O doloroso caso da família que não sente dores e corre riscos de se machucar

Imagine que você estivesse livre de dores. Nenhuma. Nenhumazinha sequer. Parece o som do paraíso, certo? Mas não é. Não sentir dores é um inferno. Você se machuca sem saber, podendo ter cortes profundos e se esvair em sangue. Pode ter algo muito errado, mas como não sente dor, só saberá tarde demais.

Tem até o caso de uma família inteira com uma mutação genética que inibe que eles sintam dores. O que podemos aprender com eles?

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Os Amonites

Os amonitas eram formados pelo povo filho de Amom que habitava a área ao leste do rio Jordão, de Gileade e do mar morto, no que hoje é a Jordânia, cuja capital (hoje, Amã) formava um conjunto das principais cidades. Claro, você deve estar pensando se eu cometi um erro de grafia no título, mas, não. O assunto não é sobre os povos semíticos de um trecho da Palestina do século IX, e sim sobre moluscos cujos primeiros exemplares surgiram no período Devoniano Tardio, em torno de mais ou menos 360 milhões de anos, tendo ido para a vala junto com os dinossauros na extinção do Cretáceo-Terciário.

(não pergunte por que eu fiz isso. eu mesmo não sei)

No meio de uma floresta, um mamífero mostra o dedo médio para todos eles.

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O Experimento de Harlow e a Teoria do Apego

Qual a origem do amor? Por muito tempo ficou-se com medo de pesquisar sobre isso. Ninguém queria que um sentimento tão sublime fosse escrutinado pela Ciência. E se a resposta minimizasse o sentimento a alguma coisa tão… simples? Como explicar o amor que temos por nossas mães?

Bem, um pesquisador chamado Harlow resolveu testar de onde vem o nosso amor por nossas mães e como podemos fazer para usar esse fator para melhorar como nós mesmos interagimos com nossos filhos. O experimento que ele idealizou foi o ponta-pé para a chamada Teoria do Apego.

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Cientistas desenvolvem técnica para tratamento de doença neurodegenerativa (não é Alzheimer)

Ninguém gosta de ficar doente, mas algumas doenças são piores que outras, e isso é um fato. Um desses exemplos é a ataxia de Friedreich. Esta tristeza é uma doença neurológica caracterizada pela queda de coordenação nos movimentos musculares, acabando com que a pessoa não consiga nem mesmo ficar em pé. Esta doença neurodegenerativa é hereditária e autossômica recessiva, afetando cerca de uma criança entre 22 mil. Este número pode variar até dois nascimentos em 100 mil, e isso já é muita coisa. Normalmente, se manifesta entre 5 e 15 anos de idade, começando por problemas de locomoção ao andar, evoluindo até o quadro de haver deformidade dos pés e escoliose. Ruim o bastante? Calma que esta tristeza ainda acarreta em diabete e afeta seriamente o ritmo cardíaco, além de causar cegueira entre outros problemas que irão variar de pessoa para pessoa e se se pode ter certeza de uma coisa, é que vai ficar muito pior.

Num comentário de um dos meus vídeos, um imbecil falou que ciência só serve para enganar pessoas burras. Seria ótimo se a ciência pudesse apenas ignorar a doença e erradica-la de vez, mas como fazer isso, se até agora não se conseguia simular os sintomas em sua totalidade em ratos?

Bem, frise-se o “até agora”.

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Pesquisadores encontram carrapatão velho que mordeu dinossauros

Eu sei que você achou maneiro aquele lance de mosquitos no âmbar, extraindo deles o sangue de dinossauros que foram picados e assim libera um T-rex atrás de jipes. Apesar do leve fundo de verdade, 90% é pura ficção; e o fundo de verdade é que sim, consegue-se ter mosquitos bem preservados em âmbar, mas não é só eles.

Menos glamouroso que o filme e o livro, cientistas estudam outro tipo de bicho que ficou preso no âmbar depois de ter chupado (ÊPA!) os dinossauros. NO caso, o animal em questão são carrapatos.

