O Clostridium difficile já traz no nome que não é brincadeira. Este bacilo (uma bactéria mais sacana que as outras) é que nem o seu cunhado. Assim como aquele inútil está se servindo do conteúdo da sua geladeira, a C. difficile é um comensal do trato gastrointestinal. Assim como o seu cunhado, que só lhe traz dor de cabeça, o Clostridium é responsável por doenças gastrointestinais, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa. Você não quer contrair uma colite polimembranosa, a infecção mais comumente adquirida em hospitais.
Agora, uma pesquisa aponta como alguns pacientes são altamente suscetíveis a infecções por cauda do C. difficile, fornecendo aos médicos uma maneira de prever a gravidade da doença e apontando para uma nova maneira de tratar essa desgraça. Já pro seu cunhado fica difícil e médicos recomendam tratamento à base de ferro. De preferência sob a forma de barra, na cabeça dele.
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Répteis formam uma classe muito interessante. Há diversos deles e mostram-se como um verdadeiro sucesso em termos de evolução biológica desde o período Carbonífero, tendo surgido há cerca de 310 e 320 milhões de anos. Depois de centenas de milhões de anos, o que temos é a fina flor e animais muito bem adaptados ao ambiente, capazes de sair correndo atrás de vocês em terra e nadando caso você se julgue espertão o suficiente pra se jogar no rio, pensando que vai escapar.
Lembram do artigo sobre a bandagem elétrica que acaba com biofilmes de bactérias? Aí você ficou: MUAHAHAHAHA, mete eletricidade nessas disgramadas e mandem-nas pro Inferno das Bactérias. MUA-HA-HA! Agora, imagine que você está dando um rolé num parque e vê uns caras colocando eletrodos numa piscina natural para dar uns choques no que tiver á e descobre que as bactérias lá não só estavam vivinhas da silva como adorando a eletricidade a ponto de se alimentarem dela. Bizarro, não?
Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.
Você, como todo humano (você é humano, né?) é um tosco em termos de dentição. No máximo, tem uns dentinhos de leite até chegar a dentição definitiva. Perdeu um da dentição definitiva? Ha! Ha! SE FERROU, IRMÃOZINHO! Em compensação, répteis e peixes em sua maioria não têm este problema. Vários deles têm múltiplos conjuntos de dentes durante a sua vida. Fica a pergunta: em que ponto a Seleção Natural agiu para haver esta disparidade de formas de dentição??
Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.
Você deve ter visto pessoal compartilhando e comentando sobre a incrível descoberta do que causa o Alzheimer: uma bactéria. Pois é, pessoal falou bobagem novamente. Não é isso. Indo pro TL;DR o que foi descoberto é como agentes infecciosos poder direcionar (e não criar) doenças degenerativas como o Alzheimer, bem como sua progressão. Isso significa dizer que uma bactéria não está fazendo as pessoas contraírem Alzheimer, e sim como a infecção age sobre uma pessoa que ou tem e apresenta ou tem, mas ainda não começaram os sintomas.
Dizem que Einstein falou que a imaginação vale mais que o conhecimento. É tão-somente mais uma fanfic para justificar gente ignorante. De qualquer forma, a imaginação pode não valer mais que o conhecimento (e não vale), mas em determinadas situações ela acarreta numa mesma resposta orgânica, isto é, se você tem fobia a algo (boletos vencidos, por exemplo), só de imaginar o disparador dessa fobia seu corpo começa a agir da mesma forma se este disparador estivesse na sua mão. Ou seja, imaginar boletos vencidos e ter alguns na sua mão acaba lhe levando ao pânico.
Você deve se lembrar da celeuma com a Miss Espanha que concorreu ao Miss Universo, sendo que ela é ele, mas não é ele, é ela. Bem, a Miss Espanha é transgênero, que segundo informações é operada e talz. Você vai fazer cara de nojinho, mas pegou coisa muito pior na sua vida que eu sei, e todo mundo queria pegar a Roberta Close antes de ser operada. Uma das principais alegações é que a Miss Espanha não tinha cromossomo XX e sim XY. Bem, vocês devem saber que Biologia não é ciência exata, né? Pois é, filhotes, uma nova pesquisa apontou por que os cromossomos X e Y não determinam o sexo do bebê.