Localizacionismo, fRMI e linguística gerativa: tudo a ver?

Os amiguinhos e amiguinhas leitores e leitoras já devem ter ouvido falar dos frenologistas, uns caras que no século XIX achavam que o cérebro era todo divididinho em partes especializadas em funções. Eles foram longe demais nessa hipótese e acabaram descaindo pra uma pseudociência que justificava todo tipo de desgraça e preconceito… Mas acabou que eles não estava de todo errados.

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Espertões tentam barrar lama com espuminha. Claro que daria certo…

Anotem a citação a seguir:

TU SERÁS PUNIDO POR NÃO SABERES CIÊNCIA!

Eu tinha avisado que o que aconteceu na bacia hidrográfica do rio Doce era logo demais para a boa vontade idiota de acredirtarem que as mudinhas da ONG do Sebastião Salgado iam salvar a todos. Mas no Brasil que odeia Ciência, é mais fácil acreditar em entidades mágicas, pratos de pipocas com poderes sobrenaturais e messias carecas. Pessoal que nunca plantou nem feijãozinho no algodão molhado achando que reflorestamento se faz com mudinhas. Ok, Ok. Eu tentei argumentar, mas o retardo mental desses idiotas inviabiliza qualquer coisa.

Afinal, nosso complexo de Ajude-nos Capitão Planeta vem sempre na frente. Pelo menos, a Samarco está agindo, espalhando bóias absorventes, e isso está resolvendo tudo, certo? Nah, você já sabe que eu direi “ERRADO!

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Viés de confirmação ou casos do acaso

Já falamos, ou melhor, escrevemos sobre isso antes. O viés de confirmação é a eterna busca de significantes para significados. As pessoas já têm uma ideia pré-concebida de como o mundo funciona, mesmo que seja algo idiota. Mas qualquer evento será usado para justificar essa ideia, mesmo que haja várias evidências do contrário.

Você cria uma ideia de como as coisas devem acontecer, não mportando o quão maluco isso seja, e procura todas as evidências que concordem com você, ignorando as provas em contrário. Onde será que vimos isso antes?

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Apatia pode estar escondida na estrutura do cérebro

A apatia é a mais comum síndrome neuropsiquiátrica na doença de Alzheimer, que também é tida como uma síndrome, pois tem-se o prejuízo de memória, funções executivas, e, na evolução da doença, pode aparecer outras coisas, sintomas parkisonianos, epilepsia, comprometimento autonômico etc. Só a apatia afeta entre 30 e 60% dos pacientes, e pode ser definida como perda de motivação e se manifesta com alterações afetivas, cognitivas e comportamentais, determinando, respectivamente, redução da resposta emocional, perda de autocrítica e retração social. Fonte

A apatia acaba sendo a falta de vontade de fazer qualquer coisa, sendo comum em depressão e em certos tipos de esquizofrenia, mas por outros motivos. Agora, pesquisadores encontraram evidências de uma base biológica para a apatia em pessoas saudáveis. Mas o que isso tem a ver com Alzheimer?

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Jardins urbanos podem ser nocivos à saude humana

Nossas raízes evolutivas nos faz gostar de prados, savanas e uma ou outra arvorezinha. Gostamos de terrenos amplos, aconchegantes e do verde. Verde acalma, verde nos deixa em paz, verde é usado em semáforos e lousas por causa disso (até que algum idiota resolveu implantar quadro branco, e assim começou o declínio da Humanidade).

Inventamos a agricultura e isso facilitou a nossa vida. Criamos vilas,  cidades-estado, reinos e até impérios. Hoje, voltamos a essas raízes cultivando uma hortinha em casa e, em escala muito maior, agriculturas urbanas, isto é, bem no meio da cidade. Mas parece que isso tem o seu preço, também. Sempre tem um preço a se pagar.

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Patch de Quimioterapia para combater o câncer

A quimioterapia é uma bosta. Ataca o paciente, o debilita e ferra com ele. Mas funciona, diferente de comprimidos azuizinhos (não é esse) que dizem funcionar. Bem, pode ser que funcionem. Quando forem testados em humanos (daqui a uns dez anos) saberemos. A quimio, apesar de todos os seus problemas, funciona e garante um imenso número de pessoas que sobreviveram ao câncer, e isso sem vídeo do YouTube, mas quem se importa com Ciência?

