O Brasil que odeia superdotados

Eu sempre digo, com justa propriedade, que o Brasil odeia ciência, mas a verdade é que eu estou sendo até getil com isso. O Brasil não odeia só ciência e cientistas. Odeia qualquer pessoa com um mínimo de capacidade a mais. No caso de superdotados, então, pior ainda. Na cartilha pollyanística, todos nós somos capazes, todos somos iguais, mesmo os mais lentinhos.

Deixem-me contar o segredinho: existem pessoas medianas, existem pessoas com deficiências e existem pessoas superdotadas. Eu tive mais um vislumbre do câncer educacional que reina neste país ao ler a história comovente de dois superdotados, mas com destinos muito, muito diferentes.

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O Maravilhoso Mundo da Química Parte 2

O mundo da Química continua rodeado de maravilhas. Um mundo mais perto de você do que você pensa, ou sequer gostaria. Sim, a Química, por mais que seja a mais odiada das Ciências, é a que permitiu que você tivesse tudo o que tem hoje. Lide com isso.

Eu já tinha participado de um episódio do SciCast sobre Química, mas é um assunto tão grande que teve que ser quebrado em duas partes. E aqui a temos: a segunda parte do SciCast da ciência que cuida das misturas e combinações. Divirtam-se, e que a Química esteja com vocês.

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As pinturas antigas que apresentam uma cor azul mais antiga ainda

Um dos grandes problemas na produção de corantes é que eles são muito difíceis de se obter. Antes de Perkin (algum dia teremos artigo sobre ele), os corantes eram produzidos praticamente por processo artesanal, valendo-se de produtos naturais. Antes dos corantes sintéticos, valia-se de raízes, frutos, solo e animais para se obter cores, e elas não eram em tão grande variedade. Para os artistas trabalharem, era uma dor de cabeça já na Renascença, agora imagine na Antiguidade!

Ao examinar antigos quadros, especialistas deram de cara com algo inusitado: o azul egípcio. Uma tonalidade de cor que os romanos usavam para controlar os tons de seus quadros e murais. Mas como assim azul egípcio?

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Fósseis de besouros tiram uma radiografia e passam bem

Encontrar um fóssil não é pra qualquer um. E mesmo encontrando não é garantia que você irá reconhecer como sendo um. Normalmente, as pessoas são capazes de sair bicando uma pilha de fósseis como se fossem pedras, mesmo porque, de certa forma, o são. Quando restos mortais de seres vivos que passaram dessa pra melhor sofrem permineralização, praticamente o que era o o bicho (ou planta) deu lugar a minerais, e o caso ainda fica pior quando o fóssil é de um animal pequeno, como besouros, por exemplo.

Pesquisadores usaram uma técnica que seria bem semelhante a uma radiografia para examinar as entranhas de fósseis, e o resultado é para lá de legal!

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O Brasil dos Índices Educacionais 2016

Brasilzão mostrou a que veio mais uma vez. Tiramos o 58º lugar nos índices educacionais, numa relação de 65 países. As notas estão abaixo da média mundial, e isso pode significar um monte de coisas, mas eu prefiro ser sucinto e dizer o ponto básico: somos um país de ignorantes.

Eu já falei várias vezes sobre isso e, claro, eu que sou o errado. Nosso sistema educacional é lindo, maravilhoso, fantástico. Todos nós com Paulo Freire no coração. Pena que a realidade não é bem essa, como o vídeo a seguir mostra.

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Fósseis de borboleta hipster encontrados na China

Todo mundo gosta de borboletas. Eu prefiro as minhas com molho rosé. Elas são lindas, são incríveis, um espetáculo da Evolução. Suas camuflagem e mimetismo ajudam-nas a sobreviver por mais tempo, gerando mais descendentes. Elas já estavam aqui antes dos seres humanos aparecerem, o que é uma vantagem. Se alguém pisasse nela, tudo poderia ser diferente (quero ver quem pega a referência sem usar o Google).

Claro, borboletas são muito mainstreams. Há 150 milhões de anos, havia insetos da família Chrysopidae, que receberam o nome “kalligrammatids”. Alguns fósseis dessa gracinha foram analisados, e muitas semelhanças foram encontradas entre eles e as nossas borboletas.