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Homens virgens também contraem HPV

Religiosos fanáticos (sempre eles) são contra qualquer tipo de avanço científico. Inventaram que vacinas contra HPV (o papiloma vírus humano) fará com que seus filhos adolescentes se tornem verdadeiros libertinos. As meninas se tornarão messalinas e os meninos continuarão sendo adolescentes. O problema é que a Seleção Natural está pouco se lixando pro que religioso tosco acha ou deixa de achar. Resultado? Uma pesquisa demonstrou que homens que nunca tiveram relações sexuais não estão livres de contrair HPV.

Vou repetir: mesmo sem transar, trepar, fazer fuc-fuc, comer ou foder ninguém, nunca, alguns homens contraíram HPV. E assim vemos a Narrativa Religiosa afundando glub glub glub.

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“Vacinas mataram o meu bebê”

Eu sei, vocês virão me xingar. Ainda mais porque não conhecem o conceito de aspas. De qualquer forma, este foi o título de um panfleto que uma mãe imbecil distribuiu colocando em caixas de correio ao longo dos Estados Unidos, é um título chamativo, estridente e com um texto apelativo e aterrorizante!

Aterrorizantemente falso, escrito por uma anti-vaxxer desclassificada (desculpem o pleonasmo), que tem um livro “escrito para educar as crianças sobre os benefícios de ter sarampo”.

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Trilobitas e os segredos dos seus olhos

Olhos são uma coisa fascinante. Depois de 3 bilhões de evolução biológica, temos uma maravilha que nos faz enxergar, salvo se for aquele pontinho cego safado, que é onde o nervo óptico toca a retina e lá fica incapaz de receber luz que foi refletida pelo objeto, sem poder criar a imagem naquele ponto. Também tem o fato do cristalino se embaçar, causando cataratas. Também tem aquele lance de ficar com a visão como se estivesse por um tudo, miopia, hipermetropia, astigmatismo, vista cansada etc. Mas é tudo um projeto inteligente.

No início, os olhos não eram tão divinamente planejados assim e alguns animais desenvolveram olhos múltiplos, de forma que captassem mais luz e imagens, sendo tudo montado no cérebro. Mas com os primeiros olhos compostos foram formados?

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Cães são mais espertos que gatos, de acordo com neurociência (guaxinins são mais espertos)

Nós, carnívoros, somos mais inteligentes. Isso é um fato incontestável. A ingestão de proteína animal fez nos cérebros crescerem mais que que os de herbívoros estritos. Lamento, mas é assim mesmo. Um gato é mais esperto que um chinchila, um tigre é mais inteligente que uma zebra e eu nem posso me comparar com um comentarista de portal de notícias, já que este último não subiu na escala evolutiva para algo acima de um fungo.

Os cérebros de animais carnívoros e onívoros também são diferentes, principalmente porque grandes animais têm gastos energéticos maiores e padrões de alimentação não-confiáveis. O alto custo metabólico pode colocar grandes felinos, por exemplo, em risco. Animais pequenos, entretanto, conseguem desenvolver maior números de células do córtex cerebral (a parte mais “espertinha” do cérebro) por volume cerebral. Ou seja, apesar de ursos terem cérebros maiores, não possuem maior número de células corticais proporcionalmente se comparados com um gato ou um cachorro. Aliás, se formos ver por isso, cães possuem maior número de células corticais que gatos. Sim, o Spike é mais esperto que o Tom.

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Pílula do cocô usada para combater infecções intestinais

Nenhuma doença é legal, mas com certeza as que acometem o intestino estão entre as mais infames, desconfortáveis e muitas vezes fatal. Há muitos tratamentos, inclusive em que cocô é transplantado de um intestino pro outro, mas será que não poderíamos simplificar isso? Bem, se simplificação que você quer, simplificação é o que a Ciência te dará. Que tal uma pilulinha de cocô?

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