Noção 6 x 4 Pseudociência: STF diz que fosfoetanolamina é o cacete!

Há o brocardo que ainda há juízes em Berlim. Bem, em Berlim, eu não ei. Pelo menos, o Supremo Tribunal Federal mostrou, ainda que por votação quase empatada, ao menos eles têm um mínimo de bom senso, ao mandar aquela lei vagabunda que liberava a venda e distribuição de fosfoetanolamina, sem sequer passar pelo mínimo de testes científicos e muito menos liberação junto à ANVISA.

CLY MOLE, Johnny Five!

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Altos índices de amoníaco jogado no ambiente afeta ciclo do nitrogênio

Alimentar milhões e milhões de pessoas não é fácil. Claro, vocês pensam que é um caso simplesmente de plantar mais umas alface, umas couve, uns tomatinhos na faixa. É compreensível, ainda mais vindo de gente que mora em apartamentinho e nunca plantou um feijãozinho no algodão molhado. Agricultura é bem mais complicado que isso, ainda mais levando em conta que qualquer atividade humana gera impacto ambiental.

Agricultura em larga escala não é brincadeira de criança e estamos falando não só de defensivos agrícolas, mas de adubos, também, pois caso você não tenha entendido: suas perdas terão que ser mínimas, ou o tomate chegará a ser mais caro que os insanos preços que vemos hoje em dia. E essa adubação cobra um preço caro, pois não existe agricultura grátis.

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Pesquisa estuda como metabolismo energético propiciou desenvolvimento do cérebro humano

O problema dos heterótrofos (você teve aula de Ciências no Fundamental. Te vira) é, que ele precisa caçar e/ou coletar seu próprio alimento. Assim, desenvolvemos a capacidade de armazenar alimento em nosso organismo sob a forma de açúcares e gordura. Mesmo porque, andar com um mochilão cheio de gulodices era meio que inviável no início. Mas como nós desenvolvemos esta capacidade?

Um grupo de pesquisadores estudou como passamos a armazenar gordura e a gastar a energia dos alimentos. Para tanto, estudou-se o mais próximos a nós: os chimpanzés.

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MEC diz que Big Bang é o cacete e devemos privilegiar cosmologia indígena

Os anasázis era um grupo de nativos-americanos, que viviam na região sudoeste do atual Estados Unidos da América. os primeiros assentamentos datam de cerca do ano 100 AEC e seu florescimento durou até o início do século XIV, em que eles sumiram misteriosamente. PUF! Ninguém sabe quem eram, não se sabe nem como eles mesmos se chamavam. Os navajos os chamam de Anaasází (“ancestrais de nossos inimigos”), mas outros os chamam de Povos Antigos e, mais tarde, de Pueblos (“aldeia” ou “vila”).

Os anasázis era uma civilização com certo avanço tecnológico. Eles construíam casas e prédios. Suas construções eram feitas de adobe (um tijolo que não era o “nosso” tijolo, pois ele não era cozido), tinham agricultura, criavam gado e contemplavam as estrelas. Assim como outros povos, eles tinham observatórios astronômicos (PDF).

O MEC, ciente da nossa carência educação em termos de Ciência, excluiu do currículo do Ensino Fundamental e Médio a obrigatoriedade de ensinar sobre civilizações greco-romanas, além de achar que não se pode apenas ensinar Big Bang, tendo que dar espaço para a cosmologia de povos indígenas. Bem, estavam falando dos anasázi, certo?

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Temer escolhe bispo da IURD como ministro de Ciência e Tecnologia. Não entendi o stress

Ontem o clamor de fogo e ranger de dentes veio como uma horda avassaladora nos corações humanos ao ser divulgado que o ministro de Ciência & Tecnologia mais cotado a ser nomeado pelo Michel Temer, o próximo tirano que governará o país até que a população escolha o tirano sucessor, é o presidente nacional do PRB Marcos Pereira, que além disso é bispo licenciado da Igreja Universal.

