Evolução parece ser uma pedra no sapato na garganta dos fundamentalistas (mal aê, Cardoso!). O desespero crental para tentar impedir o ensino da Teoria da Evolução não só é patético como prova como seus idealizadores têm uma fé frágil, incapaz de resistir a um simples capítulo num livro de Biologia. São tão ridículos e desesperados que até poderiam sacar a carta da manga “sim, Evolução existe. Foi a forma como Deus povoou a Terra com os seres vivos”. Mas não. A ralé crental fanática é incapaz desse salto. E isso porque a Bíblia sequer detalhe como os animais foram criados, mas fundamentalistas sequer leram a Bíblia, salvo a parte que o pastor mandou ler, esquecendo do contexto antes e depois, ou da partezinha que contradiz tudo.
Agora, quem entrou na onda foi a Turquia, que removeu o ensino de Evolução dos currículos escolares por se tratar de um “tema complicado” tenho certeza que sim. Seus imãs não fazem a menor ideia do que seja, mal tendo entendido o que o Alcorão diz.
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Algumas coisas acontecem e vemos o lado bom, ruim e péssimo de algumas pessoas. E, às vezes (ou quase sempre) nunca foi intenção desmascarar pessoas ou sistemas. Isso é muito preocupante às vezes, pois vemos as pessoas se revelando na sua frente e de certa forma elas são culpadas por um mal bem maior, ainda que estejam inconscientes disso, o que mesmo assim não é desculpa.
Blasfêmia é uma coisa sem sentido. Se baseia no fato que você atentou contra um deus. Daí criam leis anti-blasfêmia, já que o deus que essas pessoas veneram vai ficar, sei lá, tristinho. No Paquistão existe essa lei e recentemente um homem foi condenado à morte por causa de uma postagem no Facebook. O Brasil ainda não tem lei anti-blasfêmia.
Aqui é Brasil, e não tem essas paradas dos Sobrenatural de Almeida agindo impunemente. Aqui fantasmas, só funcionários públicos. Monstros, só os que desviam verba. Múmias, há 300 anos no Congresso Nacional. Lobisomem? Esse não tem salvação. Passa-se o cerol!
Vocês podem pensar que é prerrogativa do Brasil odiar a Ciência, mas não é bem assim. Há tosqueira em todos os cantos do mundo. Um exemplo disso são os velhinhos da União europeia que, volta e meia, acordam da siesta vespertina e resolvem fazer algo, por puro enfado. Daí saem decisões como perseguir a Microsoft, exigindo que ela não disponibilizasse um navegador internet pois isso seria monopólio. Curiosamente, eles não se importaram do Linux e o MacOSX também virem com um. Isso foi legal, até que alguém falou que fica meio difícil baixar um outro navegador internet quando você não tem como acessar sites. Daí ela exigiu que a MS oferecesse todos os navegadores. O resultado foi que pessoal então continuou só usando Internet Explorer.
Eu sou um homem simples. Gosto de me manter na tradição. Missas em latim, católicos que não usam atabaques, judeus com peiots, muçulmanos rezando sem sair explodindo tudo e exorcistas que expulsam o Capeta. Agora, tudo tá virado. Judeus só faltam comer X-Bacon, muçulmanos tomando uma cachacinha, missas com bateria, guitarra e baixo e exorcistas que veneram Satã. Aonde este mundo de Hades vai parar?
Os hindus são um povo calmo, tranquilo, ainda que sofridos. Eles não tem tendências maníacas, assassinas ou preconceituosas com quem não partilha da fé deles, certo? Olha, eu não sei se é bem assim, mas para a líder da organização nacionalista Vishwa Hindu Parishad, uma tal de Sadhvi Saraswati, qualquer pessoa que curta um bife deve ser enforcada em praça pública, pois, tadinhas das vaquinhas, elas são sagradas.
O experimento do Massaru Emoto é aquele tio japa que teceu uma teoria muito legal. Palavras têm sua força, e se colocarmos etiquetinhas com frases tipo “Eu te amo”, “obrigado”, “amor” etc, mudará a rede cristalina da água e ela ficará… bonita. Fofo, não? Entretanto, se você colocar palavras feias, como “você é um idiota”, “imbecil” ou qualquer xingamento, isso poderia mudar toda a disposição dos átomos da água, deixando-a feia e disforme. Sim, isso mesmo! Só uma etiqueta era o suficiente, independente da intenção, caso contrário, a própria intenção do Emoto anularia seu experimento, de acordo com a proposição.
Eu gosto de xamãs. Eles invocam uma cultura milenar, quando o homem era ligado à Natureza e era totalmente dependente de seus dissabores para sobreviver. Os caprichos da Natureza era uma questão de vida-e-morte, e saber entender os menores indícios era a garantia de uma tempestade cataclísmica não lhe pegasse desprevenido.