UNICAMP faz jus ao amor que brasileiro tem por Ciência e dá palestra de Criacionismo

Na República de Banânia, que fotógrafos são mais importantes que cientistas, prefeituras fazem convênios com entidades mágicas que dizem controlar o tempo, pílulas mágicas curam o câncer como se fosse mágica, igrejas questionam o STF e Bíblias são distribuídas em colégios, temos agora o máximo da divulgação científica nas universidades. As mesmas universidades que estão repletas de pseudociências.

A UNICAMP, que já foi acusada de esconder um ET-Alien-Marciano, agora está promovendo palestras sobre Criacionismo para estudantes de bolsas de Iniciação Científica. E é obrigatório!

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Usando o Twitter para entender as pessoas. Ou tentar, ao menos

O Twitter é algo interessante. Criado para ser um microblog em que você postaria coisas da sua vida em, no máximo, 140 caracteres, virou um sistema de compartilhamento de notícias e bate-papo. Mais o segundo do que o primeiro. De acordo com a empresa do passarinho, são 316 milhões de usuários ativos, porque, como sabemos, só em informática e tráfico de drogas que se tem usuários. São 500 milhões de tweets diários, isso desde anúncios da Presidência da República até gente fazendo o favor de informar o que acontece quando peida.

É um fluxo de informação (e desinformação) imenso. Será que daria para fazer algo legal com isso? Bem, pesquisadores analisaram cerca de 20 milhões de tweets, de forma que possam (tentar) entender um pouco mais sobre as pessoas em situações daquilo que chamam de “mundo real”.

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Grandes Nomes da Ciência: René Laennec

Os pais entram pelo Pronto Socorro desesperados. Eles trazem um grande embrulho nos braços. A primeira figura de branco é Deus para quem precisa., mas é apenas um homem. O ruído sibilante dá o alarme e séculos de conhecimento acumulado entram em ação. A mãe leva a ão na boca, o pai explica simplesmente que ele não está respirando, doutor. Ouvidos escutam, mas os olhos não acompanham, pis estao fitando outra coisa. Mãos treinadas mão até o aparelho, e uma extremidade bipartida são levadas aos ouvidos enquanto o peito já desnudo por uma rapidez mal observada recebe o frio toque do aparelho.

O estetoscópio é instrumento diário, simples e imprescindível nas mãos de um médico. Apesar de meio que óbvia a sua utilização, o estetoscópio é de invenção relativamente recente, e isso se deve a Renné Laennec.

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USP é autuada por produção ilegal de fosfoetanolamina

DISCLAIMER 1) Este blog está no bolso das indústrias farmacêuticas, e queremos mais que vocês se ferrem e gastem dinheiro com medicamento que não funciona

DISCLAIMER 2) Você é um retardado se realmente acredita nisso.

FINALMENTE, alguém tomou uma atitude de macho e não se deixou se levar por besteiras surgidas das profundezas anais do Facebook. O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo autuou a USP por produção indevida da fosfoetanolamina. Claro, os illuminatis da Big Pharma subornaram os fiscais para que eles não fizessem vista grossa sobre a produção feita nas coxas, graças a liminares retardadas dadas por juízes imbecis, pleiteadas por advogados canalhas.

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Pequeno manual dos verbos

Esse post começou com eu desabafando no Twitter minha alegria em aprender a diferenciar duas classes de verbos bem parecidas. O André e o Cogita me pediram mais detalhes, mas não cabe em 140 caracteres…

Então vamos de Livro dos Porquês o/

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De redações, políticos e o mundinho das boas intenções

Deve ser o nome do meu site, não sei. Eu gostaria de algumas vezes tomar um pouco do chazinho de teletubies e ver arco-íris em tudo. Não, sérião! Eu queria muito ver esse mar de rosas que os idiotas as pessoas de bom coração insistem que existe. Eu queria vivenciar (sem o auxílio de entorpecentes lícitos ou ilícitos) esse mundo mágico em que tudo é mudado com um simples tema de redação.

O tema da redação do ENEM deste ano abordava a violência contra a mulher, e foi muito legal em ver como as pessoas são idiotas, mesmo estando em dois lados opostos.

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E a novela da fosfoetanolamina continua, e a idiotice generalizada também

Eu já esperava que os artigos sobre a fosfoetanolamina iam encher a caixa de comentários com choro e ranger de dentes, depoimentos, ameaças, xingamentos e muita gente sem a menor noção do que está falando. Começam com “mas os pacientes com câncer tomam qualquer coisa, pois estão desesperados”. Sim, é verdade e eu acho que eles estão certos em sua visão. O errado é alguém de fora, como é o caso dos revoltados de plantão, não perceberem que esta substância não é medicamento, não tendo passado nem por testes clínicos. Você tenta argumentar que, partindo desse princípio, pode-se dar até veneno de rato e dizer que cura o câncr e o pessoal faz o que? Te xinga.

Alguns malucos me chamaram de vendido para o poder econômico das indústrias farmacêuticas. Mas no mesmo local, me chamaram de comunista. Comentarista de YouTube é uma piada.

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Fosfoetanolamina: a novela continua com os retardados de sempre

Ainda ontem, alguns idiotas estavam falando besteiras sobre a fosfoetanolamina (e já publicamos sobre isso antes), e como as companhias farmacêuticas querem deixas as pessoas sofrendo, enquanto o governo precisa disso para controlar a população, como se ela não fosse idiota o suficiente. A USP foi obrigada, por via de liminares, a entregar esta substância a doentes, pois estas pobres criaturas enganadas se apegam até a última esperança. Eu entendo, mas isso não muda certos fatos: como isso ser uma grossa mentira.

A FIOCRUZ se pronunciou e agora foi a vez da USP.

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Ciência com o pires na mão… De novo!

Ciência, no Brasil, é uma ópera-bufa. A forma como políticos e a própria sociedade enxergam a ciência mostra o quanto o brasileiro a odeia. Corta-se verba da ciência, reclamam aqui e ali. Se cortarem assistencialismos à igrejas, acontecerá uma hecatombe.

Aí, os pesquisadores descobriram um modo de burlar a falta de verbas: estender a canequinha e pedir diretamente às pessoas.

Mas não acham que estão exagerando, não?

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Afinal, pode-se estocar vento?

Resposta TL;DR: Não, seu energúmeno!

Um monte de gente veio no e-mail encher o saco com esse negócio de “armazenar o vento” por causa do vídeo da Dilma, porque 1) São burras demais para não saberem algo que colégios ensinam; 2) Má vontade de prestar atenção, criando besteiras.

Não que eu seja eleitor de Dilma ou favorecido do Aécio. No máximo sou fã do Eduardo Jorge, nosso Gandalf. Afinal, essa baboseira de estocar e armazenar vento procede? De onde a Dilma tirou isso?

Aqui vai um Livro dos Porquês escrito com má vontade.

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