A evolução da beleza da Evolução

Em 1859, as ciências biológicas mudaram radicalmente. Pode-se dizer que a começou o E.D.: Era Darwin, quando o naturalista britânico publicou sua opus maxima, cujo título completo é Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida. Bem, se as pessoas já se assustam com um parágrafo de blog hoje, um título quilométrico desse é capaz de fazer muitas pessoas saírem correndo gritando, ou tascar logo um TL;DR. Antigamente não era muito diferente, o que se perpetuou até hoje, quando um bando de apedeutas ainda insiste em dizer que Darwin falou que a) O Homem veio do macaco (examinando alguns comentários que aparecem aqui, acho que alguns vieram das antas) e b) A Natureza seleciona o mais forte.

A obra de Darwin não tinha o que poderíamos chamar de apelo estético. Nada de fontes muito caprichadas ou diagramações supimpas, o que separa homens de meninos. Se por um lado tivemos o "feio" livro da "Origem das Espécies" sem nenhum fru-fru, pelo outro temos o festival de dizáine daquela bosta de "O Segredo". Agora, uma artista especializada em História Natural resolveu dar uma contribuição ao tio Darwin, preparando belíssimas ilustrações para uma edição da obra de Darwin.

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O que o cérebro vê quando os olhos pararam de ver?

Até mesmo o cérebro dos normais é meio louco (ou será que o cérebro dos loucos é que são normais?). Uma coisa das mais interessantes são as chamadas "Ilusões de Óptica". Eu, volta e meia, sempre posto algumas aqui. Nossos olhos se desenvolveram meio que de qualquer jeito, onde temos, inclusive, um ponto cego, fruto de ser onde o nervo óptico se conecta com a retina. Como neste lugar não há células fotorreceptoras, não há como ser identificada nenhuma imagem lá. Cientistas agora estudam as ilusões como as que vemos uma imagem por algum tempo e, quando olhamos para uma folha em branco, vemos outras cores. E isso não acontece apenas com cores, mas com formatos também. Afinal, o que estamos vendo?

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Bactéria Vampira pode ser a chave para novos antibióticos

Sim, eu sei que Halloween foi ontem. Mas vamos manter o clima até onde der. Por causa disso, nem tirei a imagem de fundo comemorativa do Cet.net (se você não consegue ver, dá Ctrl+F5 e saia correndo dos zumbis). Voltando ao assunto, digo, COMEÇANDO o assunto, sabemos que normalmente atacamos infecções bacterianas com antibióticos, de forma a mandar as malditas servas do Lado Negro pros quintos, sextos e sétimos do inferno. nenhuma novidade, desde Fleming. Agora, a chave está em usar "fogo amigo", fazendo-se uso de bactérias vampiras, prontas para chupar, digo, atacar outras pequenas safadas.

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Pesquisa indica que DNA Lixo ajudou a separar humanos de chimpanzés

O DNA Lixo é, ao meu ver, um dos piores nomes que alguém num laboratório empoeirado poderia inventar. Ele dá a entender que… bem, é um lixo de DNA, algo que só serve para ir pro esgoto (não que algumas vezes nosso DNA não vá parar lá; e eu estou falando de quando escovamos os dentes. Comprenez vous?). O DNA Lixo — ou Junk DNA, in Shakespeare language — sempre foi visto com um pé atrás pois, ao que se sabia, ele não servia para nada, pois não codificava nenhuma proteína.

Hoje sabemos que ele foi responsável por muitas coisas e, pelo visto, ele é o que nos separa dos nossos "primos" primatas: os chimpanzés. (como sempre digo: Evolução nunca quis dizer melhoria)

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Como o comportamento materno é influenciado por alterações no cérebro

Mexer com coisas fundamentais de nossa psique pode ser sinal de problemas à vista. Lidar com nossas emoções é sempre complicado e quando temos a mais profunda dessas emoções analisadas pelas lentes frias da pesquisa científica, acabamos sendo acusados de desumanizar nossos comportamentos. O amor materno é, como todos os nossos sentimentos, reflexo de bilhões de anos de evolução biológica. De uma maneira seca, nos limitamos a dizer que não passam de descargas elétricas causadas por reações químicas no cérebro. Uma recente pesquisa estabelece, contudo, novas variáveis no jogo: o odor.

