Quer águinha limpinha? Químicos fazem melhor que a Natureza (in da face, Darwin!)

Um dos grandes problemas do discurso “está acabando a água” é que a água não está acabando. Qualquer um que sabe ciclo da água sabe disso. O problema é deixar a água existente própria para ser consumida, e o tratamento de água está ficando caro, porque remover imundície sai caro. Apesar de dessalinizar água estar ficando cada vez mais barato, o problema é quando se está longe do mar e tem uma água péssima para consumo, em que uma simples filtragem é difícil.

Pediram para um grupo de sociólogos resolverem isso, mas eles estavam ocupados dando aula de Sociologia para dizer que Sociologia serve para algo que eles não sabem bem o quê. Então, pediram para engenheiros resolverem o problema. A solução seria ver o que se tem de melhor produzido nos últimos 3 bilhões de anos. Bem, acharam: proteínas.

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Pombos, mensagens, heróis e fotos

A mais cômoda forma de guerrear – se é que isso existe – é saber com antecedência o que seu adversário está fazendo e o que fará em seguida. Infelizmente, nem sempre o exército inimigo está a fim de cooperar, sem falar que eles insistem em não querer que você sabia o que eles estão aprontando, enquanto eles mesmos estão interessados no que você anda aprontando.

Aqui teremos várias histórias e são histórias sobre a História. Sobre pombos, farmacêuticos, balões, fotos, e gente pensando muito antes do seu tempo, quando fax ainda não fora inventado mas de certa forma fora inventado. Quando drones seriam algo bizarro, havia muitas alternativas

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A Lâmpada que ilumina o coração hipócrita

Havia dois Diógenes. Diógenes Laércio, historiador, filósofo e biógrafo de antigos filósofos gregos. Nascido no ano 180 EC em algum lugar do Império Romano, que não se sabe qual é. Quase nada sabemos sobre ele. Temos Diógenes, o Cínico, nascido em Sínope (por isso, ele é chamado também de Diógenes de Sínope), uma colônia jônica no Mar Negro, em alguma data entre 412 ou 404 AEC. Diógenes Laércio escreveu sobre seu xará de Sínope em sua obra Vidas e Opiniões de Eminentes Filósofos; Plutarco também escreveu sobre o filósofo de Sínope, dizendo que Diógenes, o Cínico morrera em Corinto no mesmo dia que Alexandre da Macedônia, então, foi algo em 323 AEC. Estas datas estão certas? Ninguém sabe.

Diógenes era chamado O Cínico dada a escola filosófica que ele fundou; ou, pelo menos, iniciou: o Cinismo. As palavras mudam de significado com o tempo, e Cinismo era uma escola filosófica em que seus seguidores tinham para si que o objetivo da vida é viver em virtude, de acordo com a natureza. Achavam que seres humanos, como criaturas racionais, podem obter a felicidade treinando rigorosamente e vivendo de uma maneira natural para si mesmas, rejeitando todos os desejos convencionais de riqueza, poder, sexo e fama. Em vez disso, eles deveriam levar uma vida simples, livre de todos os bens. Eu mesmo não estou nesse nível. Não por habilidade, mas por achar, como o tocador de cítara disse, se apertar demais a corda arrebenta; se afrouxar, não se consegue tocar o instrumento.

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Se dependesse da boca, macacada poderia falar. Por que não o faz?

Nossa fala é mais que articular palavras. É um processo neurológico. Entretanto, não adianta ter o software de controle sem o hardware que será controlado. É preciso ter lábios, mandíbula e língua capazes de propiciar que os sons sejam articulados. Ainda assim, tem uns probleminhas, já que macacos possuem estes órgãos bem semelhantes a humanos. Ainda assim, macacos não falam (no conceito humano, já que eles possuem comunicação própria). Entrou aí a teoria da “laringe descendente”.

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Geleira derretendo em vídeo, pronta pra servir

Que as geleiras estão em franco derretimento, é de pleno conhecimento de todos (a não ser se você for o Molion, que insiste em dizer que não, apesare de todas as evidências). Novos vídeos de lapso de tempo das geleiras e camadas de gelo da Terra, obtidos por meio de fotos tiradas do espaço, estão fornecendo aos cientistas mais informações sobre a velocidade do processo. Na reunião anual da União Geofísica Americana em San Francisco, pesquisadores divulgaram novas séries imagens do Alasca, Groenlândia e Antártica usando dados de satélites, que ilustram muito bem as mudanças dramáticas das geleiras do Alasca

Usando imagens da missão Landsat, em atividade desde 1972, temos vídeos de time lapse de seis segundos de todas as geleiras do Alasca e do Yukon. Como esses que vocês verão a seguir.

