
Os cristãos têm vários dogmas. Alguns são mais fortes que outros. Alguns deles são tão fortes que as principais vertentes cristãs, apesar de divergirem em quase tudo, aceitam de comum acordo, como o nascimento milagroso de Jesus de uma mãe virgem. Isso vale para católicos romanos e ortodoxos, e protestantes (não todos). Maria é cognominada “A Virgem” (ou Virgem Maria, o Virgi, ou Vixi, ou só Ixi), pois Jesus foi gerado sem que sua mãe tivesse feito sexo com alguém, muito menos José. Assim, o nascimento milagroso de Jesus o livra do Pecado Original, o que já o deixa mais santo que todos os mortais que nasceram e morreram. Claro, as coisas não são tão simples assim, e o problema é que, ao entendermos tudo o que estava por detrás disso, vemos que foi apenas fruto de uma briga política pelo poder, sustentada debilmente por uma confusão por parte dos redatores da Bíblia.






Os Estados Unidos é uma espécie de Brasil com dinheiro. Alguns poucos lugares desenvolvidos (não muito) e um monte de caipiras. Um exemplo clássico é o Tennessee, que é tipo São Paulo, mas com whisky que presta e sem a mania de colocar purê em cachorro quente, além de saberem a diferença entre biscoito e tapa na cara. Sim, o Tennessee não é um fracasso total.
Nada é tão ruim que a religião não possa piorar. Aconteceu um desastre? Deus está punindo. Aconteceu uma doença? Só pega em infiéis, pois Deus está punindo. Seu marido meteu o focinho na cachaça? Infiel fidaputa! Claro, o Santo Povo de Deus está imune a isso. Vocês sabem, aquela bobagem do “cai mil ao teu lado blábláblá”, do Salmo nº 91. O problema é que tio Darwin não liga pra Davi, e alguns pastores deveriam saber disso. Um desses pastores idiotas tinha o poder mágico de curar o COVID-19 das pessoas ao fazer imposição das mãos.
Dizem que quem não estuda história corre o risco de repeti-la. O mundo segue eventos cíclicos em termos de comportamento geral. Um exemplo é a onda que intercala períodos de liberou geral com o que eu chamo de “recatismo”. Alguns chamariam de “conservadorismo”, mas eu leio isso e penso “o que estão conservando?”. É uma questão de semântica, prefira o termo que quiser, não é este o assunto.