Agora, pesquisadores testam uma nova forma de atacar o câncer, sem que ataque a pessoa junto. E isso feito com testes sérios, e não apelos em vídeo de forma apaixonada e mimizenta.

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Para resolver tragédia do rio Doce, chamaremos cientistas, SQN!

A República Federativa de Banânia tem sérios problemas. Esses problemas começaram quando Cabral chegou aqui como emissário do Rei (não, ele não frequentou a Escola de Sagres nem poderia, já que ela não existiu) e Pero Vaz de Caminha pede um emprego pros parentes no final da sua famosa carta que falava das vergonhas de fora das índias. Com o passar do tempo, criamos medo,. aversão, raiva, ódio e caímos no sofrimento para com a Ciência. O Brasil é o país que odeia Ciência, cientistas e qualquer coisa que esteja minimamente ligado ao conhecimento.

Depois do desastre catastrófico que aconteceu no município de Mariana, MG, transformando a cidade e adjacências em algo digno de filme pós-apocalíptico que faria Mad Max parecer representar uma caixinha de areia num parquinho. Dessa forma, o que podemos fazer para resolver a situação? Chamar as maiores mentes científicas do país, como engenheiros (de todas as áreas) biólogos, botânicos, ecologistas (de verdade, com formação e não abraçadores de árvores), químicos, médicos e outros profissionais técnicos, certo?

Usando o Twitter para entender as pessoas. Ou tentar, ao menos

O Twitter é algo interessante. Criado para ser um microblog em que você postaria coisas da sua vida em, no máximo, 140 caracteres, virou um sistema de compartilhamento de notícias e bate-papo. Mais o segundo do que o primeiro. De acordo com a empresa do passarinho, são 316 milhões de usuários ativos, porque, como sabemos, só em informática e tráfico de drogas que se tem usuários. São 500 milhões de tweets diários, isso desde anúncios da Presidência da República até gente fazendo o favor de informar o que acontece quando peida.

É um fluxo de informação (e desinformação) imenso. Será que daria para fazer algo legal com isso? Bem, pesquisadores analisaram cerca de 20 milhões de tweets, de forma que possam (tentar) entender um pouco mais sobre as pessoas em situações daquilo que chamam de “mundo real”.

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Senado aprova projeto de escravatura de bolsistas

Qualquer um que tenha dependido de bolsa vinda do Governo sabe a caca que é. Primeiro, conseguir a famigerada bolsa não é fácil nem é distribuído como bala em dia de Cosme e Damião (pergunte aos seus pais). Agora, um projeto espertão foi aprovado no Senado, ontem (11/11), que obriga os pobres coitados que vivem de mendicância governamental (se você não sabe o porque de “mendicância” procure saber quanto é uma bolsa de doutorado, para ter dedicação exclusiva, ou seja, sem mais nenhum emprego) a trabalharem para escolas públicas.

Hummmm, retribuir o Estado com serviços pelas benesses que recebeu… parece ser uma boa e justa ideia. Seria, se não fosse completamente imbecil!

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Grandes Nomes da Ciência: René Laennec

Os pais entram pelo Pronto Socorro desesperados. Eles trazem um grande embrulho nos braços. A primeira figura de branco é Deus para quem precisa., mas é apenas um homem. O ruído sibilante dá o alarme e séculos de conhecimento acumulado entram em ação. A mãe leva a ão na boca, o pai explica simplesmente que ele não está respirando, doutor. Ouvidos escutam, mas os olhos não acompanham, pis estao fitando outra coisa. Mãos treinadas mão até o aparelho, e uma extremidade bipartida são levadas aos ouvidos enquanto o peito já desnudo por uma rapidez mal observada recebe o frio toque do aparelho.

O estetoscópio é instrumento diário, simples e imprescindível nas mãos de um médico. Apesar de meio que óbvia a sua utilização, o estetoscópio é de invenção relativamente recente, e isso se deve a Renné Laennec.

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