As folhinhas que ajudam a entender a extinção dos dinossauros

Há mais de 64 milhões de anos, um pedregulhão do mal caiu no México, aterrorizando tudo o que morava ali mais do que a possibilidade do Trump ser eleito. A queda inflamou os céus, o impactou gerou uma onda de choque que varreu o planeta, a Segunda Lei da Termodinâmica fez o seu trabalho, e uma onda de calor percorreu o solo, assim como o calor da atmosfera que se inflamou. O terremoto gerou um imenso tsunami que lavou as pobres almas de tudo o que foi pela frente. Morte, dor e ranger de dinossauros assolaram o planeta.

Mas tudo tem um fim e um início. O fim dos dinos de oportunidade aos mamíferos e aqui estamos nós para contar esta história. Entretanto, surge uma dúvida: A partir de quando a vida começou a voltar ao normal?

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O que levou nossos antepassados a se aventurarem pelo Pacífico?

Nossos tatatatataravós, diferente de você, seu sedentário preguiçoso, eram aventureiros. Ou, como diria meu avô: “a barriga comanda as pernas”. eles saíram da África em busca de uma vida melhor e para escapar da fome. Infelizmente, eles não tinham bolsa-família, então tinham que ralar peito do local onde estavam o mais rápido possível, porque os bacuris estavam com fome. nessa empreitada, eles cruzaram  o Mar Vermelho, foram parar na Ásia, e de lá rumaram para o mar, indo parar na Polinésia, enfrentando o Pacífico e seus temporais e tufões de vez em quando.

A colonização pré-histórica do Pacífico sempre foi alvo de discussões. A bem da verdade, ninguém sabe com certeza o que aconteceu nem como se deu. Temos, no máximo, explicações. Algumas muito boas, algumas na base de “are you fucking kidding me?”. Mas como a ciência não pára, pesquisadores resolveram abordar por outro ângulo: como teria sido as migrações pelo Pacifico levando em conta as condições climáticas da região?

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10 Anos de Ceticismo.net

São 3.986 posts (sem contar este aqui), 169 páginas com matérias especiais, 49.840 comentários e muita informação. uma história de muito, muito tempo, ainda mais em termos de Internet, em que um ano é muita coisa. Fiz amigos, alguns desafetos, gente me xingando, gente me elogiando, gente que buscou a informação que precisava, enfim… Migramos de mídia, participações em alguns podcasts (ok, só um, o SciCast, mas vários episódios), convite para ir no CampusParty (ok, só por causa do SciCast, mesmo), convite para escrever em outros sites (infelizmente, já não existem mais. Serei o culpado?) e hoje estamos no YouTube, no Canal do Ceticismo.net.

No dia 29 de outubro de 2006, foi publicado o primeiro de nossos artigos. Sim, o Ceticismo.net hoje faz dez anos, um dos mais antigos sites de divulgação científica e pensamento crítico da Internet Brasileira, e há muita história, e ela começa antes de 2006.

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Homo habilis não era hipster mas já era destro antes de ser moda

Convenhamos, canhoto é algo sinistro. Tipo, se isso fosse normal, não seria minoria. É como ter japonês no Rio de Janeiro. Não, péra. População de japoneses no Rio é ainda menor, já que canhotos somam 10% da população mundial. Mas a questão que fica é… De onde esses canhotos vieram? Aliens?

Pesquisas paleontológicas e escavações mostraram quando pode ter começado o uso primordial da mão direita. E começou há muito, muito tempo. Mais tempo do que você pode imaginar.

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Um álbum de família do Sol

Enquanto você se preocupa com as fanfics que rolaram nas eleições, besteiras vindas pelo WhatsApp, maluquices em geral, resultado de jogo de futebol entre outras coisas, deixe-me compartilhar algo que eu acho legal. O Sol. Sim, o Sol, nosso amigo Sol, que está lá, que é longe daqui. Entre várias “fotos” que foram tiradas no alvorecer da fotografia, quando ainda se chamava daguerrótipos, o Sol estava lá, lindo e imponente.

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Descoberto mais um tatatatataravô dos dinossauros

“Convergência” é o nome que se dá ao processo evolutivo em que duas espécies distintas – até mesmo de classes diferentes – acabam convergindo para alguma característica semelhante. Um perfeito exemplo são os golfinhos (mamíferos) e tubarões (peixes), que possuem morfologia externa semelhante, ainda mais que ambos vivem no mar, e qualquer diferencial que propicie uma vantagem hidrodinâmica garante o almoço ou escapar de ser o almoço. Por convergência, eles acabaram com um formato bem parecido.

Agora, uma recente pesquisa mostra um outro exemplo de convergência que ocorreu, com um réptil mais velho que a sua sogra e mais velho que dinossauros, sendo que estes últimos apresentaram características bem semelhantes. Parentes?
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Bruxaria do dia: Pode-se digitalizar livros sem abri-los

Há a expressão que determinada coisa ou pessoa é “um livro aberto”, significando que é facilmente “lido”, isto é, facilmente de se conhecer e antecipar as atitudes. Isso, obviamente, vem do conceito que é preciso abrir um livro para se conhecer o conteúdo lá dentro, e um livro aberto é muito mais fácil de se saber o que tem dentro. O problema é que livros antigos, verdadeiras raridades, não podem ficar expostos ao ar, ou sus páginas irão se deteriorar rápido. Em contrapartida, é um crime ter uma preciosidade dessas e não desvendar os segredos de suas páginas. Pode a Ciência ajudar?

Sim. Ela entrega uma garrafa pro estagiário e diz “segura minha cerveja que eu vou ler este livro sem abrir”.

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Método Científico

O método científico é o ABC de como proceder numa pesquisa. É um exercício intelectual, a estipulação das hipóteses, o levantamento de uma ideia, o raciocínio sobre o  que está acontecendo. Depois, vem as análises, os experimentos, as comprovações ou não de resultados.

A ciência nunca foi anárquica. Pelo menos, não quando ela deixou de ser mera curiosidade para uma busca de entendimento da Natureza. Hoje, temos milhões de cientistas em todo o mundo e todos eles seguem os preceitos básicos do Método Científico, e é isso que nos salva de charlatões.

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Entrevista mostra que pessoas ainda estão naquela de “tarefa de menino” e “de menina”

Muitos heterossexuais não entenderam como homossexuais funcionam. Não, não estou me referindo a isso, mas aquilo. Não, péra. Aquilo também não. Ah, desisto, a maioria dos héteros não sacam nada sobre homossexuais, por isso saem aquelas perguntas idiotas como “quem entra vestido de noiva na cerimônia de casamento?”

Um grupo de cientistas sociais (sim, eles existem, longe dos babacas que ficam discutindo miséria em apartamento da Vieira Souto) resolveu pesquisar a percepção da população dos EUA sobre como veem.

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O mais velho dos cânceres já descoberto

Desde que surgiu os primeiros processos de autorreplicação, sempre houve a chance de algo dar muito errado… ou muito certo. Nos casos em que a mutação não virava uma sinuca evolutiva, impedindo o ser vivo de continuar vivo, 99% das vezes deu certo e aquela proteína esquisita virou a Zooey Deschanel. O problema é aquele 1% safadão que nos deu cânceres

Câncer é algo tão velho quanto a humanidade. Não… corrijo: câncer é algo mais velho que a própria humanidade. Enquanto nós, toscos Homo sapiens estamos perambulando por aí por alguns milhares de anos, a mais antiga evidência de um caso de câncer data de mais de um milhão de anos.

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