Químico eletrocuta bactérias e elas ficam serelepes

Lembram do artigo sobre a bandagem elétrica que acaba com biofilmes de bactérias? Aí você ficou: MUAHAHAHAHA, mete eletricidade nessas disgramadas e mandem-nas pro Inferno das Bactérias. MUA-HA-HA! Agora, imagine que você está dando um rolé num parque e vê uns caras colocando eletrodos numa piscina natural para dar uns choques no que tiver á e descobre que as bactérias lá não só estavam vivinhas da silva como adorando a eletricidade a ponto de se alimentarem dela. Bizarro, não?

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O balé de galáxias há muito perdido no tempo

Um aglomerado de galáxias é um festival de galáxias bem juntinhas (em padrões astronômicos, claro), que podem somar entre centenas e milhares de galáxias. A gravidade é as que mantém juntas, pois uma galáxia é pesada (mas não tão pesada quanto Yo Momma). Este aglomeradão é tido como as maiores estruturas conhecidas até agora, mas ainda temos dúvidas sobre como elas se formam. Para astrônomos, é muito difícil acompanhar, já que o movimento é muito lento e nossa escala de vida é bem curta. Sendo assim, simulações computacionais da movimentação dá uma bela ajudinha.

O projeto IllustrisTNG é um conjunto de simulações cosmológicas de formação de galáxias de última geração. Cada simulação no IllustrisTNG desenvolve uma grande faixa de um universo simulado logo após o Big Bang até os dias atuais, levando em consideração uma ampla gama de processos físicos que impulsionam a formação de galáxias. A TNG50 nos deu o resultado abaixo. Milhões de anos em poucos segundos de magia e fascinação pelo que há lá fora, que jamais poderíamos acompanhar em nossa tosca escala de vida ridícula.

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Um cometa que nos visita, mesmo estando longe

Eu adoro cometas. Aquele astro lá, dando altos rolês pela galáxia enquanto todo mundo fica nas suas órbitas elípticas. Não que cometas não tenham órbitas elípticas, mas é muito mais maneiro você passar por vários planetas, alguns sistemas solares, talvez galáxias? Não, aí já é querer demais. A trajetória do cometa C/2018Y1 foi descoberta em 20 de dezembro de 2018 pelo astrônomo amador japonês Masayuki Iwamoto, e, por isso, é chamado Cometa Iwamoto, mas segundo indícios, ele foi observado no ano 648 EC. Em 6 de fevereiro de 2019, o cometa Iwamoto cometa atingiu o seu ponto mais próximo do Sol, entre a Terra e Marte, e no dia 13 desse mês, chegou o mais próximo da Terra, passando bem na frente de uma galáxia espiral com aproximadamente o mesmo brilho: a galáxia NGC 2903.

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Saiu orçamento da NASA, e é o maior em dez anos

Quando Pato Donald Trump venceu a corrida presidencial, todo mundo ficou chocado (e é isso o que se ganha por chamar os amiguinhos de “deploráveis, né, Hillary?). começaram várias especulações sobre os severos cortes de Ciência e Tecnologia que ia acontecer dali por diante. Foi um Deus-nos-acuda. O problema é que o que aconteceu dali por diante foi bem diferente do que esperavam, e pelo segundo ano consecutivo, a verba à NASA é a maior da última década. Mas tem uma pequena pegadinha. Antes de tudo, vamos examinar o contexto da situação.

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Histórias de Pescador: Como prometer catar lixo espacial e enganar que vai conseguir

Lixo espacial é um problema. Desde foguetes até uma maleta de ferramentas. O astrofísico Donald J. Kessler propôs a denominada “Síndrome de Kessler”, que basicamente é um conjunto condições caóticas no meio ambiente espacial, inferindo numa tendência de resultar num efeito de colisões e reações em cadeia envolvendo os satélites e outros objetos em órbita ao redor o planeta. Em outras palavras, um objeto perdido como a bolsa de ferramentas voadora da astronauta Heidemarie Stefanyshyn-Piper algum dia pode se chocar com um satélite, cair na Terra ou acertar a Sandra Bullock. Isso não é legal e o George Clooney pode atestar isso. Muitas iniciativas estão em pesquisa para recolher parte dessa lixarada. Alguns estão pensando em nanossatélites agarrando o lixo e tem aqueles que acham que uma rede de arrastão cósmica pode dar conta. Eu só espero que não joguem este lixo no Sol. Isso pode dar dois problemas: O Nuclear e um filme péssimo.

