Uma das coisas que mais ocupam o tempo dos professores durante as aulas é parar para dar esporro por causa da zueira tocada pelos alunos. Isso é extremamente irritante e estressante, quando o tempo deveria ser para ensinar. No mundo real, apenas ¼ desse tempo é para efetivamente ensinar, salvo se você anda drogando seus alunos, usando de hipnotismo ou coloca uma Magnum .44 sobre a mesa e diz “Do you fell Lucky, punk? Do ya?”
Uma pesquisa nos EUA resolveu tabular dados de quantas pessoas quantos alunos recebem punições por mau-comportamento. A pesquisa conclui que negros recebem mais punições por eles não serem advertidos antes várias vezes, coitadinhos.

Jesus é um camarada legal e coisa e tal. Mas temos muitos outros camaradas maneiros. Ao invés de nos preocuparmos com um desocupado que pegava jumentos alheios e comia e bebia de graça nas casas dos outros, deveríamos nos voltar para aquele que realmente veio para nos salvar, sem pedir que o seguíssemos.
Todo mundo sabe que americanos têm altas taxas de obesidade. Como comer feito um porco e se entupir com aquelas deliciosas e gordurentas porcarias sozinho não é divertido, o lance é descolar uma companhia para comer feito um porco e se entupir com aquelas deliciosas e gordurentas porcarias. Como nem sempre se tem um vizinho disponível, o lance é comer feito um celenterado junto com os pets. O resultado disso? Gatos domésticos nos EUA também estão apresentando altíssimos casos de obesidade. Um Garfield por casa, mais ou menos.
O Brasil é um país tosco que vive na Era Pré-Científica. Aqui rezadeiras ganham comendas, índios mágicos são contratados para controlar o tempo, universidades têm departamentos paranormais e Homeopatia é especialidade médica reconhecida. A França, assim como vários países de verdade, vai num caminho contrário do Brasil, por motivo intrínseco óbvio. A nova resolução do Ministério da Saúde é, de forma resumida, Homeopatia é o cacete, e eles não vão mais financiar ninguém vendendo água com açúcar em pílulas.
A Índia é um país peculiar. Por peculiar, eu quero dizer totalmente insano; mais até que o Brasil! O Brasil é tosco, todo mundo sabe disso, mas a Índia é diferente. Berço da Matemática como conhecemos hoje, tendo sido um dos inventores dos números, junto com os árabes (os gregos não tinham sistema de numeração próprio, por isso eram ótimos geômetras mas péssimos aritméticos), a Índia consegue feitos memoráveis, como mandar uma sonda pra orbitar Marte e acertam de primeira (vocês lembram que eu falei que eles inventaram a Matemática, né?), enquanto o Brasil não consegue mandar um Cubesat e, quando fazem, mandam um peso de papel que aqui custou 400 mil reais, já que o não pagamento fez com que ele subisse sem o software. Brasil inventou o primeiro peso de papeis em microgravidade!
Em tempos de problematização, uma das formas que pessoal lacrador implica é quando alguém diz que outra etnia é composta por indivíduos todos iguais. Eu tive um colega de trabalho japa (na verdade, era descendente, mas é japa. Que se dane se você não gostou) nos sacaneava dizendo, com sotaque, que “ocidental é tudo igual, né?” (o miserável nunca tinha ido ao Japão). Hoje isso é mal-visto, tido como racismo. Bem, até poderíamos aceitar como racismo, mas isso porque somos programados para identificar gente como nós. “Pessoas como nós” é garantia que não seremos atacados pela tribo vizinha, o que faz sentido num mundo com alguns milhares de seres humanos totalmente espalhados, mas é o tipo de informação gravada em nosso cérebro.
O que vende? Vende a notícia espalhafatosa, terrível, mundo cão e, melhor de tudo, o mundo vai acabar de forma horrível, numa catástrofe saem precedentes (mentira, tem precedentes), em que toda a vida na Terra será varrida do mapa, da Terra e de tudo mais, pois a própria Terra vai pro saco numa explosão cósmica quando um pedregulhão maior que a minha pilha de boletos acerta um porradão bem no meio de nossa fuça.
O primeiro livro de Reis, capítulo 18 é uma preciosidade. Mostra-nos a mentalidade cética em ação. Elias desafia os profetas de Ba’al a mostrar o poder de seu deus. Manda colocar dois holocaustos e cada um invoca o seu deus: Elias, chama pelo Deus de Israel, os profetas de Ba’al chamam, bem, Ba’al, né? Ba’al deu o perdido e não fez nada, mas Javé manda um linguão de fogo e consome tudo. Depois, Elias placidamente mostra quem é o verdadeiro deus, para em seguida mandar matar os profetas de Ba’al.