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Cientistas pesquisam genoma da bactéria causadora da Peste Negra

As pessoas têm uma ideia romanticamente errada sob a Idade Média. Não havia cavaleiros garbosos em cavalos brancos salvando belas donzelas de dragões. Os dragões só existem na Bíblia (e são mais parecidos com a sua sogra), as donzelas não eram tão donzelas assim, além de terem poucos dentes na boca, feridas, vários partos (muitos abortados) e cabelo desgrenhado, os cavaleiros normalmente era um bando de filho bastardo dos ricos senhores feudais (cujos castelos não tinham a aparência do castelo do Rei Arthur) e os cavalos não passavam de pangarés. A expectativa de vida não passava dos 30 anos (com sorte ou nem tanta assim) e o cardápio consistia no que você quis caçar (ou que estava te caçando no dia anterior). Um lugar lindo e maravilhoso, perto da Natureza e rodeado de verde.

Na maravilha que se tornou a Idade Média, lá pelos idos do século XIV, a querida, complacente, misericórdia e gentil Natureza começou a varrer todos os toscos humanos da área, através de uma coisinha linda que ficou conhecida como a Peste Negra, que ceifou mais vidas, mandando 1/4 da população europeia direto para vala, na paz do Nosso Senhor Deus que ama os justos. Hoje, no século XXI, cientistas conseguiram sequenciar o genoma do monstro causador desta doença terrível: a bactéria Yersinia pestis.

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Grandes Nomes da Ciência: Harry Harlow

Dois arregalados olhos castanhos circulam pelo ambiente, aterrorizados. O medo chega até a garganta, mas nenhum som sai dela. Uma cabeça gira e vasculha todos os pontos do ambiente, até que uma porta desliza suavemente para cima. Silêncio. O ser monstruoso do outro lado da porta começa a se agitar; o movimento de suas garras e ruído horrível aterroriza o dono dos doces olhos castanhos, e este correrá em busca da única coisa que sua mente acha que garantirá a segurança: sua mãe. O macaquinho corre e se agarra a uma boneca feita de arame e com "pele" felpuda e é tudo isso que o coitado precisa para se sentir seguro.

Esta é a história do dr. Harry Harlow, que com dois bonecos de arame e alguns macacos rhesus estudou os mecanismos psicológicos do amor e do afeto.

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Macacos, robôs e a Copa do Mundo

Em Aliens, o Resgate, Sigourney Weaver entra em campo para sair na porrada com o bicho-feio-babão. Como "na mão" ela não seria idiota de fazer, ela vem com um exoesqueleto imenso. Isso é recorrente em várias obras de ficção científica e nem é mais tão ficção assim, já que engenheiros japoneses mostraram em 2009 que apetrechos assim são plenamente viáveis (vídeo AQUI).

Isso, por si só, já é algo e tanto, mas sempre queremos coisas melhores. É o natural em termos de evolução do conhecimento. Um exoesqueleto assim é muito útil, mas tem problemas por ser grande e desajeitado. Muito bom para serviço pesado, mas deficiente em termos de sensibilidade. Não seria legal se pudéssemos mover máquinas e sentir o mundo através delas, através do mais importante dos sentidos? Sim, seria e é no que o pesquisador Miguel Nicolelis está avançando, conseguindo que macacos tivessem uma real sensação tátil ao manipular objetos que em fato não existem. Mas hein?

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Dançarina? Nah, agora é um corpo de balé inteiro

Imagino que vocês se lembram quando eu postei sobre a silhueta que dá um balé na sua mente. Se não leu ou não se lembra, corre lá que eu espero.

Foi? Beleza. Só a silhueta já é suficiente para dar um nó na sua cabeça, enquanto que alguns insanos dizem que escolhem para qual lado aquela maldita bailarina filha de Satã dança, evidenciando alguma maldição da Salomé, a guria que fez o pedófilo do Herodes mandar arrancar a cabeça de João Batista fora (preciso dizer que o único lugar que registra este acontecimento é a Bíblia e nenhum outro lugar mais?). Agora, imaginem uma tropa dessas bailarinas endemoniadas tentando lhe enlouquecer.

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O teorema Macaco Infinito QED

Eu sei. Alguns idiotas acham que um mínimo de possibilidade demonstra uma impossibilidade. Aquela besteira da falácia de Hoyle não se sustenta já que aviões não se reproduzem e não possuem base química de autossustentação, isto é, não possuem um sistema químico. Ter um sistema químico não garante que você tenha um ser vivo, mas sem um sistema químico, você com certeza não terá um ser vivo. A besteirada de Hoyle esbarra nos limites de vida do ser humano, ridiculamente inferior ao de uma tartaruga. Eu comentei isso na segunda parte do artigo Evolução x Criacionismo, onde demonstrei que uma ação infinita executada por um número infinito possui uma probabilidade infinita de acontecer.

Um dos teoremas que melhor ilustra isso é o Teorema do Macaco Infinito, que diz que se tivermos um macaco digitando aleatoriamente pode acabar reproduzindo uma obra de Shakespeare. Isso é possível? Sim, é e foi provado… pelo menos, em nível computacional.

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