A Itália nos tempos do Cólera*

Por muitos séculos eles estão ali, em repouso. Anos e mais anos se passando. E eles ali, inertes, com seus segredos guardados. O mundo sempre foi um lugar difícil de viver, ainda mais quando recuamos no tempo. O tempo das pestes, das pragas e em que um simples corte no dedo podia ser fatal. Épocas em que o cólera era algo mortal (ok, ainda é) e levou várias pessoas à sepultura.

No cemitério da igreja Badia Pozzeveri, arqueólogos estudam os esqueletos que guardam uma história bizarra: como o cólera ceifou várias vidas no século XIX.

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Chimpanzés mudam de sotaque para fazer amigos. Sotaque?

Sim, sotaque. Lindo, não? Chimpanzé tem sotaque, e o pessoal do Tumblr vai alegar apropriação cultural! Claro, você deve estar se perguntando "como assim ‘sotaque’?". Muito simples. Eles não fazem gruuuuu-bruuuuuuuuuu de qualquer jeito (a onomatopeia é minha e eu digo que chimpanzés "falam" assim. Me processe!). Eles mudam suas entonações para se encaixarem em outro grupo social, o que poderia ser chamado de "sotaque", ou algo próximo a isso.

Examinando dois grupos de chimpanzés no Jardim Zoológico de Edimburgo, biólogos perceberam que eles passavam a grunhir da mesma forma em cerca de três anos. Coisa sem utilidade nenhuma, né?

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O Brasil da Divulgação Científica

Como é a divulgação científica no Brasil? Qual a importância de se divulgar Ciência? O ensino de Ciência é fraco a ponto de ter gente ainda acreditando em criacionismo, astrologia ou cobras falantes? Neste episódio do SciCast, alguns dos principais divulgadores de Ciência, como o Luiz Bento, o Pirulla, Luciano Queiroz e eu (cof… cof… cof…), mediados pelo Silmar, conversam sobre como é o futuro da divulgação científica e sua importância na nossa moderna sociedade, com suas mazelas, dificuldades e gente jogando contra.

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Mundo Medieval do século XXI: Pais idiotas promovem “Festa do Sarampo”

Eu tinha um dicionário que em muitas páginas vinha pensamentos e reflexões. Uma delas era "Nada mais idiota que agir idiotamente". Eu sempre achei esta frase idiota, mas creio que o cara que escreveu era, ou um visionário ou viajante do tempo. Eduard Jenner, no século XVIII, percebeu que mulheres responsáveis em ordenhar vacas com varíola bovina eram mais imunes à versão humana do que as mulheres que não tinham contato com esses animais. Daí veio o termo "vacina". Algumas pessoas não muito inteligentes achavam que isso servia para todo tipo de doença e colocavam seus filhos pertos de adultos doentes para serem imunes às doenças. O resultado foi que várias dessas crianças morreram.

´Como quem não estuda História corre o risco de repeti-la, aqui vamos nós para uma nova "febre" (eu tentei não escrever isso. Sério!!): fazer "festinha do sarampo", em que crianças sãs ficam expostas a crianças doentes, para que as primeiras desenvolvam imunidade. O que pode dar errado?

O que pode dar errado é a ignorância. E combatemos a ignorância com o Livro dos Porquês, capítulo Infectologia, seção Sarampo.

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Ken Ham declara Dia Errado de Darwin

Eu me amarro no Ken Ham. Se existe algum forte argumento para achar que Criacionismo é algo pouco pior que uma ópera-bufa, esse argumento é olhar pro Ken Ham e prestar atenção no monte de insanidades que ele profere. Quando Bill Nye foi debater com ele, largou o idiota pra lá e ficou dando uma sólida aula de Ciência, ele foi criticado. Mas Ken Ham não é um pombo enxadrista ou uma tartaruga costurando. É uma baleia morta na porta da sua casa já em decomposição. Você não sabe o que fazer com ele, ninguém vai te ajudar e o lance é dar a volta e ir pra outro canto.

Agora, este insano com cara de amish problemático decretou (na mente insana dele)uma espécie de #DiaSemDarwn. ou alguma besteira nesse sentido.

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Qual o tamanho da vida marinha?

Nosso mundo é muito chato Não temos monstros nem vida alienígena querendo exterminar a gente (só políticos, mas estes não contam coo seres vivos). Amamos dinossauros por serem os únicos "monstros" que realmente existiram. Assim, olhamos em volta e buscamos por mais alguns. Vemos elefantes, baleias e até lulas gigantes, como a lula humboldt. Claro, nem de longe o molusco chega até o tamanho colossal do que foi descrito na obra de Júlio Verne. Ainda assim, impressiona. Entretanto, as pessoas querem mais, querem verdadeiros assassinos da Natureza, prontos a dominar o mundo. Infelizmente, não é assim. Apesar de golfinhos serem inteligentes, eles jamais desenvolveram ferramentas, e por motivos óbvios.

Mas qual é o tamanho desses gigantes do mar?

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Voz dos Alienados 74

E depois de voltar do Campus Party, estamos com a nossa programação normal. Eu estava em dúvida sobre o Disqus como sistema de comentários, mas ele me deu um brinde: gente imbecil que agora acha que pode comentar direto. Péééééé, errado. Ainda passa por moderação, e o pente fino cata todos os piolhentos que resolvem despejar seu amor religioso em minhas queridas postagens.

E é pra mostrar o carinho, o amor e a fraternidade espírita que temos a… VOZ DOS ALIENADOS!!

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Um dia de Campus Party: Seus amores, seus pecados

Eu não sei se vocês ficaram sabendo, mas ocorreu o Campus Party. Eu, junto com os figurantes do SciCast, fui convidado a participar. Foi uma experiência bem diferente do que eu estava acostumado. Teve prós, teve contras, teve até gente saindo com "pulseira". Teve case do Homem de Ferro e até evocações demoníacas. O que falar do Campus Party, em termos de divulgação científica e inovação?

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Interestelar, a gravidade da má ciência

Antes de começar, vou deixar claro o seguinte: eu não espero ciência de verdade em filmes de Hollywood ou Bollywood. Do Brasil, não espero nem mesmo cinema. EU SEI que o foco é apenas diversão, mas estão falando maravilhas do filme, só porque o Kipp Thorne ajudou no esboço do roteiro. E a Ciência que está ali é só um esboço, mesmo. Porque se a Física de Interestelar é razoável, a Química e a Biologia são pavorosas.

Então, vamos ver… o que podemos falar sobre Interestelar? (SIM TEM SPOILER!)

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Camelô vendendo brigadeiro de maconha. Mas a ANVISA não liberou? Não, senhor!

O Brasil anda de vento em popa com sérios problemas de abastecimento de água. Estão falando de racionamento… Não, desculpem. É "restrição hídrica". Mas não é de água que eu vou falar. Falarei sobre algo que existe em abundância: cara-de-pau. Tem "gente" vendendo docinho feito de maconha nas praias. Não sei quem é mais idiota. Quem vende achando que não tem nada demais ou quem compra achando que ficará legalmente doidão.

E não, gente. ANVISA não tem nada a ver com isso. Maconha não foi liberada. Mas vamos por partes.

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