O menino volta correndo do colégio. Lhe foi impedido vê-los lá, mas seus amigos estão lhe esperando. O menino tomou uns tapas, levaram seu lanche, riram da cara dele. Ele corre pra casa. Seus amigos estão no quarto. Ele entra como um furacão e abre a porta do quarto e se joga na cama. Seus amigos estão lá; eles vão alegrá-lo, eles vão confortá-lo, eles ensinarão muitas coisas. Ensinarão que devemos respeitar as pessoas, independente da cor da sua pele, devemos não ser arrogantes quando somos mais fortes, pois grandes poderes trazem grandes responsabilidades. O menino podia ter usado a faca que levou para matar o bullie, mas não era aquilo que ele tinha aprendido.
Eu poderia contar muitas histórias parecidas, mas não seria a mesma coisa. Ainda assim, muitos de nós vivemos situações parecidas. Os heróis podem ser pessoas simples que acabaram decidindo dar um pouco mais de si. Podem ser pessoas que antes eram arrogantes mas a vida lhes ensinou a duras penas. E muitas dessas histórias foram criadas ou recontadas ou apresentadas por um outrora desenhista do exército que fazia uns cartazes e manuais. Mas você não deve conhecer este nome. Normal.
O nome deste outrora soldado é:
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Hoje é um dia importante na minha vida. Não sei se é tanto para vocês, mas pra mim é. É um dia que em meu coração ficou como um marco, um divisor de águas. Quando antes era tudo trevas, a iluminação chegou e vimos que nossas vidas, apesar de tantas mazelas, tantas desgraças, tantas desavenças, tanto disse-me-disse, tanto governo que mal se importa com o que é realmente importante, no dia de hoje ficou marcado como um ponto que a linha temporal mudou e tudo se tornou mais claro, mas lindo, mas perfeito.
Deus é um menininho coitadinho, indefeso e fraquinho. Este serzinho inútil, tosco e desprezível é tão ridículo que é incapaz de tomar uma decisão quando falam mal dele. Ele corre para a barra da saia de quem o inventou e, com isso, seus fiéis seguidores tomam à frente para defendê-lo. Sem essa galerinha da pesada, Deus jamais teria condições de se defender e falar por si mesmo. Aquele do Velho Testamento é muito melhor, mas a realidade nunca é como nos livros de ficção.
Seria possível saber mais sobre a saúde de pessoas que viveram muito antigamente usando apenas… arte? Sim, é possível. Arte é uma expressão um pouco de nós mesmos sobre nós mesmos. Às vezes exagerada, às vezes fiel. A Antropologia de verdade (não gente que vai em banheiro público saciar seus desejos sexuais) procura entender grupos humanos e como eles viviam. Dá até para saber se eles sofriam de alguma doença congênita.
Eu sei que vocês acham que é implicância de nós, pessoas normais, quando apontamos os desmazelos dos centros de Humanas em todas as Universidades do mundo. A verdade é que temos muitos bons embasamentos para atestar isso. Estudos de gênero, feminismo exacerbado, cultura do estupro, privilégio do homem branco cis-hétero etc. tudo isso vociferam nesses redutos de insânia. O que revelaria sobre esses centros e periódicos tidos como “científicos” recebessem trabalhos acadêmicos insanos, ridículos e totalmente fora de propósito, mas que se alinhasse com o pensamento dessa gente? Academia deveria servir para mentes pensantes debaterem sobre tudo e periódicos científicos filtrarem trabalhos e verificar se seguiram método científico, com coleta de dados bem detalhada e conclusões claras e com uma mínima relação com a realidade, certo?
Pessoal está entusiasmado com um documento sob a forma de uma carta que Gelileu teria escrito para seu amigo quando durante o processo em que sua batata estava assando em forno eclesiástico. Fui ler o artigo da Ars Technica, parei no primeiro parágrafo, olhei quem escreveu. Sim, jornalista, tinha que ser! Para começar já veio com a bobagem que Galileu foi acusado por dizer que a Terra girava ao redor do Sol. AINDA estão espalhando esta estupidez!
Você estuda, se esforça, trabalha, rala pra danar e, quando chega aonde deseja, bate uma insegurança, como se nada daquilo fosse seu mérito. Você se recusa a aceitar que você é realmente merecedor daquilo, que não passa de um enganador, de um tolo, um mentiroso e… um impostor! Não se preocupe, isso é uma condição psicológica e você pode se livrar dela.
O Museu Nacional foi destruído. Mal sobraram as paredes e umas pouquíssimas coleções. Tudo perdido. Tudo virou cinzas. Tudo virou lágrimas e desespero. A incompetência generalizada deste país fez com que 200 anos de Museu e bilhões de anos de história se perdessem. Começou o empurra-empurra de responsabilidades, quando, no final, ficará por isso mesmo.