Agora apareceram com uma ideia… como direi… inusitada. Não, péra. Não, não é inusitada. É estupidamente burra, mesmo. Querem arpoar o lixo!

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LEVANTA-TE E ANDA: Fóssil ganha exoesqueleto para cientistas estudarem seus movimentos

Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.

Sim, eu cheguei depois. Vários tinham veiculado, mais notadamente copiando a postagem da Reuters. Mas o que foi descoberto e qual era a pesquisa?

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Filosofia nos dá uma pílula de insulina. Brincadeirinha, foi a Ciência mesmo

A vida de diabéticos não é fácil. Não existe “A” diabetes, mas diferentes versões, até a que você efetivamente precisa de receber insulina. Sem ela, sua vida, que já é ruim, ficará bem pior, até levar à morte. Hoje, podemos dar insulina aos pacientes, mas por meio de injeções. Seria possível facilitar isso? Bem, me disseram que a Ciência não é capaz de responder a tudo. Perguntei a um filósofo, mas ele começou a citar Deleuze. Fui em outro filósofo, mas ele falou que deveríamos encarar a realidade como ela é, e manter a existência dos fatores nestes níveis. Não, insulina não deveria ser usada. Perguntei a um cientista e ele respondeu: Se não tá fácil, a gente faz ser!

Infelizmente, me disseram que era mentira que Ciência existia para propiciar qualidade de vida porque os japas tomaram uma bomba atômica no quengo (os mesmos japoneses que começaram ao bombardear Pearl Harbor). Felizmente, cientistas cagaram e andaram pra idiotas que defendem misóginos escravocratas e desenvolveram uma pílula capaz de levar insulina ao corpo de uma pessoa. Basta engolir a pilulinha e pronto!

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O toque divino mostrando a face do Deus dos Planetas

Doce Juno, esposa de Júpiter, amada rainha dos deuses. Odiada por Calisto, a quem Juno transformou em ursa e Júpiter a transformara em constelação. Amada e terrível. Gravitando em volta do seu amado, adorando-o, protegendo-o, beijando-lhe a fronte, desvendando seus segredos.

Em 5 de agosto de 2011, a sonda Jupiter Near-polar Orbiter, foi lançada. Como a NASA sempre gosta de batizar suas sondas de maneira especial (mas muito amada) deram, como sempre, uma pequena forçadinha para que ela pudesse se chamar Juno, com a missão de pesquisar a origem e evolução do Rei dos Planetas. A órbita de Juno ao redor do seu amado é de 53 dias (sim, Júpiter é MUITO grande) , e o vídeo abaixo mostra a 16ª perijove (o ponto da órbita mais próxima de Júpiter), ocorrido em meados de 2016.

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Extraindo Eugenol por Arraste de Vapor

Em outubro de 2017 eu postei um vídeo sobre como extrair eugenol de cravo da índia. o 4-Alil-2-Metoxifenol, é uma substância com muito valor, principalmente farmacêutico. Além de ser muito aromático e usado na mascarar sabores acres de comida estragando, é usado para docinhos, pomadas, remédios contra indigestão entre outros empregos. Mas tem um detalhe. A técnica que utilizei foi a de refluxo e você poderá ver AQUI.

Existe uma outra técnica: a técnica de arraste de vapor, que era para ter postado antes, mas estava com outros afazeres e minha preguiça não contribuiu em nada. De qualquer forma, tá aí. Espero que gostem:

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Uma sinfonia impactante da Lua

Aristóteles, grande sábio da Antiguidade, disse que a Lua era maciça, sólida e totalmente perfeita. Ela não tinha nenhum defeito, totalmente lisinha como a bunda de um bebê. Claro, o tosco de Estagira tinha problemas em olhar pra cima e olhar pra Lua, que mesmo a olho nu dá pra ver que ela não é lisinha, mas estamos falando de um sujeito que foi casado duas vezes e achava que mulheres tinham menos dentes que homens. O mundo sopralunar era perfeito, lindo, maravilhoso. Uma pena que Aristóteles fosse tão ignorante ao ponto de escrever um mundaréu de bobagens, enquanto Aristarco de Samos já tinha dito que a Lua tinha crateras e girava ao redor da Terra, assim como a Terra girava ao redor do Sol. Aristarco não tinha o reconhecimento de Aristóteles e seus escritos padeceram ignorados por séculos.

Só com Galileu é que tivemos certeza da imperfeição da Lua, com seus vales, “mares”, montanhas e crateras. Muitas dessas crateras possuem milhões de anos, outras, algumas centenas, mas delas, 111 possuem idade de cerca de 1 bilhão de anos.

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