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Como antigos oceanos já regulavam reações químicas orgânicas

A maior pedra no sapato criacionista é explicar como a vida veio. Não, péra. Pra eles é fácil. Jesus veio, ergueu a varinha de condão e PUF! um elefante. Dai tentam invalidar a Teoria da Evolução apontando “incongruências” (que só existe na cabecinha oca deles) nas modernas teorias sobre a origem da vida, como se fossem a mesma coisa.

Bem, para haver vida é preciso haver moléculas auto-replicantes, como RNA e DNA. Para haver essas moléculas é preciso que haja reações de polimerização. Para haver reações de polimerização, é preciso que haja reações com substâncias orgânicas, isto é, substâncias baseadas em cadeias carbônicas. Para que haja reações com substâncias orgânicas é preciso… Bem, é preciso observar se essas reações são possíveis sem ação de um agente externo. Será que isso é possível?

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O mistério da carne de mamute servida no jantar

Passatempo é algo que os seres humanos cultivam desde que são seres humanos. Jantar também, mas arrumar comida era mais difícil do que arrumar algo pra se divertir (mesmo porque, entretenimento ajudava a distrair da fome). Além de explorarmos os ambientes em busca de comida, aprendemos a nos divertir caçando. Também aprendemos a caçar outros indivíduos em atividades como guerras, por exemplo; afinal, guerras são o divertimento dos homens, como diria o capitão Rodrigo Cambará. Passou-se alguns séculos até que formássemos grupinhos de exploradores (normalmente, gente rica, pois pobres estavam muito ocupados explorando 16 horas de jornada de trabalho, sem contar com as horas-extra.

Conta a lenda que em um certo jantar do The Explorers Club, no ano de 1951, foi servida uma incrível iguaria: carne de mamute. Se bem que alguns dizem que foi carne de Megatherium, aquela preguiça gigante. Seria que isso é boato? Será que é verdade? Pode a Ciência do século XXI provar ou desmentir a veracidade dessa história?

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De acordo com pesquisa, Australopithecus sediba só podia comer mingauzinho

O problema de acreditar em mitos, como a Lua ser feita de queijo, as plantas têm consciência, a Terra ser chata feito pizza e em cobras falantes. Isso tudo acaba sendo destroçado por pesquisa científica. Mesma coisa quando tocamos na evolução do Homem. Claro, se você saiu da toca ou não cultiva ciência da Idade do Bronze, sabe que é bem esquisito Ilúvatar (ou um outro deus qualquer) ter criado o Homem quando temos vestígios fósseis de outros hominídeos. Seria uma versão shareware do Homo sapiens? Encomenda que veio errada? Cagada do estagiário? Imaginem, como explicar isso? Afinal, Evolução é mito, certo?

Bem, o Australopithecus sediba meio que discorda. Ele foi descoberto em 2008 no renomado sítio arqueológico de Malapa na África do Sul. Agora, ele ajuda a entender um pequeno detalhe de nossa anatomia: a formação de nossa mandíbula. (aquela parte, eu não sei ao certo)

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Pesquisadores caçam o esconderijo da Peste Negra

A Peste Negra é uma demonstração do que Evolução Biológica associada à falta de saneamento básico e estupidez humana acarreta em uma perda considerável de vidas. Foi assim no caso da Praga de Justiniano, no século VI da Era Comum, em que a Yersinia pestis, a bactéria do mal, se espalhou por causa de ratos, e estes se espalhavam por causa de um saneamento básico inexistente e porque um bando de idiotas matou o predador dos ratos. Mesmo porque, gatos são animais satânicos, matem todos e deixemos que Jesus entre em nossos corações, enquanto se morre de forma horrível.

O genoma da Y. pestis já foi sequenciado, mas ainda falta saber umas coisinhas. A peste Negra do século XIV matou entre 30 e 50% da população europeia em 5 anos. Só que não ficou por aí. Não foi um caso isolado. Essa safada desta bactéria ressurgiu em toda a Europa nos séculos seguintes, mandando grande quantidade de pessoas pra vala. As perguntas que surgem são Onde e como os surtos começaram? Onde esta bactéria fidamãe se esconde? Como podemos prevenir que ela reapareça?

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