Uma das partes mais maneiras da Idade Média, fora ter 20 filhos, dos quais 18 iam morrer, era que todo mundo era endemoniado, todo mundo precisava ser exorcizado, nem que tivesse que ser jogado na fogueira ou coisas tão simpáticas como esta. Claro que isso parou no século XXI, certo? Enganou-se, filho (ou filha, ou programador Java, dependendo do gênero que você goste de ser chamado). Tem havido um aumento bem pronunciado na procura por exorcismos, a ponto dos padres o começarem a ligar para católicos mais fanáticos fervorosos oferecendo serviço de delivery de expulsão de Satã, Nosso Senhor. Algo como iEXORCISMUS.
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Algumas histórias são incríveis, no sentido de realmente serem difíceis de acreditar. Coisas que escapam qualquer capacidade de encarar como verdadeiras, de tão fantásticas, mas tendo passado décadas em ambiente acadêmico e como professor, eu tenho certeza que esta, pelo menos, é verdadeira. A história de como um homem analfabeto foi sendo aprovado ano após ano, até se formar numa universidade e trabalhar 17 anos como professor.
Na década de 60, Muzafer Sherif resolveu testar a Teoria do Conflito Realístico, em que grupos isolados concorrendo por recursos acabaria partindo pra selvageria. Ele testou isso num acampamento de escoteiros, separando dois grupos de jovens, que tinham excelente entrosamento entre si, mas passaram a hostilizar o outro grupo, porque perdiam as disputas e os brindes, quase chegando nas vias de fato.
Políticos têm alta tendência a agir como idiotas. Vide o Lindbergh Farias mudando seu nome parlamentar para Lindbergh Lula Farias. Gleisi Hoffman, também. Sim, eles representam bem parte de uma população retardada e ignorante. Mas bom mesmo é a doce hipocrisia dos chamados “pro-life” (pró-vida), como é o caso do ilustre senador Robert Nonini (ou Bob Nonini), candidato a vice-governo do estado de Idaho, EUA. Segundo ele, um republicano católico pró-vida rígido, mulheres que sejam acusadas de aborto, deveriam ser condenadas à pena de morte.
Em 2015, ciosos do bem-estar público, deputados estaduais do Espírito Santo aprovaram uma lei proibindo que restaurantes deixassem sal em cima das mesas, com a desculpa que era uma questão de saúde pública. Acharam um absurdo? Eu também. Quer outra lei esperta de inteligente? São as que regem comerciais de bebidas alcoólicas. Primeiro, as pessoas que estiverem no comercial devem aparentar (não significa que tenha) mais de 25 anos. Sim, isso num país cuja maioridade começa aos 18, mas dependendo do que seja, só com 21 anos. Em segundo lugar, as pessoas NÃO PODEM estar bebendo a respectiva bebida. Terceiro (e este é o meu favorito), o comercial não pode dar nenhuma indicação que é pra você comprar o produto. Sim, isso mesmo, uma propaganda que não é pra fazer você comprar. É a mesma coisa que simplesmente não ter propaganda.
Você está acompanhando as notícias da prisão do Lula. Ou você está concordando com isso ou está diametralmente contra. Não sou um blog político, não tenho partido e acho que todos eles são errados, mas não tão errados assim por motivos que você lerá adiante. Todo o problema reside num grande problema que começou com boas intenções (e sabemos aonde vão parar as boas intenções): o Foro Privilegiado.
Eu sinceramente acho que uma das piores imagens que o Cristianismo resolveu usar como seu símbolo é o da cruz. Tecnicamente, é quando o deus deles se ferrou, entrou na porrada e foi parar no pau-de-arara. Sei lá, usem a imagem dele pregando o Sermão da Montanha. Mas não. Na psique cristã, eles se sentem regozijados com o deus dele todo fodido. Algo como PT achando que o Lula é um pobre coitadinho. É aquele lance de mártir, como Pedro Américo pintando Tiradentes de vasta cabeleira, com uma túnica branca como se ele fosse o próprio Jesus. Teve um final tão ruim, mas pelo menos não é divulgado o sujeito pendurado numa corda.
Normalmente, fariam este tipo de pergunta numa enquete na rua ou em alguma rede social. A vantagem da rede social é que as respostas virão acompanhadas de provocações e xingamentos por ambos os lados. Se você quer começar a tocar o terror, vai em frente. Mas que tal se você perguntar na sala de aula, direto aos próprios alunos?
Já fez 20 dias desde que Marielle, a famosa vereadora que ninguém conhecia até seu fatídico dia, foi assassinada junto com seu motorista. Todo mundo rasgou as roupas de consternação, prantou-lhe o seu ocaso, choraram e exigiram Justiça. Artistas internacionais como Viola Davis,