET. Sim, aquela garrafa psicótica que devorará o mundo. Então, surge o pessoal que livrará o mundo das cáries: os designers, uma espécie de pedagogo do Desenho Industrial. Quando eles não estão reinventando algo que a Natureza fez melhor há 3 bilhões de anos, ou então um notebook que poderá ser recarregado com água.

Como designer não é designer se não inventar algo pior do que já existe, um grupo de desocupados criou algo melhor que garrafas para acondicionar água: um saco plástico "comestível". A semana promete, gente!

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A levitação que aquece nossos corações e derretem alumínios

O bom da Ciência é que podemos fazer qualquer coisa maneira com os conhecimentos mais básicos que ela nos proporciona. O ruim de ensinar Ciência é não poder mostrar estas coisas maneiras. Ficamos ensinando besteiras como números quânticos, subníveis energéticos, cada um dos passos da divisão celular, calcular a trajetória de qualquer coisa, sem efetivamente mostrarmos nada disso. É um saco ter que falar de reações químicas no quadro e os alunos com aquela cara de “OOOOOOOH, que legaaaaaaaaZZZZZZZzzzzzzzzZZZzzzz”.

Mas, e se pegássemos um pedação de cobre, enrolarmos e passarmos corrente alternada nela? Simples: seremos que nem o Magneto e faremos um pedaço de alumínio flutuar até derreter e PLOFT cair fundido e mal-pago.

Eu sei que hoje é domingo, mas nunca devemos descuidar dos estudos. Vão para a estante e peguem seu LIVRO DOS PORQUÊS!

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Médicos usam impressora 3D para fazer bebê voltar a respirar

Eu confesso: adoraria ter uma impressor 3D. Eu imprimiria um monte de treco inútil. Eu modelaria meu rosto em 3D e imprimiria uma estátua minha, deixando para a posteridade a minha magnificência.

Isso, claro, porque sou um pulha; já que médicos usaram uma impressora 3D para um fim mais nobre: salvar a vida de um bebezinho, imprimindo uma traqueia novinha em folha.

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Pesquisa fala o que já sabíamos: Estudante brasileiro não sabe pensar

Sabe aqueles ufanistas que ainda acreditam na qualidade da Educação Brasileira? Pois é, continuarão acreditando, pois o fator "Realidade" nunca é levado em conta. Pena que a vida real é dura e não está nem aí pro que as pollyanas pensam ser.

O novo exame do PISA não só avaliou a nossa catátrofe educacional em nível de conhecimento, mas também se os alunos tinham capacidade de pensamento lógico e resolução de problemas. Antes de você continuar, um spoiler: os alunos não têm nem uma coisa nem outra).

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Quando o marketing da pseudociência ganhou aos 45 do 2º tempo

Antes de começar, deixe-me contar uma coisinha: Eu tenho mais de 12 anos, e (penso eu) sei como o mundo funciona. Sei que não existe almoço grátis e sei que todos nós temos contas a pagar. Mas também sei que existe uma coisa chamada "ética" e outra coisa chamada "correção" e elas nos impedem de aceitar certas atitudes.

Dito isto, devo dizer que me surpreendi com o que li, sobre o canal Nerdologia abraçar pseudociência por causa de patrocinadores, derrapando feio na curva. Algo assim merece ser examinado.

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A lenta e microscópica vida nos mares

Há um grande problema em acompanhar o mundo natural. Ou ele é muito rápido, muito grande, muito pequeno ou é muito lento. Ou uma mistura dessas coisas, duas a duas. No caso da vida, é difícil acompanhar o que acontece, já que temos que ver as minúcias, os detalhes e, mais importante, a paciência de acompanhar tudo isso. O problema que muitos detalhes escapam já que há mínimas variações e só juntando tudo e acelerando o processo para termos noção.

O vídeo a seguir mostra a lenta vida dos corais e esponjas, pequenos seres marinhos que parem estar lá, paradões, sem contribuir com nada. Mas suas estruturas são vibrantes e recheadas de vida.

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Professores + Bolinhas + Microgravidade = DIVERSÃO!

Eu perguntei uma vez o que era melhor que ser professor. Me disseram que seria esmagar os inimigos, vê-los fugindo diante de você e ouvir o lamento de suas mulheres (depois disso, parei de fazer perguntas a marombados). Melhor que ser professor é se divertir ensinando de maneira divertida. Vocês sabem, aquilo que NUNCA ACONTECE nos colégios. Na verdade, não nos divertimos, não ensinamos realmente e nem fazemos nada divertido, pois Pai Paulo Freire de Oxum não gosta.

Nós perdemos isso. Não nos divertimos, porque não ensinamos. E não ensinamos porque temos que seguir programas chatos, desinteressantes e totalmente avessos a qualquer coisa que indique que aprender tenha que ser divertido. Mas nem todo mundo pensa assim, principalmente quando se enche um 727 com professores e bolas de ping-pong.

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