Esse mundo de Hades é a coisa mais louca que poderia haver no canto de cá da Galáxia. Ferenghis nos devem achar completamente esquisitos e eu nem perderia meu tempo em saber o que Vulcanos pensam de brasileiros. A louca política brasileira galga degraus de estupidez na imensa insanidade eleitoral de 2010. O festival de candidatos-estrela está cada vez mais pendendo para algo saído do Além da Imaginação. A hora que eu ver um avião com o logo da Oceanic Airline cair aqui perto de casa, saberei que tudo está perdido.
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Faz um tempinho que os lords Sith vaticanianos não se pronunciam contra a Ciência. Sentindo falta de falar bobagens, o Imperador Palpatine Ratzinger volta seus poderes malévolos contra as pesquisas de biotecnologia, advertindo que manipulações genéticas podem decair para a barbárie e produzir zumbis como os do Resident Evil. As organizações Umbrella estão de olho no velhote e Alice já está a postos.
Está em cartaz o incrível, magnífico e totalmente idiota filme Nosso Lar, baseado no livro “psicografado” por Chico Xavier, cujo autor espiritual é André Luiz (é, eu mereço…). Aqui você não lerá uma resenha do filme, posto que eu não gastarei meu rico dinheirinho material (sim, sou um porco capitalista e os pobres coitados africanos não estão no meu pensamento quando encomendo meus Armanis) vendo besteiras. Entretanto, eu li o livro e, por isso, posso tecer algumas considerações a respeito. E a principal consideração é “quem tem cérebro não aceita o monte de insanidades constante no livro”.
A essa altura do campeonato, vem-me à mente uma série de europeus se mudando para Londres. Alguns deles serão, segundo me parece, provenientes de Portugal e possuem blogs criacionistas. O motivo é que uma igreja católica em Londres fará uma missa totalmente dedicada a homossexuais. E se pensam que isso é uma dissenção dentro dos contrafortes do Império do Mal Vaticaniano, esqueçam. A atitude foi sancionada, estimulada, selada, registrada, carimbada, avaliada e rotulada pelo Vaticano. Isso não é motivo para quem quiser voar até lá? Pelo menos, a taxa não é tão alta como ir pra Lua.
Um dos mais discutidos temas das religiões é o que trata das decisões de Deus e nosso papel enquanto humanos. Qual o grau de liberdade que temos? Podemos fazer qualquer coisa que tenhamos vontade? A vontade suprema reina sobre nós? Mas qual vontade é essa que ninguém apareceu? Muitos se dizem emissários de um deus único e que todos os demais são falsos. Como saber Qual é o verdadeiro deus? Como agir segundo as normas dele? Mas ele nos deu a liberdade de escolhermos as coisas, porque ele nos pune por coisas que não sabemos, já que ninguém nos avisou? Neste artigo eu demonstro que o conceito de livre arbítrio não existe no mundo religioso e a verdadeira liberdade só existe quando nenhum tirano nos impõe regras e, pior, nos pune por coisas que nem sabíamos existir.
Sempre circula por emails, ou em comunidades, fóruns ou em blogs a mesma ladainha de sempre, trazendo um monte de personalidades famosas com frases dúbias que “provam” que Deus existe. Tudo na linha do “Newton acreditava em Deus, logo Deus existe”. Isto chega às raias do absurdo ao declararem que Einstein acreditava em Deus (quase) e que era cristão (completa mentira). De fato, Einstein chegou a acreditar em Deus, só que ele era JUDEU na mocidade, até ficar totalmente cético quanto à existência do Hippie Galileu. Assim, como não poderia deixar de ser, as criaturinhas de notocordas atiçadas vivem pregando aos 4 ventos que Stephen Hawking “provou” que Deus existe. O problema é que nosso amigo físico deu um banho de água gelada e ainda jogou cubos de gelo em cima da crentalhada ao afirmar em seu mais recente livro que o Universo não precisou de Deus para ser criado. Ô Glória!
É como diz o poeta: Nada mais maluco que pessoas loucas totalmente ensandecidas. Isso fica evidente quando temos mais um exemplo da capacidade nata de certas pessoas de agirem feito idiotas. O LHC – a máquina construída por Satã que destruirá os valores cristãos e transformará o mundo, criando várias nações pobres, famintas e em guerra – volta à baila. Walter Wagner, que tem nome de ator de pornochanchada brasileira da década de 70 (e não tem nada a ver com artistas plásticos), entrou com um processo contra a máquina de Satã alegando que as experiências no LHC têm “potenciais consequências adversas”. Quais, ele não disse. Você esperava que ele dissesse?
Temos enraizado que decisões tomadas por duas ou mais pessoas são melhores, mais rápidas e mais eficientes do que se tivesse sido tomada por uma única pessoa. De acordo com pesquisadores britânicos, isso pode não ser tão verdade quanto se acha, e que outros fatores podem interferir na otimização de resultados.
Convenhamos, tudo mundo sabe que brasileiros são considerados o povo mais mal-educado do mundo. Aonde quer que vão, larga maioria acha que pode fazer nos outros países o que fazem aqui, como cuspir na rua, atravessar fora do sinal, ofender motoristas (e pedestres), criar algazarra e coisas do tipo. Isso implica que o restante dos brasileiros já chegam nesses lugares tendo má fama. Na Espanha, por exemplo, mulheres brasileiras já chegam com a (má) fama de serem prostitutas. Sério! Uma amiga minha foi fazer um curso lá e quando o taxista perguntou se ela era brasileira e ela assentiu, ele perguntou logo quanto era o programa. Quando você tem enraizado aquele minúsculo gene fator M (o gene responsável por fazer merda), você se torna daqueles chatos que batem à sua porta às 7 da manhã de um domingo para lhe converter nas palavras de Jesus, nóssinhô. Já é um estorvo aqui e, para piorar, ainda há rematados tolos que viajam a outros países e “pensam” (modo de falar) que podem fazer a mesma coisa. Só que as coisas frequentemente não saem como planejadas.
Eu canso de dizer, torno a repetir, mas alguém parece que não me ouve. Vou reiterar: Jornalista falando de Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar.