O autismo escondido nos seus olhos

Autismo não é uma doença. Isso você já sabe, se lê meu site. São várias doenças compreendidas dentro do mesmo espectro, e é difícil diagnosticar logo de saída. A saída é ter um diagnóstico genérico e dali ir refinando, ao invés de partir para determinar direto qual a doença que a pessoa está acometida, se é que é do espectro autista.

Não é de hoje que o eletrorretinograma é utilizado para encontrar um biomarcador, isto é, alguma marca biológica que indique que a pessoa está entre um dos múltiplos casos concernentes ao espectro autista, mas agora este teste está cada vez mais preciso.

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Seres Perfeitos desvendam os segredos proteicos da influenza B

Para princípio de conversa, quando você fala “eu esbou bripado”, não, amiguinho. Muito provavelmente você estará com um resfriado, é outro tipo de doença. As Influenzas, sim, são gripes, e os sintomas, apesar de parecidos, não têm nada a ver com resfriados. Claro, a Natureza está a fim te sacanear, logo, não existe um tipo apenas de gripe, mas três: A, B e C. No caso da Influenza B, também chamada de “Gripe B”, e é causada pelo vírus influenza do tipo B (duh!), os principais sintomas são febre alta (sim, acima de 38°C), dores musculares, dor na garganta, dor de cabeça, tosse, fraqueza de um modo geral, coriza (quando seu narigão fica escorrendo como uma cachoeira), congestão nasal, náuseas, vômitos e diarreia. Quer coisa mais fofa? E você já deve estar sentindo os sintomas. Bem, procure um médico e não, não adianta chá de limão. O ideal mesmo é você se vacinar nas campanhas anuais de vacinação. Vai por mim, você não quer pegar esta bagaça!

Será que na face da Terra haveria heróis capazes de investigar o Influenza B, entender como ele é nas profundezas de suas moléculas e descobrir como dar cabo deste ser maléfico? Haveria esses tipos de entidades perfeitas capazes disso? Haveria? Haveria?
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Pesquisa mostra que soja causa probleminhas no cérebro. Isso explica seu amigo vegan

Não há natureba que se preze que não enalteça as maravilhas da soja. Soja é excelente e, assim como o grafeno, serve pra tudo. Soja é uma maravilha culinária que substitui a carne, aquela coisa odiosa pros vegans, que criam múltiplas receitas usando soja para criar comida que se pareça com carne, pois, comida vegan é tão horrível que nem vegan gosta.

Obviamente, aqui é Ceticismo.net e se você é leitor assíduo já está esperando pela revoiravolta. Bem, aqui vai ela: uma nova pesquisa mostra que o óleo de soja não apenas leva à obesidade e ao diabetes, mas também pode afetar condições neurológicas como autismo, doença de Alzheimer, ansiedade e depressão.

Sim, você está rindo que eu sei. Ou está espumando de raiva, já correndo para me dizer que quem come carne vai morrer de diabetes e obesidade.

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Pesquisa demonstra ligação do uso de maconha com casos de câncer. Thank you, Darwin!

A todo momento, imprensa corre para noticiar novas maravilhas dos “medicamentos à base de maconha”, que não necessariamente é da Canabis sativa, e sim outras espécies, daquelas sem altas concentrações de tetrahidrocanabinol, também conhecido como THC (a molécula que deixa doidão), de preferência focando em substâncias específicas, como as do grupo canabdiol. Não, fumar o jererê não lhe fará mais saudável, e agora vem aquela pesquisa que vão esbravejar dizendo que é financiada pela Big Pharma (a Big Pharma que pesquisa os canabdióis, tão amados pelo pessoal que odeia a Big Pharma).

Uma recente pesquisa identificou o mecanismo molecular ativado pela presença de THC na corrente sanguínea que acelera o crescimento do câncer e HPV.

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Micro-organismos comem microplásticos e produzem ácidos graxos. Onde está a sua Greta, agora?

Num esquete do George Carlin, ele argumenta que o planeta gosta de plásticos como uma de suas criações, seus bebês. Não apenas isso, plásticos responderiam a um grande questionamento filosófico:

– Por que estamos aqui?

Nossa brutal arrogância acha que estamos destruindo o planeta, sendo que o planeta está muito bem, obrigado. Nós que estamos ferrados, mas estamos de certa forma, dando uma mãozinha devolvendo à Mãe Natureza microplásticos. Acha que não? Bem, então diga isso aos pesquisadores que rastrearam o carbono oriundo de plásticos e descobriram que ele foi utilizado para a formação de ácidos graxos benéficos, ômega-3 e ômega-6 por micróbios originários dos lagos húmicos. In your face, Greta!

