Quem é mais esperto em sala de aula? Homens ou mulheres?

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Normalmente, fariam este tipo de pergunta numa enquete na rua ou em alguma rede social. A vantagem da rede social é que as respostas virão acompanhadas de provocações e xingamentos por ambos os lados. Se você quer começar a tocar o terror, vai em frente. Mas que tal se você perguntar na sala de aula, direto aos próprios alunos?

Katelyn Cooper é doutoranda na Faculdade de Ciências da Vida da Universidade do Estado do Arizona. Como lá o pessoal não consegue doutorado indo em puteiro, participando de orgias gays e nem fazendo sexo oral em desconhecidos num banheiro público imundo, Katelyn resolveu estudar como os próprios alunos se percebem. Ela queria saber se eles se veem mais espertos ou não.

Vamos nos preparar para a choradeira depois? Peguem os baldes.

Ao pesquisar os alunos de uma aula de uma faculdade de Biologia, os homens se percebem mais espertos, mesmo quando comparados a mulheres cujas notas provam que são igualmente espertas. Ou seja, mesmo comparados com mulheres com notas iguais ou superiores, homens ainda se acham mais inteligentes. Por outro lado, as mulheres não têm esta visão.

Durante as entrevistas, as alunas diziam que tinham medo de que os outros alunos achassem que elas eram estúpidas. E isso vindo de alunas com notas muito altas. Tal falta de segurança não aparecia nos alunos homens barbados do sexo masculino. Do total de 250 alunos, as alunas mulheres fêmeas do sexo feminino eram mais propensas a duvidarem de si mesmas, independente das notas. Dos homens, 66% afirmavam ser inteligentes. Nas mulheres, menos de 54%.

Além disso, quando perguntados se são mais espertos do que a pessoa com quem mais trabalharam na aula, o padrão continuou. Os estudantes do sexo masculino são 3,2 vezes mais propensos do que as mulheres a dizer que são mais espertos do que a pessoa com quem estão trabalhando, independentemente de seus parceiros de classe serem homens ou mulheres.

Claro, Kateley fez por onde defender as manas. Sua desculpa para isso é que se trata de uma mentalidade que provavelmente foi enraizada nas alunas desde que começaram suas jornadas acadêmicas. Parece que Kat não leu o próprio trabalho: mesmo em grupos de diferentes pessoas de diferentes gêneros, as mulheres se acharam inferiores. Ou seja, segundo Kat, isso se deveu a uma mentalidade enraizada que homens são melhores. Mas as mulheres se sentiram inferiores até em relação a outras mulheres. A conclusão é que estas entrevistadas estavam achando que a outra mulher era superior a ela. Misoginia? Acho que não, hein?

Aí vem a parte do blábláblá que tem que começar a estruturar o trabalho em grupo de forma a garantir que as vozes de todos sejam ouvidas. Mas em que ponto elas não foram ouvidas? O que tem a ver se ouvido com estudar e comparar notas? Porque, sei lá, se eu tiro dez na prova e alguém tira 7, eu não vou me achar inferior a esta criatura. Mas isso sou eu, e eu sou de Exatas. Sei reconhecer valor numérico.

Kat sugeriu uma forma mais equitativa para o trabalho em grupo. Mas, repetindo, as mulheres se achavam inferiores a outros participantes do grupo, mesmo sendo do mesmo sexo que elas. Kat poderia ler o que escreve e parar de lacração.

A pesquisa foi publicada no periódico Advances in Physiology Education, e, no artigo, Katelyn diz que

Este estudo foi realizado em uma sala de aula de Fisiologia em uma instituição com uma população estudantil específica. Estudos futuros devem explorar a influência das características dos alunos no autoconceito acadêmico em outros contextos. Além disso, os estudantes relataram sua participação em relação ao grupo; o nível real de participação pode ser diferente do que o aluno percebe. Além disso, relatar como a pessoa se sente inteligente em comparação com outra pessoa pode fazer com que os alunos respondam à pergunta de maneira socialmente desejável, embora 32,7% dos alunos tenham percebido que são mais espertos do que seus parceiros e 71,3% percebiam que eram mais espertos do que menos de 50% dos alunos em toda a turma.

Resumindo: Ela não fez uma pesquisa de verdade. Sua tese ainda vai ser defendida e ela não sabe nem se tem motivos para se achar mais esperta.

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Sobre André Carvalho

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