Como membros de dinossauros se transformaram em asas

Se até agora você não se convenceu que dinossauros eram os ancestrais diretos das aves, não serei eu quem irá lhe convencer. O problema era explicar como patas se transformaram em asas. Se bem que também era complicado explicar que camisa suja jogada num canto não fabricava ratos.

Uma publicação da Universidade do Chile propõe explicar melhor como se deu essa "transformação" (não, gente. Não foi *PLIM!* uma pata de estegossauro virou asa de beija-flor).

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Pro pessoal de Harvard, Plutão é planeta, sim, e estamos conversados!

Eu ainda não entendi essa tara por Plutão. Aquela porcaria de pedra coberta de gelo, localizado mais longe que a casa da sua sogra. Quando a União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) resolveu que Plutão não seria mais classificado como planeta, houve chororô. Os políticos do estado de Illinois decidiram que Plutão era  planeta por decreto. E muita gente ainda hoje enche o saco.

Agora, o pessoal de Harvard, numa incrível falta do que fazer, resolveu meter de novo o dedo na ferida, dizendo que Plutão é planeta e só faltaram chamar pro ringue.

Ficando plutos da vida com gente que não se toca, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Em briga de besouros, ganha quem sabe usar suas coisas

Desde que apareceram, artrópodes são os mais bem sucedidos animais da face da Terra. Seu exoesqueleto pode fazê-lo ser um tanque-de-guerra ou algo bem promissor para voar (ver Por que os besouros conseguem voar?). Com uma forte carapaça, pernas adequadas a qualquer tipo de terreno e capacidade de se organizar em sociedades, muitos artrópodes se mostram os verdadeiros senhores do mundo. E como todo senhor de suas terras, eles precisam lutar para sobreviver.

A Seleção Natural selecionou naturalmente (ugh!) aqueles indivíduos que ganharam de presente de seu DNA características que os ajudam a sobreviver, meio como seu cunhado ganhando um notebook. Só que não basta ter a ferramenta, é preciso saber uá-la ou acabará fazendo besteira. Meio como seu cunhado usando o notebook.

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Eu sou uma abominação!

Por anos eu não entendi a minha condição. Eu olhava as pessoas ao meu redor e percebi que era diferente delas. Eu não via o mundo como elas. Elas não aceitavam como eu era. Eu não podia fazer muitas coisas que os outros meninos faziam, dado a um problema que eu tenho, que eu nasci. Descobri logo cedo quem e o que eu era. Isso me deprimia. Eu queria ser igual aos outros, mas não era. Eu queria ser reconhecido como um igual, mas eu não era igual. As outras crianças perceberam e riam de mim. Estava na minha cara, não tinha como negar. Meninos e meninas apontavam para mim e riam "Lá vem ele", gracejavam. Mil e um apelidos me colocaram. Fui agredido verbal e fisicamente. E isso porque eu era diferente.

No colégio, os professores olhavam para mim com expressão de desaprovação. Eu não era perfeitinho como os outros. Era deixado de lado. Como estudei num colégio católico, era visto como uma imperfeição, perante as leis de Deus. Deus, esse cara que sempre fez tudo certinho e perfeito. Deus esse que não cometia erros e se eu era diferente, eu era o errado. Eu era uma abominação.

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Marte é o primeiro Cybertron

Na noite da última terça-feira (23/09), a Índia conseguiu DE PRIMEIRA colocar uma sonda em órbita de Marte. A Índia, com todos os seus problemas sociais (na maioria das vezes causados pelos seus sistemas de castas e sua religião meio esquisitona) consegue algo fantástico. O Brasil? Infelizmente, não conseguimos construir um foguete (coisa que a Alemanha fez na década de 1940) nem colocar um satélite em órbita (coisa que a URSS fez em 1958).

Há algo inusitado nisso (não o fato do Brasil não fazer nada. Lembrem-se: o brasileiro médio odeia Ciência). Mas o fato de Marte ser o primeiro planeta inteiramente povoado por robôs. Marte é Cybertron.

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Sealand: o menor país mundo e que não tem terras

Pense como seria jogar Rise of Nations na vida real. Pense que se você se apropriar de um determinado território, alguém irá querer lhe derrubar e você terá que lutar para expulsar os invasores. Pense que você terá que criar uma espécie de capitania hereditária, cunhar sua própria moeda, redigir leis e relegar aos seus descendentes o controle total sob o o lugar.

Isso até poderia ser a história do Brasil (e, em parte, é), mas estou falando de algo um tiquinho menor. Estou falando de uma micronação, Sealand e como a Inglaterra tomou na cabeça mais uma vez, envergonhando as rainhas Elizabeth I e Vitória.

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Aviões, raios e a Ciência vencendo Deuses

A ira do Filho de Odin acendeu-se frente a figura diante dele. Os ventos rugiram, o Sol começa a se esconder perante a batalha épica. Mjolnir ressoa alto, mas o poder ancestral no Irukerê de Oyá, a Senhora das Tempestades e Mãe do Céu Rosado (em Iorubá: Iansã) repele. Os mortais se escondem nas cavernas aterrorizados, cobrindo os ouvidos perante um som assustador. Relâmpagos cruzam os céus, aquecendo a massa de ar que se expande rapidamente e quebra a barreira do som, fazendo o mundo rugir com os trovões, o qual, obviamente, só será ouvido muito depois, já que na minha matemática 340 metros por segundo ainda é bem inferior a 300.000 quilômetros por segundo.

Mas há um poder maior que tudo isso e um homem que olha pra cima entende isso ao ver um raio atingir um avião, e o resultado foi…

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Professora faz seu trabalho e toma BO pela cara

Ser professor não é fácil. Quando não tem gente tentando te bater, matar, esfolar ou xingar – não necessariamente nessa ordem ou pode ser tudo ao mesmo tempo –, ainda tem que lidar com coordenadores insanos, diretores psicóticos e mães de alunos totalmente sem noção.

Um exemplo desse último teve lugar no município de Caxias do Sul, RS. A professora mandou um recado pros pais por causa da filhinha querida não ter entregue o trabalho solicitado. A mãe olhou o recado da professora e resolveu que isso não ia ficar assim! Foi na polícia e registrou um Boletim de Ocorrência. Legal, né?

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Você, Jesus, o Pecado e a falta do que fazer

Com certeza, vocês viram aquele vídeo idiota em que o cara demonstra como Jesus salva, restaura MBR e faz backup. O caboclo mistura uns frascos, fazendo liquidozinho mudar de cor e – OHHHHHHHHH, QUE LEGAAAAAAAALLLLL – isso prova que Jesus veio corrigir o mundo.

Assim como no caso do Desafio do Gelo (que nenhum dos que eu desafiei deu a menor bola), eu resolvi fazer um pouco da minha bruxaria. Nada de algo muito chique, apenas ciência básica, mesmo.

E o resultado nós vemos a seguir:

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Brevíssima introdução à linguística gerativa (oi Chomsky!)

Desculpem a demora, amiguinhos e amiguinhas, mas, como sabem os que me seguem no twitter, estou atolada de estudos para o mestrado e a monografia. Quem me segue lá já deve ter me visto falando que sou gerativista, ou seja, sigo a corrente linguística do gerativismo, proposta pelo Noam Chomsky em meados da década de 50. O André me perguntou sobre isso esses dias, quando enfiaram o FoxP2 num rato pra ver no que dava. Então, vou falar um pouquinho sobre essa área da linguística.

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