As pessoas, fingindo gostar de ciência, acharam um absurdo, mas é só porque é da IURD e não porque é algo relacionado com Ciência. Na verdade, as pessoas reclamaram sem o menor sentido, como é fácil de entender mediante fatos simples.

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Para onde vai a água do degelo da Groenlândia?

Qualquer um que seja a) saiba minimamente ciência; b) capaz de ver fotos de satélites sabe que a geleira da Antártida está reduzindo, diferente do Molion e do Felício (que disse que camada de ozônio não existe), duas criaturinhas que negam o óbvio, cujas “pesquisas” se baseiam apenas em ad verecundiam ao invés de dados trazidos por institutos de pesquisas.

Ao longo dos anos, o gelo glacial está indo por água abaixo, a ponto da Groenlândia estar a cada dia com mais áreas degeladas. Os efeitos a longo prazo são muitos e a elevação dos oceanos é a menor das preocupações e isso o que isso vai acarretar.

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Neandertais e humanos desenvolveram diferentes tecnologias para obter alimentos

Dizem que somos o que comemos. Não é bem assim. É mais como “ficamos da maneira como comemos”. Nossos alimentos deixam marcas, algumas visíveis outras nem tanto. Como dentes, por exemplo. Isso pode ser evidenciado em nossos tatatatataravós, sejam Homo sapiens, sejam neandertais. Se bem que nenhum de nós tem ancestral entre os neandertais, mas isso ainda não é totalmente consenso.

Claro, como temos os dos hominídeos supracitados com culturas diferentes, lógico, suas dietas eram diferentes, mesmo porque, seus modos de obter comida eram diferentes.

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Alagoas vota projeto de lei da Escola Livre. Mas isso é liberdade?

Não vamos tampar Sol com peneira. Ok, eu sempre estou a ponto de defender professores, mas também tem aqueles que fazem besteiras, ainda mais quando estamos no campo das Humanas. Não que seja um problema por serem de Humanas; o motivo vocês entenderão mais para frente. Vemos, contudo, verdadeiros palanques em que professores acabam externando um pouco demais sua visão do mundo, seja em termos de política, religião e demais temas polêmicos. Surgiu assim um projeto-de-lei em Alagoas visando o conceito de Escola Livre, em que os professores não poderiam externar nenhum viés particular, criando assim a Escola Livre, de forma a manter a neutralidade da escola, impedindo professores de doutrinar e induzir alunos em assuntos políticos, religiosos e ideológicos.

Conseguiram divisar o tamanho do problema?

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Como é bom um país que não odeia Ciência

Os EUA – vocês não acharam que eu ia falar do Brasil, né? – tem vários defeitos. Um deles é o Ken Ham e o Bible Belt. O sistema educacional é falho em muitos pontos, como na hora de escolher livros didáticos, não raro feito por comissões constituídas por gente burra, estúpida, ignorante e totalmente idiotas e… Ops, desculpem. Tem idiotas que acham que divulgadores científicos não podem dizer que pessoas burras são pessoas burras. My bad. (Sim, eu sei que você está lendo isso. Beijo na irmã!)

Ainda assim, com todas as mazelas criacionistas, os EUA não nutrem o ódio patológico pela ciência que o Brasil apresenta. Dessa forma, não é nem um pouco estranho que a Casa Branca sedie uma mostra de Feira de Ciências apresentadas por alunos no nível de nosso Ensino Fundamental que faz as nossas Universidades chorarem de vergonha. Ou deveriam chorar se tivessem vergonha.

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Deputados, impeachment, golpes e população idiota

Ontem (17/04) foi o melhor dos nossos dias, o pior de nossos dias e… Nah, que nada, foi mais um dia como outro qualquer na Câmara dos Deputados. Um festival de insânia, uma ópera-bufa que não é sem precedentes, pois aquilo acontece diariamente, só que somos alienados e não prestamos atenção. Foram xingamentos, gritos de louvor, loas a torturadores e um festival de assassinatos da Língua Portuguesa.

Afinal, o que aprendemos com a votação para decidir se Impeachment será julgado ou não ontem?

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