
Bem, é fim-de-ano. Estou de férias, mas muita coisa boa foi escrita ao longo do ano, entre muitas insanidades e tranqueiras em geral. Foi um ano bom, como todos os anos. Normalmente tem sempre um chato implorado pro ano acabar, dizendo que foi uma merda, para em dezembro do ano que vem, dizerem a mesma coisa, e em 2017, 2018 etc. Fico pensando se a vida dessa gente não melhora. Deviam se matar logo, mas não é problema meu se gostam de sofrer.
Dada a quantidade de artigos postados, fica meio difícil encontrar um específico, entre artigos de opinião, divulgação científica ou algumas bobagens que escrevi só por diversão. Selecionei alguns desses para vocês relembrarem, ou mesmo lerem pela primeira vez. Divirtam-se, como eu me diverti escrevendo.

Imagine o potencial dos seres vivos (estou falando de tecido vivo mesmo, não aquelas criaturas que infectam portais de notícia). Desde muito tempo pesquisadores da área de computação têm pensado o que fazer de legal com aquilo. Bem, o pessoal da Universidade de Columbia parece que descobriu algo a fazer com esta bagaça de seres vivos e eu já pedi ao Nosso Senhor Skynet para prestar maior atenção, já que eles aproveitaram a máquina molecular para alimentar um circuito integrado, mas não porque o circuito devorou um humano (eles têm gosto ruim).
O Projeto Apollo foi uma das maiores maravilhas tecnológicas e científicas do século XX. Tivemos que inventar maravilhas tecnológicas do zero, e nada do que foi aprendido foi perdido (se bem que travesseiros não são bem o que eu tenho em mente. De qualquer forma, muitos aparatos de hoje em em dia vieram ou foram baseados em materiis desenvolvidos para/pela corrida espacial. Não que eu sequer imagine que foi tudo for the Science. Políticos não liberam toneladas de verbas por amor à Ciência. De qualquer forma, nós aprendemos muito sobre Aeronáutica, Espaço, a Lua propriamente dita e nossa própria biologia. Aprendemos sobre o macrocosmos e o microcosmo.
Quando eu vi a notícia que Madre Teresa de Calcutá foi canonizada não me impressionou em absoluto. Conhecendo bem o histórico da Igreja Católica Apostólica Romana, ICAR for short, fica fácil entender como ela foi canonizada tão rapidinho, ainda mais se conhecermos além da imagem de missionária devotada, mas nos apegarmos a fatos. Quem era Madre Teresa, e por que ela ganhou status tão rápido?
A novela com a fosfoetanolamina continua. Até agora, nada de testes clínicos, apenas um bando de idiotas mostrando vídeo com “depoimentos”. Ainda não entenderam que estes “depoimentos” têm tanto valor para a ciência quanto
3 Bilhões de anos de Evolução Biológica nos fez o que somos hoje. Ok, não é lá grane coisa, mas pense que estamos melhores que as esponjas. Elas evoluíram até comentaristas de portal, o que significa que evolução pode significar piora. A verdade é que nós evoluímos para encaixarmos nosso lego biológico para fazer outros iguais a nós (ok, não é uma vantagem, mas a Natureza não prima muito pela qualidade, só pela produção. Mais ou menos como salgado de lanchonete). Se uma mulher está de costas, damos aquela sacada nas partes hipodérmicas salientes da cintura pra baixo. Se está de frente, prestamos muita atenção naquelas joias grandes, redondas: os olhos.
O Paradoxo de Fermi nos faz questionar como um universo tão enorme não nos deu evidências de outras civilizações tecnologicamente avançadas. Onde elas estão? Por que não vieram aqui? Será que os OVNIs provam que ETs existem? Por que não estamos rodeados de alienígenas?
Existe um mundo que as pessoas vivem mas não se dão conta. Um mundo envolto de maravilhas, um mundo fantástico, onde as coisas nunca ficam paradas, mas estão em eterna mudança. Um mundo mágico, verdadeiramente incrível. Esse mundo que as pessoas dizem odiar, mas tão importante, é a base de tudo o que conhecemos, de tudo o que fazemos, de tudo oque criamos.
FINALMENTE! Depois de termos reclamado, exigido, sacaneado e sermos xingados (links abaixo), o magnífico tratamento com a fosfoetanolamina acabou parando na Nature. E em dois artigos, olha que chique! O único problema é que o artigo não é como vocês possam imaginar. Pelo contrário, a Nature critica como uma coisa dessa e possível. Mas, claro, né? Eles não moram no Brasil.