Estamos aqui, ilhados, observando as loucuras do mundo, que está beirando filme do Mad Max. Enquanto o Coronga está ganhando dois continentes à sua escolha, mais a Oceania, eu busco informação de qualidade, ou nem tanto assim. Desde gente estudando andares esquisitos, até coo deter a propagação de vírus pelo ar. O que será que vimos esta semana?
Categoria evolução
Mongóis já curtiam um leitinho há muito tempo
Seres humanos são mamíferos. Ok, nada demais nisso. O nosso diferencial de outros mamíferos é que nós criamos gado leiteiro para nos suprir de leite. Não que criar outros seres vivos para a própria alimentação seja exclusividade humana, já que formigas também fazem isso. O problema é que não éramos para continuar ingerindo leite e seus derivados. Só conseguimos fazer isso graças a uma mutação que nos deu capacidade de quebrar a lactase em açúcares menores. Lá pro ano 10.000 A.E.C., uma mutação virou este jogo, e em algum lugar perto do que hoje é a Turquia, um grupo de pessoas desenvolveram a capacidade de digerir lactose mesmo depois de adulto (Evolução só acontece em populações, nunca em indivíduos isolados).
Pesquisadores resolveram estudar os mongóis para saber mais sobre a sua dieta à base de leite e seus derivados e encontraram algumas informações interessantes. Não em indivíduos atuais, mas nos ancestrais deles, placidamente repousando nas estepes.
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Como um deserto pode nos ajudar a entender Marte
Como saber o que procurar em Marte? Como buscar sinais de vida lá? A resposta é simples e complicada ao mesmo tempo. Deve-se partir de algum parâmetro de comparação. Sendo assim, vamos tirar como exemplo aqui mesmo. Onde estão as mais antigas evidências de vida?
Pesquisadores foram para a Austrália buscar no seu deserto os primeiros sinais de vida na Terra. De repente, isso nos ajuda a identificar o que estamos procurando em Marte.
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Humanos malvados continuam ferrando com o planeta, mas ficou por isso mesmo
Saiu mais uma pesquisa que espécies estão ameaçadas pela chamada “pegada humana”, ou seja, pela simples presença de seres humanos, os quais deixaram marcas em todo o planeta. A rigor, não tem um só lugar do mundo que não tenha uma marca da passagem da humanidade, tendo o estudo avaliado 20 mil espécies terrestres, e descobrindo que 85% agora estão expostas a intensa pressão humana.
Aí eu pergunto: ok. O que se faz então? A pesquisa não tem resposta, pois não lhe fizeram esta pergunta.
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O futuro da exploração do Sistema Solar
Como se dá a exploração do Espaço? O que podemos esperar para daqui por diante? Estamos há muito numa nova aventura. Antes, singramos os mares, hoje, avançamos por entre planetas, satélites, cometas e asteroides. Quando chegaremos pessoalmente nesses lugares e colocaremos os nossos pés?
Essas são perguntas que cientistas, pessoal técnico, astronautas e especialistas de várias áreas estão ansiosos em responder.
Micro-organismos comem microplásticos e produzem ácidos graxos. Onde está a sua Greta, agora?
Num esquete do George Carlin, ele argumenta que o planeta gosta de plásticos como uma de suas criações, seus bebês. Não apenas isso, plásticos responderiam a um grande questionamento filosófico:
– Por que estamos aqui?
Nossa brutal arrogância acha que estamos destruindo o planeta, sendo que o planeta está muito bem, obrigado. Nós que estamos ferrados, mas estamos de certa forma, dando uma mãozinha devolvendo à Mãe Natureza microplásticos. Acha que não? Bem, então diga isso aos pesquisadores que rastrearam o carbono oriundo de plásticos e descobriram que ele foi utilizado para a formação de ácidos graxos benéficos, ômega-3 e ômega-6 por micróbios originários dos lagos húmicos. In your face, Greta!
Pesquisa aponta que corais longe de pessoas são mais felizes
Corais são mais que seres vivos. São um bioma inteiro. Eles apresentam uma imensa biodiversidade, com plantas, animais e micro-organismos de um imenso universo entre espécies vivendo em equilíbrio. Para se ter uma ideia, cerca de 1/4 de todas as espécies de peixes das águas marinhas dependem dos recifes de corais para sobreviver, já que eles fornecem abrigo e alimento para diferentes seres vivos, além de funcionar como um grande filtro da água do mar. Acompanhar a saúde dos corais é acompanhar a saúde dos oceanos,
Sabendo disso, pesquisadores de diferentes instituições de pesquisa compararam a água do mar de 25 recifes em Cuba e nas Florida Keys, nos EUA, variando em impacto e proteção humanos e descobriram que aqueles com maior diversidade microbiana e menores atividades humanas próximas eram marcadamente mais saudáveis. Não que soe alguma novidade, mas é sempre bom ter certeza.
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Se dependesse da boca, macacada poderia falar. Por que não o faz?
Nossa fala é mais que articular palavras. É um processo neurológico. Entretanto, não adianta ter o software de controle sem o hardware que será controlado. É preciso ter lábios, mandíbula e língua capazes de propiciar que os sons sejam articulados. Ainda assim, tem uns probleminhas, já que macacos possuem estes órgãos bem semelhantes a humanos. Ainda assim, macacos não falam (no conceito humano, já que eles possuem comunicação própria). Entrou aí a teoria da “laringe descendente”.
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Como flores coevoluem com polinizadores
Evolução, você sabe, seleciona aqueles que estão melhor adaptados de forma a viver por mais tempo e gerar descendentes. Você pode pensar que isso é algo solitário, mas não é, pois enquanto você está evoluindo (você, espécie. Não necessariamente você, você), outra espécie também está. Se você depende da outra espécie. Serão selecionados os que, juntos, evoluírem de forma a um ajudar o outro. Este é o conceito de Coevolução, em que a pressão seletiva favorecerá duas ou mais espécies que adquirirem capacidades que beneficiem ambos. Caso contrário, um vai pra vala evolutiva.
Um perfeito exemplo disso são insetos polinizadores e flores. Alguns insetos são ótimos para polinizar, desde que sejam atraídos. A pressão seletiva selecionará a flor que melhor atender ao polinizador. Tem flores, por exemplo, que têm cheiro de carne podre, o tipo de coisa que abelhinha fofa odeia, mas moscas adoram, como acontece com a flor-cadáver (Rafflesia cantleyi).
Dinossauro malvadão trocava de dentes a cada dois meses
Imagine que você é um tubarão, nadando feliz nas águas de Nosso Senhor Sharknado (com ele a Oração e a Paz). Você pensa que é único e especial, mas ai descobre que tinha uma espécie de dinossauro carnívoro que também trocava os dentes da mesma maneira que você. Pronto, aí é caso de ter crises existenciais.
O Majungassauro viveu em Madagascar há cerca de 70 milhões de anos. Ele tinha a capacidade de trocar todos os dentes a cada dois meses. Até então, nunca tinha se descoberto algo assim entre dinossauros, mas depois que analisaram um fóssil, bem… ciência, né? As coisas sempre se atualizam.
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