Pesquisadores estudam luva que ensina Braile

Louis Braille podia ser mais um cego no século XIX, dependente de outras pessoas. Tendo perdido a visão aos 3 anos de idade, Braile podia ser um desses mimizentos que reclamam da vida, sem nem poder ter acesso à leitura e/ou escrita. Anda assim, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris e, aos dezoito anos, tornou-se professor de lá. Ele se inspirou na técnica de usar "pontos e buracos" inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, Braille melhorou o sistema, de forma que cegos pudessem escrever textos e ler livros. Em 1829, ele publicou seu trabalho e, assim, foi criado o Sistema Braille.

Milhões de cegos hoje usam este sistema para ler e escrever, mas sempre podemos melhorar o aprendizado desta técnica. Esta é a meta de pesquisadores em Computação: como fazer o corpo aprender sem estar plenamente consciente deste aprendizado?

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O brilhante time lapse de nossa estrela

Normalmente, vídeos em time lapse registram paisagens, estrelas etc. Claro, filtros são usados além de sistemas que mantenham a câmera alinhada (e sim, um photoshopzinho básico ou um lightroom fazem parte da receita). Mas e que tal registrar o Sol, nosso amigo Sol, como estrela que é, perto do jeito que está? foi o que o astrofotógrafo Göran Strand fez.

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Sistema purifica água, remove sujeira e manda vírus pra vala

Lembram quando eu critiquei aquela palhaçada do WarkaWater? Aquela porcaria promete captar a umidade atmosférica e foi experimentada em Veneza, um lugar tão seco quanto o deserto de Atacama. E uma iniciativa idiota, criada por um designer e um arquiteto. Só podia dar naquilo, mesmo. Quando engenheiros de verdade entram em cena, sai um sistema que usa energia fotovoltaica e energia solar para filtragem e produzir água potável de alta qualidade a partir de uma água  imunda dos cafundós da Tanzânia.

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Os 360 graus de um belíssimo céu

Eu já postei vários time lapses. São muito legais e nos mostram a Natureza de uma forma que nós, seres rastejantes de cidades, não conseguimos ver. A miríade de estrelas, meteoros etc passando pelo céu dependem de um céu limpo, sem poluição (especialmente luminosa) para serem vistos. Por isso, ás fotos e vídeos que astrofotógrafos fazem são incrivelmente importantes.

Mas, claro, alguns podem dizer que acaba sendo a mesma coisa. Que tal variar?

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A supercelula de Satã formando um ciclone

Mãe Natureza é daquelas desnaturadas. Mamãe Natureza é uma bela duma sem-vergonha, pior que a Madrasta da Branca de Neve, só que mais eficiente. Se por um lado temos terremotos, vulcões, maremotos e, claro, não podemos deixar de lado os ciclones.

Uma supercélula é uma tempestade Chuck Norris. É algo feio, horroroso e se você for esperto vai fugir pra primeira montanha; o que não garantirá nada e você encontrara com Satã, de braços abertos, perguntando por que demorou tanto. Neste tipo de tempestade, temos uma corrente ascendente de ar, chamada de mesociclone, e o que ele faz é isso aqui:

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Cientistas usam Lumia 1020 para ver bactérias

Nossos celulares hoje são extremamente poderosos. Para vocês terem uma ideia, meu simples relógio de pulso tem mais poder computacional do que os computadores da Apolo 11. Meu smartphone é muito mais poderoso que meu primeiro PC, comprado em 1996. Por que não usar todos estes potenciais para transformar smartphones em microscópios e pequenas máquinas de exame de vista?

Se antes as câmeras dos celulares já viam muita coisa, com os atais smartphones da linha Lumia 1020, a coisa é extremamente boçal em termos de qualidade. Assim, por que não trabnsformá-los em microscópios cada vez melhores?

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Eppur si muove (mas para o Brasil não basta) ou Sobre o exoesqueleto da Copa que a Globo não mostrou

O Brasil tem sérios problemas. Um deles é exatamente ser o Brasil. Ontem foi inauguração da Copa do Mundo; e, cá pra nós, que LIXO! Meia dúzia de gato pingado parecendo alguma mostra pedagógica de colégio de periferia, com ents, garoto índio vestido como um maia (não perguntem) e ainda reclamam que gringo pensa que aqui é só mato, selva e bundas rebolantes. Pior! Nem passista de escola de samba tinha. Pelo menos, colocassem o Caprichoso.

O ponto alto é (ou deveria ser) o exoesqueleto que está sendo desenvolvido pelo dr. Miguel Nicolelis, um cientista sério que preferiu ralar peito daqui, ou estaria esperando a boa vontade do CNPq para comprar uma chave de fenda. Só que enquanto o Galvão tagarelava sobre o ônibus da Seleção (a qual não deu as caras na abertura), o chute foi dado e só. E a reação as pessoas só pode ser descrita como uma coisa:

ESTA É A SUA SEXTA INSANA!

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Um reino tão vasto cujo Sol nunca se põe

O título faz alusão ao mundo conquistado por Alexandre da Macedônia. Indo do Egito até quase chegar no Oriente Distante. Um império tão imenso (e fugaz, entretanto) que em algum ponto dele estava fazendo Sol, não importando em que momento fosse.

Nós abrimos mais horizontes que Alexandre, conquistamos outros mundos sem que um exército chegasse lá e mandasse tudo para a vala. Nossa última fronteira é o Espaço, mesmo tendo nos aventurado muito, muito pouco, conquistamos o inimaginável. Um reino onde realmente o Sol nunc se põe.

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Como voar sem gravidade (ou quase nada de gravidade)

Um dos artigos que mais gostei (dentre uma saraivada deles), é o da Kate Upton em microgravidade. Aliás, não foi só eu. Muita gente adorou o artigo, ao ponto até de "se inspirar" nele. O voo parabólico é uma das coisas mais maneiras que existem e não é coisa recente. Ele sempre foi usado para o treinamento de astronautas, mesmo quando ainda não havia efetivamente astronautas, mas sem ele não haveriam astronautas.

Imaginem o seguinte: se hoje o treinamento para um astronauta é rígido, como seria o treinamento para o início dos anos 1960, quando Kennedy lançou a corrida espacial (que, DE FATO, os EUA chegaram atrasados em tudo, e só foram primeiro à Lua, porque a URSS nunca teve intenção de mandar ninguém pra lá). Entre testes de paraquedas, quedas e ações centrífugas, como seria o comportamento de seres vivos em ambientes com microgravidade (NÃO É GRAVIDADE ZERO!!!!!)?

Só o LIVRO DOS PORQUÊS para nos explicar.

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Aluno vagabundo toma pito de juiz por causa de celular fofuxo

O mundo moderno trouxe muitas coisas, e para cada coisa, trouxe vários problemas. Celular em colégio é um problema. Se por um lado pais precisam falar com os filhos (os colégios podem ter telefones, mas quando a última vez que você viu um orelhão na rua?), pelo outro esta DESGRAÇA faz de qualquer aula um inferno, com alunos enchendo o saco com estas porcarias enfiadas no ouvido, quando poderiam muito bem enfiar em outro orifício. Eu mesmo já cheguei a tomar uns 10 aparelhos, formando uma pilha na mesa e ameaçando vender numa banquinha de camelô.

Um professor de Recife, Pernambuco, teve a mesma atitude. O molecão teve ataque de piti, chamou mamãezinha e ela processou o professor. O resultado foi um pouquinho diferente do esperado.

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