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Celulares causam acidentes em gente tosca que não presta atenção, diz pesquisa

Eu gosto quando algumas pesquisas são o puro óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues. Não que algumas delas não sejam necessárias. Até são, mas isso porque as pessoas são absurdamente estúpidas e insistem e fazer merda, como andar pela rua entretido com a fuça no celular.

Pensem comigo: o desgraçado vem andando pela rua, com o focinho virado pro celular e o pescoço torto. O que poderia dar de legal disso? Bem, segundo pesquisadores da Universidade Rutgers, ferimentos na cabeça e pescoço ocorridos ao andar com um celular, ou mesmo quando estão dirigindo e usando celular (o miserável além de atropelar alguém ainda pode ter dor no pescoço, mas não larga aquela bosta!)

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Guia de Viagem para um Buraco Negro

Chegando a época das férias e você aí querendo dar um rolé por um Buraco Negro? Calma lá, amiguinho! Você tem umas coisinhas que precisa saber antes de picar a mula espacial para lá. Mete a mão no passaporte intergaláctico que vamos aprender um pouquinho sobre estas coisinhas lindamente mortais, que são os Buracos Negros.

Sim, videozinho na faixa, devidamente legendado em português. Manda ver!

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Menage a trois espacial pego em vídeo

Nossos ancestrais sempre estavam acompanhando os astros. A falta de Netflix, internet, TV aberta etc. acarretou este tipo d distração, além de outro tipo, daquelas que faz neném. Sempre ficaram maravilhados com as conjunções de estrelas e planetas, mesmo sem saber bem a diferença de um pro outro. Era tudo uma questão de geometria e óptica, mas eles não sabiam disso. Hoje, mesmo sabendo que é uma questão de referencial, ainda nos maravilhamos com essas ocorrências.

Em fins de novembro, teve lugar nos céus amigos uma conjunção entre a Lua, Júpiter e Vênus. Os três, alinhadinhos, ficaram ali por alguns dias, e embora j´-a tenham se despedido, muitas pessoas registraram o fenômeno.

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Como flores coevoluem com polinizadores

Evolução, você sabe, seleciona aqueles que estão melhor adaptados de forma a viver por mais tempo e gerar descendentes. Você pode pensar que isso é algo solitário, mas não é, pois enquanto você está evoluindo (você, espécie. Não necessariamente você, você), outra espécie também está. Se você depende da outra espécie. Serão selecionados os que, juntos, evoluírem de forma a um ajudar o outro. Este é o conceito de Coevolução, em que a pressão seletiva favorecerá duas ou mais espécies que adquirirem capacidades que beneficiem ambos. Caso contrário, um vai pra vala evolutiva.

Um perfeito exemplo disso são insetos polinizadores e flores. Alguns insetos são ótimos para polinizar, desde que sejam atraídos. A pressão seletiva selecionará a flor que melhor atender ao polinizador. Tem flores, por exemplo, que têm cheiro de carne podre, o tipo de coisa que abelhinha fofa odeia, mas moscas adoram, como acontece com a flor-cadáver (Rafflesia cantleyi).

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Macaco de quatro é implantado e pode sair correndo (um dia)

A todo momento surgem tratamentos para devolver movimentos a paraplégicos e tetraplégicos, e quanto mais, melhor, já que cada caso é um caso. Entre cirurgias e exoesqueletos, Ciência tem provido bem novas tecnologias e tratamentos, que se tornaram baratos à medida que forem usados em larga escala, e o tempo de pesquisa e desenvolvimento for reduzido, o que acontecerá rápido se mais e mais técnicas aparecerem.

Agora, pesquisadores estão testando a implantação de um microeletrodo na medula espinhal para estudar a organização da mesma. Quanto mais se souber sobre a medula espinhal, mais fácil se resolverá problemas nela para que as pessoas tenham melhores prognósticos para voltar a andar. Ou andar pela primeira vez.

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