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Pesquisadores criam detector de vírus portátil (ou quase)

Para mim, uma das coisas mais fascinantemente ficcionais eram os tricorders médicos. Tipo. O dr. MacCoy passava o saleiro (sim, aquilo era um saleiro que a produção achou bem futurista para ser usado como algum dispositivo do século XXIII) e o tricorder lia o que a pessoa tinha. A não ser se estivesse usando roupa vermelha. Neste caso, já partia pro “He is dead, Jim”, a fim de economizar tempo de filmagem.

Mas já pensou se tivéssemos um treco para ajudar médicos a não só mandar um “é virose, como já dizer qual vírus sem-vergonha está por detrás a infecção? Bem, é isso o que estão desenvolvendo. Sim, usa nanotubos. Nanotubos é a moda agora. Senta e aceite!

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Como flores coevoluem com polinizadores

Evolução, você sabe, seleciona aqueles que estão melhor adaptados de forma a viver por mais tempo e gerar descendentes. Você pode pensar que isso é algo solitário, mas não é, pois enquanto você está evoluindo (você, espécie. Não necessariamente você, você), outra espécie também está. Se você depende da outra espécie. Serão selecionados os que, juntos, evoluírem de forma a um ajudar o outro. Este é o conceito de Coevolução, em que a pressão seletiva favorecerá duas ou mais espécies que adquirirem capacidades que beneficiem ambos. Caso contrário, um vai pra vala evolutiva.

Um perfeito exemplo disso são insetos polinizadores e flores. Alguns insetos são ótimos para polinizar, desde que sejam atraídos. A pressão seletiva selecionará a flor que melhor atender ao polinizador. Tem flores, por exemplo, que têm cheiro de carne podre, o tipo de coisa que abelhinha fofa odeia, mas moscas adoram, como acontece com a flor-cadáver (Rafflesia cantleyi).

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Dinossauro malvadão trocava de dentes a cada dois meses

Imagine que você é um tubarão, nadando feliz nas águas de Nosso Senhor Sharknado (com ele a Oração e a Paz). Você pensa que é único e especial, mas ai descobre que tinha uma espécie de dinossauro carnívoro que também trocava os dentes da mesma maneira que você. Pronto, aí é caso de ter crises existenciais.

O Majungassauro viveu em Madagascar há cerca de 70 milhões de anos. Ele tinha a capacidade de trocar todos os dentes a cada dois meses. Até então, nunca tinha se descoberto algo assim entre dinossauros, mas depois que analisaram um fóssil, bem… ciência, né? As coisas sempre se atualizam.

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Espanha registra caso de dengue contaminado por relação sexual. Sim. Eu! Eu! Eu! O cara se ferrou

O mundo segue sempre seu caminho, nem bom nem ruim. O mundo é o que é, e a Seleção Natural nunca falou que estava preocupada com os serumaninhos. Evolução apenas seleciona aqueles aptos a viverem a ponto de se reproduzir e gerar outros descendentes. Está com dificuldade de se espalhar? Bem, quem sabe se alguma mutação não lhe dê uma certa característica que resolva isso? Bem, foi o que aconteceu com a dengue. Um hospital apontou um caso raríssimo de transmissão de dengue via relações sexuais. Que ótimo, não? (ótimo pro vírus). Já a vítima se…

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Pesquisa estuda novas formas de detecção de câncer nos olhos

Em 2014, eu noticiei o caso do pai que, ao fotografar o filho, percebera que tinha algo de errado em seus olhos. Era a leucocoria. Ela não é uma doença, apenas um reflexo branco que aparece na pupila, mas não é na pupila, propriamente dita. Pode ser indicativo de várias doenças, inclusive do retinoblastoma, uma espécie de câncer que se forma nas células detectoras de luz na parte de trás do olho. Ele geralmente aparece em crianças menores de dois anos e pode levar à cegueira ou à remoção dos olhos. O problema do retinoblastoma é que você não pode fazer biópsia direta. A biópsia direta pode causar recaída ou disseminação da doença fora do olho, o que ninguém vai querer que isso aconteça.

Pode a Ciência… tá, vamos parar de fazer uma pergunta imbecil que será respondida em “sim, pode, conta aí”.

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